<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-8503947920113455016</id><updated>2011-11-14T17:19:56.924-02:00</updated><title type='text'>no pobrems</title><subtitle type='html'>Carlos Jazzmo sem pobrema</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://nopobrems.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8503947920113455016/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nopobrems.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8503947920113455016/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>Carlos Jazzmo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00788566230433957486</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_Xt8nu0HhGj0/S6bTOb3S4WI/AAAAAAAAAGY/1ZRv0409K6s/S220/carao2.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>107</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8503947920113455016.post-2744765859729361610</id><published>2011-01-04T15:59:00.002-02:00</published><updated>2011-01-04T16:00:55.152-02:00</updated><title type='text'>O PARADOXO RACIONAL</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center; font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto menos se interfere, mais a natureza se revela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8503947920113455016-2744765859729361610?l=nopobrems.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nopobrems.blogspot.com/feeds/2744765859729361610/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8503947920113455016&amp;postID=2744765859729361610&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8503947920113455016/posts/default/2744765859729361610'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8503947920113455016/posts/default/2744765859729361610'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nopobrems.blogspot.com/2011/01/o-paradoxo-racional.html' title='O PARADOXO RACIONAL'/><author><name>Carlos Jazzmo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00788566230433957486</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_Xt8nu0HhGj0/S6bTOb3S4WI/AAAAAAAAAGY/1ZRv0409K6s/S220/carao2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8503947920113455016.post-3829975591137075687</id><published>2010-12-05T15:53:00.003-02:00</published><updated>2010-12-05T15:56:46.360-02:00</updated><title type='text'>CONEXÃO</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;Música vem de cima.&lt;br /&gt;Literatura vem de baixo.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br&gt;&lt;br&gt;&lt;br&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8503947920113455016-3829975591137075687?l=nopobrems.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nopobrems.blogspot.com/feeds/3829975591137075687/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8503947920113455016&amp;postID=3829975591137075687&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8503947920113455016/posts/default/3829975591137075687'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8503947920113455016/posts/default/3829975591137075687'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nopobrems.blogspot.com/2010/12/conexao.html' title='CONEXÃO'/><author><name>Carlos Jazzmo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00788566230433957486</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_Xt8nu0HhGj0/S6bTOb3S4WI/AAAAAAAAAGY/1ZRv0409K6s/S220/carao2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8503947920113455016.post-3337634100126106369</id><published>2010-12-01T17:51:00.002-02:00</published><updated>2010-12-01T17:59:55.984-02:00</updated><title type='text'>FALAR DE AMOR COM A EX-NAMORADA</title><content type='html'>&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Oi...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiquei instigado pelo nosso começo de papo, na internet, sobre namoros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho mesmo que esse assunto é sem fim e que a gente só vai conseguir brincar de falar disso quando for pessoalmente mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda assim, fiquei com vontade de fazer uns comentários iniciais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tipo assim:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a gente concorda que monogamia é uma opção. Uma opção racional, consciente, podemos até chamar de "madura" se quisermos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas será que namoro tem a ver com razão, consciência ou maturidade?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pensa só: sendo consciente, racional e tudo mais, seria uma tremenda besteira namorar alguém de nível social ou cultural muito diferente do meu. Sim, ainda que você não curta o exemplo da grana, entende a idéia: é muito mais fácil eu conviver bem com alguém que tenha valores e experiências parecidos com os meus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E aí? Será que a gente escolhe quem vai namorar? Certamente pode escolher. Mas a gente escolhe de quem gosta? Acho que não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro dia, eu estava conversando com um grande amigo. Ele me levou a pensar sobre uma relação que tenho há muito tempo. Vou falar dela porque tem tudo a ver com nosso assunto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho uma amiga que me acompanha há quase dez anos. Ela é paulista, mora em Sampa. Ao longo desses anos, tirando uma média, se nos vimos pessoalmente três vezes por ano foi muito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando nos vemos, normalmente a gente fica, transa, até já dormiu juntos algumas vezes. Ainda assim, é uma das pessoas mais próximas que tenho. Falo com ela direto e somos um para o outro grandes companhias quando estamos tristes, em crise ou algo assim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao longo desses dez anos, já namoramos terceiros. Quando estamos comprometidos, não ficamos um com o outro. Quando terminamos nossos namoros, voltamos a ficar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu amo essa minha amiga. Ela sabe disso. E eu sei que ela me ama. Dizemos isso um ao outro o tempo inteiro, e já tive oportunidade de contar com esse amor em certos momentos de necessidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando estou solteiro, ninguém me condena por amar essa amiga. Ou por amar você. Ou quem quer que seja.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Solteiro, estou livre para amar e espalhar meu amor por toda parte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já quando estou namorando alguém, só posso amar minha namorada. Às vezes preciso até dizer às namoradas que já deixei de amar a namorada anterior. Isso as deixa mais tranqüilas. De quê, eu não sei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora vê: eu e você temos uma relação de evidentes e notórios carinho, afeto, eu diria até amor mesmo, sem nenhum exagero.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu amo você, mulher.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora imagina: se eu estivesse namorando com você, como você se sentiria se eu dissesse que amo essa minha amiga, com quem de vez em quando me encontro de maneira CARNAL?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sendo racional, você certamente compreenderia que é sem nenhum sentido a idéia de que DEVEMOS amar apenas uma pessoa de cada vez. Mas será que você seguraria essa onda?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em caso afirmativo, mais uma vez, você é uma belíssima exceção. Em caso negativo, nada demais: apenas mais um exemplo do grande equívoco que eu vejo nisso que a gente normalmente chama de "amor".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amor, acho eu, não tem absolutamente nada a ver com "relação". Posso namorar alguém por pura carência. Ou por comodidade. Ou por vaidade. Posso namorar alguém apenas para provar a mim mesmo que sou digno de ser amado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por outro lado, se eu amo você, não vai ser o fim de um namoro que vai mudar isso. Porque se uma "decepção" qualquer acaba com o amor, convenhamos que aquilo nunca foi amor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entende? Eu até acho legítimo que algumas pessoas se sacrifiquem tentando encaixar seus sentimentos em uma fórmula de relação que não é nem universal. Em vários países e culturas, um homem pode ter quantas mulheres puder sustentar e agradar. E nesses países, a mulher pode trocar o harém de um homem pelo de outro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então convenhamos que não há nada de "natural" no "namoro" ou na "monogamia". Agora: sem dúvida, parece que algumas pessoas SENTEM de maneira apropriada a essa fórmula. Se fosse meu caso, eu nem precisaria pensar no assunto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas não é.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além disso, quanto à "vantagem" de abrir mão de tudo e focar no namoro, acho isso tudo bem relativo. Já vivi solidão a dois e já vivi a plenitude sozinho. Já namorei sem nenhuma paixão, apenas porque todo o resto tinha a ver, e isso acabou parecendo uma pequena morte. Como se eu, por medo da vida, optasse por ficar quieto em uma história mais ou menos, mas que pelo menos era real. "Melhor do que nada", eu diria ali.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conversando com esse meu grande amigo, vi que já tenho em minha vida algumas poucas (poucas mesmo) e ótimas amizades, algumas várias ótimas parceiras sexuais, além de ter, dentro de mim, a certeza de que esse vazio que eu e todo mundo sentimos no peito só pode ser preenchido por mim mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sempre que eu tentar preencher esse vazio com outro ser humano, que posso chamar de namorada, estarei apenas adiando o momento do término. Porque não há mulher nenhuma no mundo que seja "metade de mim". Mulheres são seres inteiros, assim como homens. Todos imperfeitos, cheios de carências, mas, ainda assim, pessoas inteiras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entende de leve o pobrema todo? Esse não é nem de longe um assunto simples.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por enquanto, estou solteiro. No momento, não consigo acreditar na fórmula do namoro. Posso mudar de idéia. E não, não desisti de tentar. Mas como já acumulei alguma experiência, em certas ciladas não caio mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Digaí.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8503947920113455016-3337634100126106369?l=nopobrems.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nopobrems.blogspot.com/feeds/3337634100126106369/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8503947920113455016&amp;postID=3337634100126106369&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8503947920113455016/posts/default/3337634100126106369'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8503947920113455016/posts/default/3337634100126106369'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nopobrems.blogspot.com/2010/12/falar-de-amor-com-ex-namorada.html' title='FALAR DE AMOR COM A EX-NAMORADA'/><author><name>Carlos Jazzmo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00788566230433957486</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_Xt8nu0HhGj0/S6bTOb3S4WI/AAAAAAAAAGY/1ZRv0409K6s/S220/carao2.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8503947920113455016.post-9145611113262028462</id><published>2010-11-30T19:59:00.002-02:00</published><updated>2010-11-30T20:02:23.933-02:00</updated><title type='text'>WIKILEAKS, CARIOCA WAR AT THE FAVELAS AND THE OFFICIAL TALK</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Não à toa, Zé Carioca era um papagaio.&lt;br /&gt;Agora repete.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8503947920113455016-9145611113262028462?l=nopobrems.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nopobrems.blogspot.com/feeds/9145611113262028462/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8503947920113455016&amp;postID=9145611113262028462&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8503947920113455016/posts/default/9145611113262028462'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8503947920113455016/posts/default/9145611113262028462'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nopobrems.blogspot.com/2010/11/wikileaks-carioca-war-at-favelas-and.html' title='WIKILEAKS, CARIOCA WAR AT THE FAVELAS AND THE OFFICIAL TALK'/><author><name>Carlos Jazzmo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00788566230433957486</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_Xt8nu0HhGj0/S6bTOb3S4WI/AAAAAAAAAGY/1ZRv0409K6s/S220/carao2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8503947920113455016.post-1666500406427287920</id><published>2010-11-26T19:15:00.002-02:00</published><updated>2010-11-26T19:17:20.592-02:00</updated><title type='text'>GÜERRA? MA CHE GÜERRA?</title><content type='html'>&lt;br&gt;Peraí: não tem ninguém aqui chorando pela África hoje? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje o obrigatório é Vila Cruzeiro?&lt;br /&gt;Qual é a diferença?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amigo meu, do Leblon, se considera judeu. Qualquer coisa em Israel tira ele do sério.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Para ele, Israel é mais longe do que a Vila Cruzeiro?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nunca o vi levar comida ao morro. Aliás, ele aponta o dedo pra quem sobe o morro atrás de algum escambo. Morro é pra nem ser lembrado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em Copacabana, tudo maneiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8503947920113455016-1666500406427287920?l=nopobrems.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nopobrems.blogspot.com/feeds/1666500406427287920/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8503947920113455016&amp;postID=1666500406427287920&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8503947920113455016/posts/default/1666500406427287920'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8503947920113455016/posts/default/1666500406427287920'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nopobrems.blogspot.com/2010/11/guerra-ma-che-guerra.html' title='GÜERRA? MA CHE GÜERRA?'/><author><name>Carlos Jazzmo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00788566230433957486</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_Xt8nu0HhGj0/S6bTOb3S4WI/AAAAAAAAAGY/1ZRv0409K6s/S220/carao2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8503947920113455016.post-8912564106873755320</id><published>2010-11-20T14:33:00.001-02:00</published><updated>2010-11-20T14:34:41.473-02:00</updated><title type='text'>PROFISSÃO</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Platão &gt; plantão&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8503947920113455016-8912564106873755320?l=nopobrems.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nopobrems.blogspot.com/feeds/8912564106873755320/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8503947920113455016&amp;postID=8912564106873755320&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8503947920113455016/posts/default/8912564106873755320'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8503947920113455016/posts/default/8912564106873755320'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nopobrems.blogspot.com/2010/11/profissao.html' title='PROFISSÃO'/><author><name>Carlos Jazzmo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00788566230433957486</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_Xt8nu0HhGj0/S6bTOb3S4WI/AAAAAAAAAGY/1ZRv0409K6s/S220/carao2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8503947920113455016.post-6963862423001727144</id><published>2010-11-20T14:30:00.002-02:00</published><updated>2010-11-20T14:33:04.758-02:00</updated><title type='text'>RELAÇÃO</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;terminar = exterminar&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br&gt;&lt;br&gt;&lt;br&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' 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Jazzmo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00788566230433957486</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_Xt8nu0HhGj0/S6bTOb3S4WI/AAAAAAAAAGY/1ZRv0409K6s/S220/carao2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8503947920113455016.post-3248671764429563550</id><published>2010-11-17T20:00:00.004-02:00</published><updated>2010-11-17T20:04:47.058-02:00</updated><title type='text'>TOLERÂNCIA</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;Intolerável, só mesmo a virtude.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br&gt;&lt;br&gt;&lt;br&gt;&lt;br&gt;&lt;br&gt;&lt;br /&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8503947920113455016-3248671764429563550?l=nopobrems.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nopobrems.blogspot.com/feeds/3248671764429563550/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8503947920113455016&amp;postID=3248671764429563550&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8503947920113455016/posts/default/3248671764429563550'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8503947920113455016/posts/default/3248671764429563550'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nopobrems.blogspot.com/2010/11/tolerancia.html' title='TOLERÂNCIA'/><author><name>Carlos Jazzmo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00788566230433957486</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_Xt8nu0HhGj0/S6bTOb3S4WI/AAAAAAAAAGY/1ZRv0409K6s/S220/carao2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8503947920113455016.post-8518543022370998849</id><published>2010-11-11T19:06:00.002-02:00</published><updated>2010-11-11T19:09:02.445-02:00</updated><title type='text'>O PARADIGMA DO DESENVOLVIMENTO</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br&gt;&lt;br&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Um carro é uma cadeira de rodas.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br&gt;&lt;br&gt;&lt;br&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8503947920113455016-8518543022370998849?l=nopobrems.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nopobrems.blogspot.com/feeds/8518543022370998849/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8503947920113455016&amp;postID=8518543022370998849&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8503947920113455016/posts/default/8518543022370998849'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8503947920113455016/posts/default/8518543022370998849'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nopobrems.blogspot.com/2010/11/o-paradigma-do-desenvolvimento.html' title='O PARADIGMA DO DESENVOLVIMENTO'/><author><name>Carlos Jazzmo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00788566230433957486</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_Xt8nu0HhGj0/S6bTOb3S4WI/AAAAAAAAAGY/1ZRv0409K6s/S220/carao2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8503947920113455016.post-4560664334893470390</id><published>2010-11-08T17:33:00.005-02:00</published><updated>2010-11-08T18:20:58.978-02:00</updated><title type='text'>DE ASFALTO E TERRA VERMELHA</title><content type='html'>&lt;br&gt;Deve ter uns três anos, acho, estava brincando com meu violão e pedi a papai do céu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Puxa, eu daria qualquer coisa para saber cantar.&lt;/strong&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sério. Eu brinco com música desde que nasci. Coloque qualquer instrumento nas minhas mãos, dê umas duas semanas e volte para conferir se eu já não engano por alguns segundos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi assim com o sax tenor, por exemplo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No ano de noventessete, dei a mim mesmo um saxofone de presente de aniversário. Digo: dei a mim mesmo ao longo de doze meses. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comprei o instrumento em um dia, brinquei com ele, viajei para o exterior três meses depois, voltei, toquei mais uma semana e fiz meu primeiro show ao vivo como saxofonista. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um ano e meio depois, tirei a carteirinha da Ordem dos Músicos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De maneira alguma estou tirando onda. Tantas são minhas incapacidades diante do mundo real que me reservo o direito de dissertar sobre minhas facilidades. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tocar sempre foi natural. Tocar, compor... Sim, compor. Sempre foi natural. Tirar música enquanto assisto à TV... Tudo natural.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora: cantar é outra coisa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minhas memórias mais antigas sobre o canto me remetem de volta ao município de Nova Friburgo, na serra do estado do Rio de Janeiro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Naquele aprazível logradouro, curtia eu vez em quando minhas férias escolares, dado que eu tinha acesso às instalações militares brasileiras, inclusive ao Sanatório Naval convertido em clube exclusivo da Armada. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era toda uma colina pertencente à Marinha do Brasil. Sim, no alto da serra. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ali, eu e dezenas, punhados de cada vez, de jovens, crianças, na verdade, filhos de oficiais confraternizávamo-nos, namorávamo-nos, passeávamos pelo cemitério desativado e vez ou outra tocávamos violão. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembro que certa vez me arrisquei a cantar. Lembro que meus amiguinhos silenciaram, eu morri de vergonha e nunca mais me atrevi. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu tinha uns... Quatorze ou quinze anos. Tocava guitarra havia uns dois. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois dessa tremenda vergonha inicial, nunca mais cantei. Não sou capaz de dizer se todos silenciaram porque fui péssimo. Hoje, inclusive, olhando em retrospecto, acredito que eu tenha me saído bem. Mas a posição de centro do palco simplesmente me travou para sempre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou assim eu pensava. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tendo a crer que, naquele momento, fui apreciado porque, lembrando-me bem, havia uma menina, aqui chamada de Júlia (nome fictício mesmo), que, linda como só ela, morena, tipo cor de canela mesmo, gostosa em toda sua adolescência, chegou em mim e justo na sauna a vapor. Justo onde eu estava sem camisa, igualmente adolescente, cheio de espinhas e sobrepeso, cabelo em crescimento irregular, e mesmo assim eu acabei por faturar a namorada. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Certamente eu devo ter cantado direito. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa namorada, que eu chamo ficticiamente de Júlia, serviu também para inaugurar um padrão que se revelou ao longo dos anos: com Júlia, a fictícia, formei uma dupla. Não era sertaneja, mas era ela quem cantava. Eu apenas tocava. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De Júlia ao Glamourama, sempre formei em torno de mim ou aderi a estruturas musicais que me dispensavam de cantar. Cheguei a compor músicas inteiras e entregar ao amigo ao lado. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por vergonha. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De qualquer forma, só me lembro de ter sentido vergonha parecida nesta vida uma única vez: ano passado, em São Paulo, quando tentei fazer meu primeiro show sozinho, voz e guitarra. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esses foram meus dois momentos mais vexatórios na vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cantando em Nova Friburgo, cantando em São Paulo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo assim, tendo já vivido trintetrês, tendo aprendido a máxima anônima segundo a qual "se você nunca sentiu medo, vergonha ou dor é porque nunca se dedicou ao que considera realmente importante", insisti e fui em frente. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na verdade, confesso, mais uma vez na vida, não precisei insistir tanto. Eu vou insistir. Aí sim. Aí estou sendo justo. Mas não precisei insistir. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos anos de doismilessete e doismileoito, eu estava em Brasília, trancado, estudando, meditando e... compondo, é evidente. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dadas circunstâncias muito específicas, eu estava de posse de todo o tempo do mundo para me dedicar às coisas que, havia descoberto, me pareciam realmente fundamentais. Foi nessa onda que voltei a compor de com força. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Compor coisas completamente diferentes das anteriores, como aliás descobri estar expresso até mesmo em meu mapa astral. A reinvenção constante. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Curioso. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas estava eu compondo, chegando às raias do &lt;em&gt;samadhi&lt;/em&gt; toda hora, pirando no êxtase de uma simples corda vibrando sozinha, e resolvi ser ousado de uma vez. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Matriculei-me na Claude Debussy, uma escola de música da capital. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Três aulas com uma professora que me lembrava demais minha querida avó - outra aficionada do canto - e eu estava &lt;em&gt;pronto&lt;/em&gt;. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pronto para encarar qualquer coisa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até o show de São Paulo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Concomitantemente a isso, eu já estava relativamente de posse da emissão mínima suportável de minhas cordas vocais. Eu já era ali capaz de ao menos traduzir em voz as notas que me vinham à cabeça. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dali para frente, seria apenas praticar. O principal, que era perder o medo de encarar uma parede e emitir um DÓÓÓÓÓÓÓÓÓ com todo o coração, eu já havia superado naquela sala de aula, ao lado do piano desafinado da sósia de minha querida avó. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De formas que, quando resolvi deixar Brasília, rumo a São Paulo, eu já era capaz de entoar ao menos um punhado de mantras de minha autoria. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um desses foi o que gravei igualmente por brincadeira, no laptop iluminado de Bruno Cardoso, em companhia de Helena, Bruna, Cecília, Luiza e Daniela, minha querida &lt;strong&gt;"Quarta-feira em brasa"&lt;/strong&gt;. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi essa mesma gravação que, enquanto eu morria de vergonha no show de estréia em Sampa, percorria o espaço virtual e me rendia o convite. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O convite para que a música adentrasse a trilha sonora do filme &lt;strong&gt;"De Asfalto e Terra Vermelha"&lt;/strong&gt;, de Camila Freitas e Antoine D'Artemare. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma coprodução Brasil-França de trintecinco minutos sobre a capitar federar brasileira. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fui assistir ontem, no Centro do Rio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O filme é uma obra digna de atenção. Sem me esforçar para parecer isso ou aquilo, digo que a narrativa é a síntese da cidade. É possível conhecer Brasília pelo filme, é possível conhecer o filme por Brasília, é possível conhecer a narrativa pela cidade, vice-versa, os planos são definitivos, os depoimentos merecem minha assinatura embaixo de cada um deles, até a música, sim, a música, serviu para coroar aquela obra como jamais poderia supor. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta é a segunda vez em que me vejo relacionado a uma tela de cinema e esta é a segunda vez em que isso me emociona profundamente. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desta vez, só para maltratar meu coração, era eu &lt;strong&gt;cantando&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha voz, meu violão, minha música... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E quando a música entrou, eu achei aquilo tão lindo e demorei uns cinco segundos para perceber que era eu mesmo quem estava tocando. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa sensação foi indescritível. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De uma coisa eu sei: posso ter o destino mais cruel que alguém possa imaginar, mas hei de perecer agarrado a um violão, gemendo as coisas baixinho, de um jeito que sempre fez sentido para mim e que, parece agora, faz algum sentido para as outras pessoas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8503947920113455016-4560664334893470390?l=nopobrems.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nopobrems.blogspot.com/feeds/4560664334893470390/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8503947920113455016&amp;postID=4560664334893470390&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8503947920113455016/posts/default/4560664334893470390'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8503947920113455016/posts/default/4560664334893470390'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nopobrems.blogspot.com/2010/11/de-asfalto-e-terra-vermelha.html' title='DE ASFALTO E TERRA VERMELHA'/><author><name>Carlos Jazzmo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00788566230433957486</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_Xt8nu0HhGj0/S6bTOb3S4WI/AAAAAAAAAGY/1ZRv0409K6s/S220/carao2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8503947920113455016.post-8090793235098943094</id><published>2010-11-04T18:26:00.007-02:00</published><updated>2010-11-04T18:55:27.704-02:00</updated><title type='text'>OS DOIS TIPOS DE JUDEUS</title><content type='html'>&lt;br&gt;Etnicamente falando, e não em termos de crença ou prática, &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;existem dois tipos de judeus: o depressivo e o esquizofrênico. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O depressivo acha que nem é judeu. Ele é normalmente melancólico pra cacete, embora tenha grandes rajadas de humor. Faz piada de si mesmo e de tudo, transcende o tempo todo, esse é o meu tipo. Meu, do meu pai, do meu avô, do Woody Allen, do Bob Dylan, do Iggy Pop, do Seinfeld, do Einstein. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse primeiro tipo, o depressivo, o melancólico, costuma ser apelidado de &lt;strong&gt;self-hating jew&lt;/strong&gt;. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O judeu que odeia a si mesmo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse tipo de judeu costuma responder dizendo-se, na verdade, um &lt;strong&gt;self-loving man&lt;/strong&gt;. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque antes de ser judeu ele é homem e ama sua espécie.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O segundo tipo é o esquizofrênico. Os avós dele falam ídiche, mas ele aprende hebraico, porque está na bíblia; ao mesmo tempo, se veste igual a um romeno, de terno e chapéu preto, já que veio da Europa; mas se identifica com o Oriente Médio, mas usa trancinhas também, para combinar com a barba de dois milanos atrás. Esse judeu, desse segundo tipo, tem &lt;strong&gt;certeza&lt;/strong&gt; de que é judeu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse segundo tipo sabe bem identificar o que é um não-judeu. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É por isso que me limito a falar apenas sobre o que conheço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8503947920113455016-8090793235098943094?l=nopobrems.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nopobrems.blogspot.com/feeds/8090793235098943094/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8503947920113455016&amp;postID=8090793235098943094&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8503947920113455016/posts/default/8090793235098943094'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8503947920113455016/posts/default/8090793235098943094'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nopobrems.blogspot.com/2010/11/os-dois-tipos-de-judeus.html' title='OS DOIS TIPOS DE JUDEUS'/><author><name>Carlos Jazzmo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00788566230433957486</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_Xt8nu0HhGj0/S6bTOb3S4WI/AAAAAAAAAGY/1ZRv0409K6s/S220/carao2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8503947920113455016.post-4322333248967841481</id><published>2010-11-01T14:20:00.007-02:00</published><updated>2010-11-01T15:18:15.665-02:00</updated><title type='text'>A METANÓIA E O DETRATOR</title><content type='html'>&lt;br&gt;Hoje em dia, qualquer um que não seja egoísta com o conhecimento ou com qualquer outro poder que detenha é motivo de chacota. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abrir mão da vantagem?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vira coroinha, moralista, idealista, rótulos não faltam para o escárnio. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembre-se sempre de que tem gente por aí que curte. Tem gente que curte, aprecia, dá valor e chega até a se emocionar quando se aproxima. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gente assim, que reconhece o valor, por viver em um ambiente onde poucos são assim, na tentativa de dividir a alegria que você mesmo causou pode até passar do ponto: sem muitas referências às quais possa compará-lo, você pode se perceber alvo de um elogio que nem cabe em seu ego. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ontem ouvi: "você é muito... harmonioso. Harmonioso assim... Como o...".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não vem ao caso quem. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembre-se sempre: tem gente que curte. Gente assim, que curte, que aprecia, é gente com sensibilidade. É gente com olhar atento, atento a ponto de flagrar a diferença entre o meio e o sujeito que tem diante de si. E é gente com desejo de ser melhor. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que você pode esperar de alguém que nem cogite a existência de uma melhora, de um aprimoramento? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que esperar de gente que subestima a vida, o aprendizado? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gente que gosta de acreditar que já nasceu pronta, embora saiba, na intimidade, que está o tempo todo abrindo concessões a novas conclusões. Gente assim há aos montes. Gente que muda o tempo inteiro, mas que vê humilhação em flagrar-se e admitir-se carente de mudança. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu tenho bem clara a resposta a uma pergunta que anda circulando pela mídia, reflexo do crescimento industrial de certas religiões - ou denominações - ou seitas - ou empresas mesmo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje em dia, questiona-se: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;por que é que os evangélicos de hoje são sempre os drogados, os bandidos, os canalhas, os assassinos de ontem? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Será que é preciso descer ao fundo do poço para ver realmente a luz de verdade? Será que eu, que sofro como todos neste planeta, não pude já ver toda a luz que há para ser vista? Por que acreditar que preciso ir até o que há de mais negro antes que comece uma subida? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É simples. Porque a mudança de rumo vem do sofrimento, sim, sem dúvida, mas não é apenas o sofrimento que vai garantir a mudança de rumo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A mudança, que os gregos chamavam de &lt;em&gt;&lt;strong&gt;metanóia&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;, vem de o sujeito perceber-se sofrendo. Ao perceberem-se sofrendo, algumas pessoas são capazes de perceber que sofrem por conseqüência de seus próprios atos. Ao perceberem isso, algumas tantas notam inclusive que não adianta endurecer a coluna e defender seus próprios erros até o túmulo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tendo percebido isso, a inutilidade de negar a própria realidade, começa a nascer no indivíduo algo sobre o que não adianta falarmos: ou se vive ou não se vive. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Refiro-me ao &lt;strong&gt;arrependimento&lt;/strong&gt;. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É quando o homem percebe que seu sofrimento é fruto de suas ações, e quando nota que vem tomando as decisões erradas, fazendo multiplicar-se aquele sofrimento inicial, que nasce em seu peito o arrependimento. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do arrependimento, como citavam os gregos, surge a mudança de rumo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sempre que ouvir alguém dizer que só se arrepende do que não fez, tenha certeza de estar diante de um cego. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sempre que alguém classificar uma idéia ou um ato seu como moralista ou idealista, tenha certeza de estar diante de alguém que ainda não entendeu o processo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguém cuja visão não vai muito além desse véu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É como costumo dizer:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;se eu estiver certo, não adianta discutir comigo;&lt;br /&gt;se eu estiver errado, não adianta discutir comigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8503947920113455016-4322333248967841481?l=nopobrems.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nopobrems.blogspot.com/feeds/4322333248967841481/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8503947920113455016&amp;postID=4322333248967841481&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8503947920113455016/posts/default/4322333248967841481'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8503947920113455016/posts/default/4322333248967841481'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nopobrems.blogspot.com/2010/11/metanoia-e-o-detrator.html' title='A METANÓIA E O DETRATOR'/><author><name>Carlos Jazzmo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00788566230433957486</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_Xt8nu0HhGj0/S6bTOb3S4WI/AAAAAAAAAGY/1ZRv0409K6s/S220/carao2.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8503947920113455016.post-8409019642813226022</id><published>2010-10-31T16:23:00.007-02:00</published><updated>2010-11-01T10:44:41.380-02:00</updated><title type='text'>OPOZORILO!</title><content type='html'>&lt;br&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Esqueçam o desenvolvimento.&lt;br /&gt;Tentem um reenvolvimento.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;br&gt;Esqueçam a industrialização.&lt;br /&gt;Tentem uma desindustrialização.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;br&gt;Esqueçam o agronegócio.&lt;br /&gt;Tentem a terra.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;br&gt;Esqueçam a inclusão.&lt;br /&gt;Tentem a possibilidade de opção.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;br&gt;Esqueçam o consumo.&lt;br /&gt;Tentem o deleite.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;br&gt;Esqueçam a escassez.&lt;br /&gt;Tentem a desconcentração.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;br&gt;Não vejo o acesso a eletrodomésticos, ao cartão de crédito e ao automóvel como melhoria na vida de ninguém. A fim de fazer girar a roda do consumo e da riqueza indireta, pisoteia-se a horta que alimentaria com sobras tanto o vassalo quanto o suserano.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;br&gt;Esqueçam o poder.&lt;br /&gt;Tentem o amor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até lá, não me perturbem com esperanças.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8503947920113455016-8409019642813226022?l=nopobrems.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nopobrems.blogspot.com/feeds/8409019642813226022/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8503947920113455016&amp;postID=8409019642813226022&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8503947920113455016/posts/default/8409019642813226022'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8503947920113455016/posts/default/8409019642813226022'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nopobrems.blogspot.com/2010/10/opozorilo.html' title='OPOZORILO!'/><author><name>Carlos Jazzmo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00788566230433957486</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_Xt8nu0HhGj0/S6bTOb3S4WI/AAAAAAAAAGY/1ZRv0409K6s/S220/carao2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8503947920113455016.post-5443931999778784240</id><published>2010-10-29T13:32:00.002-02:00</published><updated>2010-10-29T13:37:12.435-02:00</updated><title type='text'>O RACIONAL HOMEM VERMELHO</title><content type='html'>&lt;br&gt;Em 1855, o cacique Seattle, da tribo Suquamish, do atual estado de Washington, enviou uma carta ao presidente dos Estados Unidos da América (Francis Pierce).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"O grande chefe de Washington mandou dizer que quer comprar a nossa terra. O grande chefe assegurou-nos também da sua amizade e benevolência. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isto é gentil de sua parte, pois sabemos que ele não necessita da nossa amizade. Nós vamos pensar na sua oferta, pois sabemos que se não o fizermos, o homem branco virá com armas e tomará a nossa terra. O grande chefe de Washington pode acreditar no que o chefe Seattle diz com a mesma certeza com que nossos irmãos brancos podem confiar na mudança das estações do ano. Minha palavra é como as estrelas, elas não empalidecem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como pode-se comprar ou vender o céu, o calor da terra? Tal idéia é estranha. Nós não somos donos da pureza do ar ou do brilho da água. Como pode então comprá-los de nós? Decidimos apenas sobre as coisas do nosso tempo. Toda esta terra é sagrada para o meu povo. Cada folha reluzente, todas as praias de areia, cada véu de neblina nas florestas escuras, cada clareira e todos os insetos a zumbir são sagrados nas tradições e na crença do meu povo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sabemos que o homem branco não compreende o nosso modo de viver. Para ele um torrão de terra é igual ao outro. Porque ele é um estranho, que vem de noite e rouba da terra tudo quanto necessita. A terra não é sua irmã, nem sua amiga, e depois de exaurí-la ele vai embora. Deixa para trás o túmulo de seu pai sem remorsos. Rouba a terra de seus filhos, nada respeita. Esquece os antepassados e os direitos dos filhos. Sua ganância empobrece a terra e deixa atrás de si os desertos. Suas cidades são um tormento para os olhos do homem vermelho, mas talvez seja assim por ser o homem vermelho um selvagem que nada compreende.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não se pode encontrar paz nas cidades do homem branco. Nem lugar onde se possa ouvir o desabrochar da folhagem na primavera ou o zunir das asas dos insetos. Talvez por ser um selvagem que nada entende, o barulho das cidades é terrível para os meus ouvidos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E que espécie de vida é aquela em que o homem não pode ouvir a voz do corvo noturno ou a conversa dos sapos no brejo à noite? Um índio prefere o suave sussurro do vento sobre o espelho d'água e o próprio cheiro do vento, purificado pela chuva do meio-dia e com aroma de pinho. O ar é precioso para o homem vermelho, porque todos os seres vivos respiram o mesmo ar, animais, árvores, homens. Não parece que o homem branco se importe com o ar que respira. Como um moribundo, ele é insensível ao mau cheiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se eu me decidir a aceitar, imporei uma condição: o homem branco deve tratar os animais como se fossem seus irmãos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sou um selvagem e não compreendo que possa ser de outra forma. Vi milhares de bisões apodrecendo nas pradarias abandonados pelo homem branco que os abatia a tiros disparados do trem. Sou um selvagem e não compreendo como um fumegante cavalo de ferro possa ser mais valioso que um bisão, que nós, peles vermelhas matamos apenas para sustentar a nossa própria vida. O que é o homem sem os animais? Se todos os animais acabassem os homens morreriam de solidão espiritual, porque tudo quanto acontece aos animais pode também afetar os homens. Tudo quanto fere a terra, fere também os filhos da terra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os nossos filhos viram os pais humilhados na derrota. Os nossos guerreiros sucumbem sob o peso da vergonha. E depois da derrota passam o tempo em ócio e envenenam seu corpo com alimentos adocicados e bebidas ardentes. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não tem grande importância onde passaremos os nossos últimos dias. Eles não são muitos. Mais algumas horas ou até mesmo alguns invernos e nenhum dos filhos das grandes tribos que viveram nestas terras ou que tem vagueado em pequenos bandos pelos bosques, sobrará para chorar, sobre os túmulos, um povo que um dia foi tão poderoso e cheio de confiança como o nosso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De uma coisa sabemos, que o homem branco talvez venha a um dia descobrir: o nosso Deus é o mesmo Deus. Julga, talvez, que pode ser dono Dele da mesma maneira como deseja possuir a nossa terra. Mas não pode. Ele é Deus de todos. E quer bem da mesma maneira ao homem vermelho como ao branco. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A terra é amada por Ele. Causar dano à terra é demonstrar desprezo pelo Criador. O homem branco também vai desaparecer, talvez mais depressa do que as outras raças. Continua sujando a sua própria cama e há de morrer, uma noite, sufocado nos seus próprios dejetos. Depois de abatido o último bisão e domados todos os cavalos selvagens, quando as matas misteriosas federem à gente, quando as colinas escarpadas se encherem de fios que falam, onde ficarão então os sertões? Terão acabado. E as águias? Terão ido embora. Restará dar adeus à andorinha da torre e à caça; o fim da vida e o começo pela luta pela sobrevivência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez compreendêssemos com que sonha o homem branco se soubéssemos quais as esperanças transmite a seus filhos nas longas noites de inverno, quais visões do futuro oferecem para que possam ser formados os desejos do dia de amanhã. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas nós somos selvagens. Os sonhos do homem branco são ocultos para nós. E por serem ocultos, temos que escolher o nosso próprio caminho. Se consentirmos na venda, é para garantir as reservas que nos prometeste. Lá talvez possamos viver os nossos últimos dias como desejamos. Depois que o último homem vermelho tiver partido e a sua lembrança não passar da sombra de uma nuvem a pairar acima das pradarias, a alma do meu povo continuará a viver nestas florestas e praias, porque nós as amamos como um recém-nascido ama o bater do coração de sua mãe. Se te vendermos a nossa terra, ama-a como nós a amávamos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Protege-a como nós a protegíamos. Nunca esqueça como era a terra quando dela tomou posse. E com toda a sua força, o seu poder, e todo o seu coração, conserva-a para os seus filhos, e ama-a como Deus nos ama a todos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma coisa sabemos: o nosso Deus é o mesmo Deus. Esta terra é querida por Ele. Nem mesmo o homem branco pode evitar o nosso destino comum."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8503947920113455016-5443931999778784240?l=nopobrems.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nopobrems.blogspot.com/feeds/5443931999778784240/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8503947920113455016&amp;postID=5443931999778784240&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8503947920113455016/posts/default/5443931999778784240'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8503947920113455016/posts/default/5443931999778784240'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nopobrems.blogspot.com/2010/10/o-racional-homem-vermelho.html' title='O RACIONAL HOMEM VERMELHO'/><author><name>Carlos Jazzmo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00788566230433957486</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_Xt8nu0HhGj0/S6bTOb3S4WI/AAAAAAAAAGY/1ZRv0409K6s/S220/carao2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8503947920113455016.post-2028829029978555317</id><published>2010-10-28T21:11:00.005-02:00</published><updated>2010-10-29T11:09:26.023-02:00</updated><title type='text'>AUTOTRÓFICO</title><content type='html'>&lt;br&gt;Eu tenho um pedido para o ano novo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se eu pudesse pedir qualquer coisa, pediria para que aquele papo todo sobre alimentação prânica fosse verdade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tem um grande amigo meu que ficou de ir conferir. Encontrar-se com um homem que se diz praticante e depois contar como foi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ser possível alimentar-se do prana não é a única coisa que eu quero ou espero do ano novo, mas é algo que não depende de mim, concorda?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas é isso mesmo, eu abriria mão de pedir qualquer coisa para o ano de 2011, se descobrisse que posso, de fato, deixar de me alimentar com comida. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse papo de, todo dia, pelo menos uma vez ao dia, ter de parar o que estou fazendo para enfiar vegetais - ou pior, cadáveres de animais - para dentro é caretice demais para minha cabeça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É óbvio e evidente que não sou tão louco assim, a ponto de tentar por conta própria. Tenho o hábito - mesmo - de jejuar, às vezes por dias seguidos, mas estou realmente falando sobre um passo além. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, se não for possível simplesmente parar de comer e passar a me alimentar do prana, então eu gostaria que meu jejum não me desse acidez estomacal e nem mau-hálito. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Posso jejuar em paz? Na moral?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro dia, tive um impulso e uma emoção de doçura que me surpreenderam: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;no momento, estou morando em Copacabana, possivelmente um dos logradouros mais cosmopolitas do mundo (se não for o mais cosmopolita de todos). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vizinho à minha caverna, há um supermercado 24 horas. Ali, o atendimento é pior do que péssimo, visto que é o único supermercado das redondezas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem a tal da concorrência, os donos daquela unidade do Grupo Pão de Açúcar vêem-se no direito de disponibilizar apenas um sexto dos caixas instalados na loja, fora o fato de que meus companheiros de bairro também já foram acometidos da idéia de que pagar as compras no cartão, em vez de usar dinheiro vivo, é chique, é elegante e prático. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda que leve o triplo do tempo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o fato é que eu estava ali, na fila do caixa, há cerca de nem sei mais quantos minutos. Todo mundo bufando atrás de mim. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No limite da paciência, tendo percebido que nenhum dos itens que eu pretendia adquirir compensava aquele tratamento tão horroroso, subitamente larguei as compras diante da funcionária - havia apenas uma cliente antes de mim agora - e saí em disparada de volta para casa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse foi o impulso. Não pretendo voltar ao supermercado Pão de Açúcar até que seja realmente indispensável. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A emoção, doce, doce, estranha, manifesta automaticamente em leve sudorese, princípio de lágrimas e verbalização mental, silenciosa, foi a seguinte: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"olha, vocês fiquem aí tranqüilos, mas só se quiserem. Vocês podem ir embora. Eu não consigo nem olhar diretamente para vocês... Saiam da fila. Vou para casa e vou jejuar por vocês".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É, "vou jejuar por vocês". &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda bem que foi tudo mental. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas eu tenho esse hábito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De vez em quando, eu entro em umas ondas que, para mim, são fantásticas: fechar todas as janelas dos sentidos e meditar que nem uma planta, ficar sem comer e assim sentir o corpo com mais intensidade, depois nem senti-lo realmente, beirar o delírio, sentir a fome, a dor, a grande dor, o fim da dor, a paz, a continuação da paz, retomar contato até com a coisa física que fica esquecida no dia-a-dia tosco do homem moderno... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você se lembra da sensação de estar completamente isento de alimentos na barriga e aí sair ao sol, espreguiçar-se como qualquer bicho, fechar os olhos e apenas ficar ali?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Puxa vida, um banho de sol é realmente um banho de sol. É um banho mesmo. A imagem do banho de Lua não chega nem perto de expressar o que é realmente um banho de sol.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje tomei um. Banho de sol. No meio do dia, Centro do Rio, tirei a camisa, sentei-me em uma praça e apenas fiquei ali. Meio-dia e vintecinco. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você se lembra realmente da diferença que faz ao corpo uma refeição de carne de boi e uma refeição de frutas, ou, ainda melhor, de brotos de alguma coisa? Alfafa, por exemplo. Rabanete.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembra da diferença entre a carne e o vegetal puro?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como seria possível, sem estar vazio de tudo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você se lembra da sensação de estar completamente isento de alimentos na barriga e aí saborear um brócolis, um tomate maneiro?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É, eu sei bem. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje mesmo foi o primeiro dia da semana em que almocei direito. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comi dezesseis rolinhos de salmão com arroz em um restaurante japonês. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caprichado no wasabi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8503947920113455016-2028829029978555317?l=nopobrems.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nopobrems.blogspot.com/feeds/2028829029978555317/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8503947920113455016&amp;postID=2028829029978555317&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8503947920113455016/posts/default/2028829029978555317'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8503947920113455016/posts/default/2028829029978555317'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nopobrems.blogspot.com/2010/10/autotrofico.html' title='AUTOTRÓFICO'/><author><name>Carlos Jazzmo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00788566230433957486</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_Xt8nu0HhGj0/S6bTOb3S4WI/AAAAAAAAAGY/1ZRv0409K6s/S220/carao2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8503947920113455016.post-4189534238816371637</id><published>2010-10-27T18:52:00.006-02:00</published><updated>2010-10-27T19:02:45.887-02:00</updated><title type='text'>RECEPTOR, EMISSOR E SUBMISSOR</title><content type='html'>&lt;br&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_Xt8nu0HhGj0/TMiRI69fm2I/AAAAAAAAAIY/AG3LrreJuB0/s1600/programacao-dominical.png"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 384px; height: 400px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_Xt8nu0HhGj0/TMiRI69fm2I/AAAAAAAAAIY/AG3LrreJuB0/s400/programacao-dominical.png" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5532831724676815714" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://seumadruga72.wordpress.com/2009/12/09/playboy-de-geisy-arruda/"&gt;Da galeria do Seu Madruga&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8503947920113455016-4189534238816371637?l=nopobrems.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nopobrems.blogspot.com/feeds/4189534238816371637/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8503947920113455016&amp;postID=4189534238816371637&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8503947920113455016/posts/default/4189534238816371637'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8503947920113455016/posts/default/4189534238816371637'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nopobrems.blogspot.com/2010/10/receptor-emissor-submissor.html' title='RECEPTOR, EMISSOR E SUBMISSOR'/><author><name>Carlos Jazzmo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00788566230433957486</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_Xt8nu0HhGj0/S6bTOb3S4WI/AAAAAAAAAGY/1ZRv0409K6s/S220/carao2.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_Xt8nu0HhGj0/TMiRI69fm2I/AAAAAAAAAIY/AG3LrreJuB0/s72-c/programacao-dominical.png' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8503947920113455016.post-2313407016045817810</id><published>2010-10-23T15:31:00.003-02:00</published><updated>2010-10-23T15:59:38.107-02:00</updated><title type='text'>MR. AND MRS. SMITH</title><content type='html'>&lt;br&gt;Para Adam Smith, &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a felicidade é uma cesta de produtos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Personalidade fascinante, suponho. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Chá, senhora Smith?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8503947920113455016-2313407016045817810?l=nopobrems.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nopobrems.blogspot.com/feeds/2313407016045817810/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8503947920113455016&amp;postID=2313407016045817810&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8503947920113455016/posts/default/2313407016045817810'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8503947920113455016/posts/default/2313407016045817810'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nopobrems.blogspot.com/2010/10/mr-and-mrs-smith.html' title='MR. AND MRS. SMITH'/><author><name>Carlos Jazzmo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00788566230433957486</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_Xt8nu0HhGj0/S6bTOb3S4WI/AAAAAAAAAGY/1ZRv0409K6s/S220/carao2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8503947920113455016.post-4181173504186414507</id><published>2010-10-23T14:56:00.004-02:00</published><updated>2010-10-23T15:11:15.060-02:00</updated><title type='text'>NÃO VIM AO MUNDO POR SUAS MÃOS</title><content type='html'>&lt;br&gt;No dia em que me apresentarem um bebê que tenha nascido com a placenta abarrotada de grana, uma criança cujos pêlos pubianos tenham a marca de alguma empresa, um adulto que beba fluido de motor e coma manufaturas, um senhor que viva uma história de amor com as prestações de sua geladeira ou um velhinho que tenha subido em um automóvel para ir mais rápido ou seguro ao além, eu admito que este estilo de vida é o natural. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até lá, vocês estão todos apenas tentando encaixar a esperteza de poucos em discursos falhos que consigam obter a fé da maioria. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo que, para isso, tenham que aliciar as mentes das pessoas e chamar a fé de razão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8503947920113455016-4181173504186414507?l=nopobrems.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nopobrems.blogspot.com/feeds/4181173504186414507/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8503947920113455016&amp;postID=4181173504186414507&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8503947920113455016/posts/default/4181173504186414507'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8503947920113455016/posts/default/4181173504186414507'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nopobrems.blogspot.com/2010/10/nao-vim-ao-mundo-por-suas-maos.html' title='NÃO VIM AO MUNDO POR SUAS MÃOS'/><author><name>Carlos Jazzmo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00788566230433957486</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_Xt8nu0HhGj0/S6bTOb3S4WI/AAAAAAAAAGY/1ZRv0409K6s/S220/carao2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8503947920113455016.post-2043164107307833627</id><published>2010-10-22T15:44:00.003-02:00</published><updated>2010-10-22T15:54:55.034-02:00</updated><title type='text'>QUANTO CUSTA UM VASO</title><content type='html'>&lt;br&gt;O único avanço realmente concreto da civilização ocidental, o único que pode ser atribuído aos modelos econômicos e filosóficos que surgiram com a teórica intenção de aprimorar as relações dos homens com o meio, com a vida, com os outros homens, é o saneamento básico. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As terras ficaram para poucos, sob o pretexto de que os novos negócios, as empresas, dariam conta da necessidade de renda que daria conta das necessidades vitais que antes eram supridas pela terra. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estão aí as favelas e a infeliz da desigualdade social toda, que, segundo alguns, é expressão da desigualdade natural entre os homens. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem dúvida, os homens nascem desiguais: uns são mais violentos e gananciosos do que outros. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A liberdade, o direito a não levar chibatadas no lombo, mesmo essa é relativa e depende da boa-vontade do monarca da vez. Depende da ameaça que represente o tal do cidadão. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Liberdade de expressão, essa então tem muito mais a ver com ter o que dizer. E isso, submetidas nossas consciências ao antropofagismo cíclico da mídia, temos cada vez menos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saneamento básico. Nisso sim, eu concedo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8503947920113455016-2043164107307833627?l=nopobrems.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nopobrems.blogspot.com/feeds/2043164107307833627/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8503947920113455016&amp;postID=2043164107307833627&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8503947920113455016/posts/default/2043164107307833627'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8503947920113455016/posts/default/2043164107307833627'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nopobrems.blogspot.com/2010/10/quanto-custa-um-vaso.html' title='QUANTO CUSTA UM VASO'/><author><name>Carlos Jazzmo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00788566230433957486</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_Xt8nu0HhGj0/S6bTOb3S4WI/AAAAAAAAAGY/1ZRv0409K6s/S220/carao2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8503947920113455016.post-713940166706503466</id><published>2010-10-22T14:36:00.011-02:00</published><updated>2010-10-22T16:28:58.233-02:00</updated><title type='text'>CADA UM COM SEU CADA UM</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;O poder estará sempre &lt;strong&gt;nas mãos&lt;/strong&gt; de quem quer o poder.&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;O conhecimento estará&lt;strong&gt; sempre&lt;/strong&gt; nas mãos de quem quer o&lt;strong&gt; conhecimento.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E assim sucessivamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você quer meu voto? Você quer poder?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim que consegui-lo, vai se tornar mais um.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se tentar caminho diferente, se abrir mão do poder,&lt;br /&gt;vai perdê-lo para quem quer o poder.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Clareza&lt;/strong&gt; na hora de decidir onde vamos depositar nossa fé.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8503947920113455016-713940166706503466?l=nopobrems.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nopobrems.blogspot.com/feeds/713940166706503466/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8503947920113455016&amp;postID=713940166706503466&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8503947920113455016/posts/default/713940166706503466'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8503947920113455016/posts/default/713940166706503466'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nopobrems.blogspot.com/2010/10/cada-um-com-seu-cada-um.html' title='CADA UM COM SEU CADA UM'/><author><name>Carlos Jazzmo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00788566230433957486</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_Xt8nu0HhGj0/S6bTOb3S4WI/AAAAAAAAAGY/1ZRv0409K6s/S220/carao2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8503947920113455016.post-6675389986782139079</id><published>2010-10-20T17:53:00.006-02:00</published><updated>2010-10-20T18:36:01.604-02:00</updated><title type='text'>JOGANDO O ANZOL E ENTREGANDO A VARA</title><content type='html'>&lt;br&gt;Outro dia, a noite era perfeita. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Festa de arromba em uma casa térrea muito antiga, nos confins de Botafogo, jam sessions sucessivas em um estúdio profissional de ensaio e gravação em um dos cômodos da casa, cerveja, uisque, champanhe, tequila, frios, mulheres, rapazes, amigos velhos e novos, corrida à Lapa para aditivos, volta, mais papo, grandes revelações, euforia, cada vez mais, euforia, euforia, todo mundo aos berros, mas eu, especialmente, discursando como se, a qualquer momento, uma luz fosse acender sobre meu teto e os anjos se pusessem a entoar aquele acorde memorável, e um dos novos amigos se revela sapiente de mais do que eu esperaria em uma noite daquele tipo, eu começo a soltar o verbo apenas sobre o que acho mesmo que posso, embora em ritmo incontinenti, e de repente o novo e o velho amigo arregalam os olhos, entreobservam-se, riem e concordam em silêncio, deixando que apenas o velho amigo resumisse a impressão causada:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- é, ele aponta o peixe, mas não entrega o anzol. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, como chegar ao ponto que descrevo? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A filosofia já tentou de tudo. A religião então, essa até perdeu terreno para as religiões. E o plural, nessa frase, é a alma do negócio. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fato é que os cínicos, os verdadeiros cínicos, os originais, lá detrás, realmente se aproximaram da grande sacada: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;segundo esses, a vida deveria ser simples como é a vida de um cão. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cortando caminho, crendo aqui ser o desejo das massas que eu entregue realmente o anzol, em vez de dividir minhas tentativas de &lt;strong&gt;aprender&lt;/strong&gt; a pescar, &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;digo que o anzol é imitar o seu cachorro. Ou o gato, tanto faz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando você fala com seu cachorro ou com seu gato, eles não entendem a imensa maioria das suas palavras - a não ser as que você repete sistematicamente. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eles lêem sua expressão corporal, eles compreendem o tom da sua voz, eles analisam muito mais objetivamente do que você mesmo o estado em que você se encontra. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nunca ouviu dizer que os gatos, por exemplo, fazem a ligação entre várias dimensões? Pois é. Eles não se fiam apenas no que você põe na mesa concretamente. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cortando caminho novamente, &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;quando estiver diante de alguém, procure, por alguns segundos, desligar-se do conteúdo do que diz a pessoa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Se ela estiver gritando, ela está sofrendo. &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Se ela estiver sorrindo, ela está satisfeita.&lt;/strong&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se algo do que você fizer ou disser acabar provocando um estado negativo na pessoa que está diante de você, tente, por alguns segundos, antes de contrargumentar, sentir o que você mesmo provocou. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tendo sentido isso, perceba que é você, a cada pequena ação, que vai construir o universo que o cercará a partir daquele momento. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem mais por ora, &lt;br /&gt;obrigado. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8503947920113455016-6675389986782139079?l=nopobrems.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nopobrems.blogspot.com/feeds/6675389986782139079/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8503947920113455016&amp;postID=6675389986782139079&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8503947920113455016/posts/default/6675389986782139079'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8503947920113455016/posts/default/6675389986782139079'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nopobrems.blogspot.com/2010/10/jogando-o-anzol-e-entregando-vara.html' title='JOGANDO O ANZOL E ENTREGANDO A VARA'/><author><name>Carlos Jazzmo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00788566230433957486</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_Xt8nu0HhGj0/S6bTOb3S4WI/AAAAAAAAAGY/1ZRv0409K6s/S220/carao2.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8503947920113455016.post-3383926639407198269</id><published>2010-10-16T22:56:00.002-03:00</published><updated>2010-10-16T23:01:24.396-03:00</updated><title type='text'>ADORARIA TRANSFORMAR A ÁGUA EM VINHO, MAS É IMPOSSÍVEL: PRECISO LAVAR A LOUÇA</title><content type='html'>&lt;br&gt;I am not Jesus though I have the same initials &lt;br /&gt;I am the man who stays home and does the dishes.&lt;br /&gt;And how was your day?&lt;br /&gt;Is that woman still trying to do your head in?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A man told me to beware of 33.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;He said,&lt;br /&gt;"It was not an easy time for me"&lt;br /&gt;but I'll get through&lt;br /&gt;even though I've got no miracles to show you.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I'd like to make this water wine&lt;br /&gt;but it's impossible.&lt;br /&gt;I've got to get these dishes dry.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I'll read a story if it helps you sleep at night.&lt;br /&gt;I've got some matches if you ever need a light.&lt;br /&gt;Oh, I am just a man&lt;br /&gt;but i'm doing what I can to help you.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I'd like to make this water wine&lt;br /&gt;but it's impossible.&lt;br /&gt;I've got to get these dishes dry.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;And I'm not worried that I will never touch the stars&lt;br /&gt;cos stars belong up in heaven&lt;br /&gt;and the earth is where we are.&lt;br /&gt;Oh, yeah.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;And aren't you happy just to be alive?&lt;br /&gt;Anything's possible.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;You've got no cross to bear tonight.&lt;br /&gt;No, not tonight.&lt;br /&gt;No, not tonight.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I am not Jesus though I have the same initials.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=mn_w62TPqiM"&gt;Pulp, "Dishes"&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8503947920113455016-3383926639407198269?l=nopobrems.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nopobrems.blogspot.com/feeds/3383926639407198269/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8503947920113455016&amp;postID=3383926639407198269&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8503947920113455016/posts/default/3383926639407198269'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8503947920113455016/posts/default/3383926639407198269'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nopobrems.blogspot.com/2010/10/adoraria-transformar-agua-em-vinho-mas.html' title='ADORARIA TRANSFORMAR A ÁGUA EM VINHO, MAS É IMPOSSÍVEL: PRECISO LAVAR A LOUÇA'/><author><name>Carlos Jazzmo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00788566230433957486</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_Xt8nu0HhGj0/S6bTOb3S4WI/AAAAAAAAAGY/1ZRv0409K6s/S220/carao2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8503947920113455016.post-5812313170481035969</id><published>2010-10-16T14:34:00.004-03:00</published><updated>2010-10-16T15:00:22.629-03:00</updated><title type='text'>O CHOQUE TOSCO</title><content type='html'>&lt;br&gt;&lt;strong&gt;De um lado, você tem o desenvolvimento.&lt;/strong&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desenvolver-se é deixar de envolver-se. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desenvolver-se é deixar de estar envolvido. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pelo quê?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se formos analisar o histórico do ser humano, podemos afirmar sem medo que desenvolver-se, na visão do homem dito racional, é deixar de estar envolvido pelo ambiente natural que o cerca. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É ir além do ambiente. É domá-lo, submetê-lo a seus interesses. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;De outro lado, pelo que vemos, temos a religião. &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Religião é reconexão. Vem do termo &lt;em&gt;religare&lt;/em&gt;. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas é reconectar-se com o quê?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se analisarmos o histórico das religiões humanas, podemos afirmar sem medo que reconectar-se, na visão do homem, é reconectar-se com o &lt;em&gt;todo&lt;/em&gt;, com tudo o que o cerca. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Religiões organizadas são outro assunto. A religião, a reconexão, é um fenômeno individual e isso é admitido mesmo por essas instituições religiosas estabelecidas. Tanto o Vaticano quanto Israel compreendem que a união com seu Deus ocorre dentro de cada um.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Da mesma forma, a ciência é individual e subjetiva, embora não seja vista assim. Perceba: um cientista que encontre uma fórmula de algo e chegue a um produto realmente viveu aquela experiência. Já você, quando compra esse produto observando o rótulo que cita a fórmula, está agindo apenas munido de fé.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois bem: de um lado, a visão racional, iluminista, defende o descolamento do universo que envolve o homem. De outro lado, a religião vem dizer que há uma realidade mais ampla que deve ser respeitada. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo a religião, assim como ensaiam fazer as Constituições dos países, se algo vai contra a lei mais ampla, fatalmente terá seus efeitos suspensos. Vale tanto para leis ordinárias quanto para a tentativa de ignorar a necessidade de terras ou água potável. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se não é clara a idéia religiosa - também fruto de algo puramente racional -, criam-se monstros e pecados e issos e aquilos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fruto também da tosqueira, evidente. Transforme a compaixão em um personagem, com rosto, nome e ações próprias, e o ser humano entende do que você está falando. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois bem: ou o homem compreende que é agente de universos abaixo de si e também objeto de universos acima de si ou vamos ficar eternamente no mesmo lugar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o que é pior: vamos ficar a combater moinhos, enquanto o jogo se desenrola à revelia daquela mesma vontade original. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você rejeita qualquer cristianismo? Pois bem: faça o que quiser, mas não destrua a vida do seu vizinho. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Faz sentido? Ótimo. Agora aplique essa idéia à política, por exemplo: faz sentido alguma ação que destrua a vida das pessoas apenas para talvez dar à luz algum projeto que talvez possa, indiretamente, beneficiar apenas parte daquelas pessoas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não, em nosso dia a dia, não estamos discutindo realmente sobre o que pensamos discutir. Chamamos as coisas pelos nomes errados. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro dia assisti a um filme chamado "O Guia do Mochileiro das Galáxias". Uma piada do filme era a de que a resposta final para tudo, para a vida, para a existência e tudo o mais era "42". &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como assim? Ora, segundo o filme, falta agora chegarmos à pergunta certa.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não se trata aqui de pessimismo. Trata-se de observar que o homem nega por todas as vias possíveis qualquer ambiente mais amplo do que seja capaz de inserir em suas pequenas fôrmas mentais - e assim dominar, concentrar poder em suas mãos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para o homem de hoje, "científico", "especializado", todos os caminhos levam para baixo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um especialista é um homem debruçado sobre uma pequena parcela de tudo aquilo o que resolveu ignorar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8503947920113455016-5812313170481035969?l=nopobrems.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nopobrems.blogspot.com/feeds/5812313170481035969/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8503947920113455016&amp;postID=5812313170481035969&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8503947920113455016/posts/default/5812313170481035969'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8503947920113455016/posts/default/5812313170481035969'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nopobrems.blogspot.com/2010/10/o-choque-tosco.html' title='O CHOQUE TOSCO'/><author><name>Carlos Jazzmo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00788566230433957486</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_Xt8nu0HhGj0/S6bTOb3S4WI/AAAAAAAAAGY/1ZRv0409K6s/S220/carao2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8503947920113455016.post-5307088752936431866</id><published>2010-10-16T12:18:00.006-03:00</published><updated>2010-10-16T14:27:06.789-03:00</updated><title type='text'>A ERA DO DESILUMINISMO</title><content type='html'>&lt;br&gt;O problema não é o bolo. O problema é a fôrma do bolo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A humanidade pega um bolo que está pronto e tenta encaixá-lo em uma fôrma definida arbitrariamente. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Valeu a tentativa, podemos chamá-la de tentativa da razão, mas... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;sobra bolo&lt;/strong&gt;. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aí o que sobra de bolo é tratado como se fosse um problema, quando, na verdade, o problema é a ineficiência da fôrma. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vêm daí nossos problemas com o que chamamos de relacionamentos. Qual a contradição entre amar alguém e amar uma terceira pessoa? Como é possível que, para manifestar e comprovar meu amor por você, eu precise deixar de amar e passar a mesmo declarar meu desamor por aquelas ou aqueles que amei anteriormente?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O problema é a fôrma. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vêm daí também, dessa ineficiência da fôrma, nossos problemas sociais todinhos. Viaje de avião pelo planeta e veja com seus próprios olhos que não faltam espaço, recursos e condições naturais para toda a espécie humana. Imensos oceanos verdes vazios, pontilhados por centros urbanos que, vistos de cima, mais parecem veias vermelhas e brancas oscilando entre pequenas estrelas amarelas, azuis e brancas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bonito, mas nitidamente desequilibrado. Pequenas fôrminhas enfiadas dentro de um mesmo imenso bolo gigante, eis as grandes cidades cravadas na superfície da crosta terrestre. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sobra bolo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O problema é que nosso atual modo de produção concentra o ser humano em núcleos abarrotados e insalubres. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além, é claro, de crer-se no direito de expandir-se para todos os centímetros do planeta. Só há alternativa enquanto o modelo avança sobre outros territórios. Tudo é questão de tempo até que tudo faça parte do mercado, da indústria. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tiram-se as terras de milhões, fruto de algum Testamento de Adão, que deu a posse do planeta a esses ou aqueles, e usa-se o discurso de que grandes mega empresas serão capazes de gerar "empregos" para boa parte daqueles que, antes, poderiam tranqüilamente viver por si próprios. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pior ainda, aqueles que vêm e tomam conta de tudo usam ainda o discurso de que não há necessidade de uma entidade acima deles, como o Estado, para regular atividades que o ser humano é capaz de empreender por si só. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Onde afinal, sendo honestos, se encaixam essas pessoas? Sendo racionais e nem por um momento canalhas, qual a função sincera desses que vêm e tomam para si tudo o que há?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O problema é a fôrma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E enquanto sobrar bolo, a sobra será vista como um empecilho. Um empecilho humano, por exemplo. Gente demais no planeta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E chamam isso de iluminismo. A fôrma acima do homem. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Leonardo da Vinci não sobreviveria ao mundo que criamos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O problema é a fôrma. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando se operou a Revolução Francesa, que, junto com a Industrial, inaugurou nosso atual estilo de vida, os teóricos iluministas já estavam todos mortos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foram citados, aplicados e pervertidos ao belprazer daqueles homens que chegaram aos postos mais relevantes naquele momento. Ainda que estivessem vivos Rousseau - o mais radical -, Voltaire e Montesquieu, no entanto, estaríamos ainda presos a uma das várias possíveis maneiras de se encarar a razão, a racionalidade, isso que se alega indispensável ao avanço do homem. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um renascentista, por exemplo, que fosse ao mesmo tempo matemático e poeta, físico e compositor, inventor da bicicleta e da Mona Lisa, seria capaz de suicidar-se em um emprego formal ou em um transporte coletivo de massa que atendesse ao lucro desse ou daquele monarca. Qual a função de um renascentista, afinal? A de um pedreiro é bem clara. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Da Vinci não sobreviveria a um mundo regido pela fôrma da razão aliada ao progresso científico, identificados necessariamente como um avanço, como o único caminho a ser seguido. Máquina acima do homem. Homem acima do homem. Espaço acima do homem. Recursos acima do homem. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vivemos uma caricatura do iluminismo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vivemos o desiluminismo. Que mesmo que tome o sentido inverso, será ainda uma fôrma insuficiente. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Podemos seguir por séculos citando exemplos do mesmo fenômeno. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O problema é a fôrma. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8503947920113455016-5307088752936431866?l=nopobrems.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nopobrems.blogspot.com/feeds/5307088752936431866/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8503947920113455016&amp;postID=5307088752936431866&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8503947920113455016/posts/default/5307088752936431866'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8503947920113455016/posts/default/5307088752936431866'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nopobrems.blogspot.com/2010/10/era-do-desiluminismo.html' title='A ERA DO DESILUMINISMO'/><author><name>Carlos Jazzmo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00788566230433957486</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_Xt8nu0HhGj0/S6bTOb3S4WI/AAAAAAAAAGY/1ZRv0409K6s/S220/carao2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8503947920113455016.post-3260646915688956330</id><published>2010-10-07T12:59:00.009-03:00</published><updated>2010-10-07T14:39:58.163-03:00</updated><title type='text'>A REDE SOCIAL UNIVERSAL</title><content type='html'>&lt;br&gt;Redes sociais. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Preguiça de teorizar. Esses conceitos novos são todos apenas reproduções digitais de conceitos que já tínhamos. Tudo bem, você precisa de alguém que saiba &lt;em&gt;html&lt;/em&gt; para fazer algumas coisas. Mas esse malandrinho de nada servirá se não souber o básico das regras gramaticais. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Redes são redes. Percebo que o ser humano tem uma certa travação para ir além das ideias mais estupidamente difundidas, mas convenhamos que redes são redes. Pessoas com interesses em comum acabam se unindo, assim como elétrons se unem a outros com características semelhantes. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na verdade, o termo &lt;em&gt;universo&lt;/em&gt; é muito bom. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por mais que possamos falar em um &lt;em&gt;multiverso&lt;/em&gt;, a ideia de &lt;em&gt;universo&lt;/em&gt; serve para mostrar que podemos falar sobre as mesmas coisas sempre, mas partindo de uma escala macro ou microscópica. Já que tudo que existe está contido nesse universo, que tem suas próprias regras e princípios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ideia de um universo é fascinante, embora seja pessimamente explorada e compreendida. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um exemplo simples: se existe um universo, se o universo é uma entidade isolável, uma entidade em si, então ele pode ser visto de fora. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se o universo pode ser visto de fora, assim ocorre com todos os eventos nele contidos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tempo, por exemplo. O que é o tempo? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Simples: o tempo é apenas uma distância grande demais para ser percebida a olho nu.&lt;/strong&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como assim? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ora, se o universo é uma entidade isolável, e se é fruto de explosão ou da eclosão de algo no espaço, ele tem ponto de partida e ponto de chegada. Logo, qualquer corpo, qualquer pedaço de matéria que esteja viajando pelo universo, tem uma direção e um sentido definidos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Logo, o futuro é apenas um ponto à frente; o passado é apenas um ponto atrás. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É claro, de onde você está, você não vê o futuro. Mas se você pudesse lançar-se para fora do universo, veria seus companheiros partindo do ponto A e seguindo em direção ao ponto B. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eureka. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Prever o futuro então é impossível? Pior que não. Em tese, não é impossível não. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Veja: se o tempo é, na verdade, espaço, o futuro é um ponto à frente. E o passado é um ponto atrás. Ora, mas se você conhece a trajetória de um corpo, de um pedaço de matéria, e se conhece todas as variáveis que podem influenciar naquele deslocamento, fatalmente você é capaz de "prever" qual será o próximo ponto a que chegará aquele objeto. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O difícil, é claro, é conhecer &lt;em&gt;todas&lt;/em&gt; as variáveis. Ainda assim, quanto mais variáveis você domina, mais precisas serão suas previsões. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sobre prever o comportamento humano, aí a questão se complica: existe o famoso livre-arbítrio. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O livre-arbítrio nada mais é do que a faculdade humana de optar entre diversos desenlaces possíveis para cada situação que se lhe apresenta.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas só os &lt;strong&gt;possíveis&lt;/strong&gt;.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Prever o resultado do livre-arbítrio é virtualmente impossível, embora seja possível, através das armas da cultura e do discurso hegemônico, imaginar que tipo de desenlace pode ser preferido a cada situação. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Somos capazes de imaginar, por exemplo, que um militante Taliban, afegão, treinado originalmente pelos Estados Unidos da América para resistir ao avanço soviético, reaja a uma ameaça bélica de maneira diferente do que faria um adepto das ideias de Mohandas K. Gandhi, o 'mahatma'.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Logo, torna-se mais do que evidente: se o futuro não pode ser previsto, sem dúvida ele pode ser &lt;strong&gt;construído, provocado, atiçado&lt;/strong&gt;. Assistimos a isso o tempo inteiro, embora vivamos, a maioria de nós, reféns de um presente que foi construído por terceiros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já sobre o passado, há dois deles: um real e outro ficcional. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um deles é o passado físico, real. Esse é o já citado ponto A, de onde o corpo partiu em um momento anterior. Esse passado realmente existiu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O segundo passado, ficcional, é o passado mental. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse passado é a versão que você leva na mente e no corpo de tudo o que de fato ocorreu. Esse passado é ficcional porque refere-se na verdade a uma impressão que lhe ficou. Algo ocorreu e ficou impresso em você. Essa impressão gera uma ficção, na medida em que ninguém é realmente capaz de apreender tudo o que ocorre à sua volta em um determinado momento. Quando você remonta um passado, você está acessando uma ficção. Pode ser baseada em fatos reais, mas, ainda assim, será uma ficção. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para que a ideia fique ainda mais clara, perceba que você submete os eventos que ocorrem à sua volta ao filtro da emoção, dos sentimentos. Logo, quando você retorna àquela imagem, àquele evento, sua nova leitura será necessariamente influenciada por esses elementos. Por essa "subjetividade", como preferem os acadêmicos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sendo assim, quando você se remete a seu passado, você não o revive. Você literalmente acessa certos fragmentos de memória, emoções e sentimentos que lhe auxiliam a remontar parcialmente aquele momento vivido. Essa memória, esses sentimentos, esse "estar se sentindo daquele jeito de novo" são justamente a &lt;em&gt;impressão&lt;/em&gt;. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uso a palavra &lt;em&gt;impressão&lt;/em&gt; com toda a carga de significado que já lhe conferimos. Refiro-me a um processo em que um corpo viaja pelo espaço e vai recebendo &lt;em&gt;carimbos&lt;/em&gt; de tudo o que encontra pela frente. De momentos em momentos, esse corpo, aparentemente dotado de alguma auto-consciência - ele sabe que está viajando pelo espaço - decide acessar seus carimbos e conferir o que eles lhe dizem. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dá para ficar mais claro?&lt;br /&gt;Posso tentar de outras maneiras. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Redes sociais. Ando tentando encontrar alguma utilidade real para esses ambientes. O &lt;em&gt;twitter&lt;/em&gt;, confesso, é um exercício de frustração. Textos com tamanho limitado a 140 caracteres são uma prisão. Tanto pior quando a ordem de apresentação dos fragmentos é invertida. Acesse os 'tweets' de alguém e comece a ler a mensagem pelo final. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já o &lt;em&gt;Orkut&lt;/em&gt;, esse ainda mantém alguns ambientes interessantes de troca. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi a um desses locais, uma comunidade sobre quasares, que me dirigi outro dia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Carlos Gustavo&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;um pequeno modelo do universo&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;amigos, &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;quero expor aqui uma 'teoria' e deixo que comentem. sei que não adianta que eu peça compreensão, paciência, isso ou aquilo, pois sei que lido com amigos que ainda não conheço. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;prefiro confiar na troca de idéias. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;vamos à idéia:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;simplifcando o universo em 3-D, &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;imaginem um disco de vinil. de música mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;imaginem que, no centro do disco, onde há aquele furinho, há o tal do big bang. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;imaginem que a cada faixa do vinil, do centro para a periferia, a densidade do meio vai ficando cada vez mais escassa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;no que seria a faixa 1 do vinil, a mais externa, a massa dos corpos seria mínima e a propagação da luz seria máxima. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;no que seria a última faixa daquele lado do vinil, a mais central, a concentração de matéria seria quase total e a luz seria difundida muito lentamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;sim, estou me referindo à fórmula "e= m.c2". &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;imaginem que, pela mesma fórmula, "m = e/c2". &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a massa dos corpos é a energia (do big bang) sendo filtrada pela resistência do meio (vácuo etc.).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;imaginem que "c" varia de acordo com a densidade do meio onde a luz é propagada (sabemos que a luz é onda, mas é também partícula. um meio que ofereça mais 'obstáculos' vai influir na velocidade da luz). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;por esse modelo, portanto, UM QUASAR seria a energia do big bang sendo sugada de um meio mais denso (através de um buraco negro) e jorrando "do outro lado", em um meio mais rarefeito. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;indo além, o big bang estaria exatamente no ponto de onde despontam os quasares. a posição física do big bang se encontra traçando uma reta na direção inversa ao jorro de energia do quasar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;humildemente, aguardo comentários.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;obrigado, abraço a todos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Renato&lt;/strong&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;é um bom modelo simplificado do universo, mas como você deve saber o conceito mais aceito hoje em dia é de que o universo sofre o efeito oposto...ou seja começará a se contrair até voltar ao estado inicial, então o estado menos denso seria provavelmente o nosso...que permite a criação da vida...em alguns poucos bilhões de anos o universo vai provavelmente se tornar novamente denso e quente...mas isso você ja deve saber tbm. =P&lt;br /&gt;...só achei que poderia acrescentar ao seu modelo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;Carlos Gustavo&lt;br /&gt;mais comentários, agradeço.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;amigo, &lt;br /&gt;obrigado pelo comentário!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;bem, já mostrei esse 'modelo' aqui, além de tê-lo mostrado a uma física nuclear e a um quase-monge hinduísta (um iniciado).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;pude mostrá-lo a essas duas pessoas ao mesmo tempo. assim como você, elas também acharam tudo bastante plausível. assim como você, me disseram que boa parte do modelo já é até aceito comumente. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;muito bem: agora que o modelo não foi 'ridicularizado', posso comentar que cheguei a ele MEDITANDO. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;sim, isso mesmo. eu concluí esse modelo. ele me veio aos poucos, conjugando conhecimentos de vááááários tipos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;agora um outro comentário: parece-me quase impossível supor que o meio de menor densidade de matéria (e maior concentração de energia) seja o nosso. falar sobre isso abriria todo um novo tópico, mas deixo registrado que, para mim, isso não faz sentido. mesmo falando de nosso ambiente, a consciência já é mais leve do que a matéria 'física'. as energias somadas por um grupo de pessoas ("egrégoras") também são mais 'leves' do que a matéria. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;acho que presumir ser o nosso ambiente o menos denso é crer inclusive - filosoficamente - que não temos níveis mais sutis para onde migrar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;crer que toda a criação ruma em direção a uma condensação total me parece crer que a vida tende a virar cristal, morte, não vida. parece-me que é crer que a consciência se apaga, que as várias consciências múltiplas tendem a se concentrar em uma só, anulando a diversidade....&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;no mínimo para efeitos filosóficos, essa crença me parece uma catástrofe. é uma espécie de anti Darwinismo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;em termos mais místicos, essa crença me lembra bastante um discurso atual: esferas angelicais (vistas como MORAIS) são pura ilusão, mas o mundo do além, uma reprodução fiel das mazelas dessa dimensão aqui, é algo a que todos podemos almejar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;não vejo como supor qualquer modelo macroscópico que ignore as realidades microscópicas. há mundos abaixo de nós e acima de nós. sempre, o tempo inteiro. tudo é uma escadinha, mesmo quando comparamos Fulano e Ciclano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;obrigado novamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8503947920113455016-3260646915688956330?l=nopobrems.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nopobrems.blogspot.com/feeds/3260646915688956330/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8503947920113455016&amp;postID=3260646915688956330&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8503947920113455016/posts/default/3260646915688956330'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8503947920113455016/posts/default/3260646915688956330'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nopobrems.blogspot.com/2010/10/rede-social-universal.html' title='A REDE SOCIAL UNIVERSAL'/><author><name>Carlos Jazzmo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00788566230433957486</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_Xt8nu0HhGj0/S6bTOb3S4WI/AAAAAAAAAGY/1ZRv0409K6s/S220/carao2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8503947920113455016.post-5047265436876720873</id><published>2010-10-02T17:36:00.009-03:00</published><updated>2010-10-02T19:10:15.027-03:00</updated><title type='text'>O POVOADO DA MISSÃO DE TRÊS DE OUTUBRO</title><content type='html'>&lt;br&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_Xt8nu0HhGj0/TKekUIsGQBI/AAAAAAAAAII/yyS_zaCCHjY/s1600/arvoreigapo.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 266px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5523564133829984274" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_Xt8nu0HhGj0/TKekUIsGQBI/AAAAAAAAAII/yyS_zaCCHjY/s400/arvoreigapo.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No meio da mata amazônica, você sabe que tem cidade por perto quando enxerga os urubus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu vi.&lt;br /&gt;Vi de cima da canoa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_Xt8nu0HhGj0/TKekhBKNfOI/AAAAAAAAAIQ/5Ow1S1snLzg/s1600/canoa.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 266px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5523564355147103458" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_Xt8nu0HhGj0/TKekhBKNfOI/AAAAAAAAAIQ/5Ow1S1snLzg/s400/canoa.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;À beira da Guanabara, você chega ao centro do povoado por baixo da terra, sem circulação artificial de ar, espremido entre o máximo de pessoas que os donos do campo de trabalhos forçados conseguirem enfiar para dentro do vagão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu vivi.&lt;br /&gt;Vivi debaixo do braço de um companheiro, com a coluna forçada, sem apoio, tentando compensar o jogo brusco do vagão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não há mais o que ser denunciado. Se a natureza humana se abre tanto para cima quanto para baixo, parece já ter sido cooptada por algo forte o suficiente para fazê-la rir-se de si mesma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assossegue-se: não há mais alarme a soar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nada vai mudar. E você não vai perceber que nada mudou, já que não sabe do que estou falando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu vi.&lt;br /&gt;De cima, de fora, de dentro, de perto...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vi de longe.&lt;br /&gt;Pude ver de longe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vi, senti e chorei.&lt;br /&gt;Soei como mais um maluco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi aí que refiz minhas malas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8503947920113455016-5047265436876720873?l=nopobrems.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nopobrems.blogspot.com/feeds/5047265436876720873/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8503947920113455016&amp;postID=5047265436876720873&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8503947920113455016/posts/default/5047265436876720873'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8503947920113455016/posts/default/5047265436876720873'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nopobrems.blogspot.com/2010/10/o-povoado-da-missao-de-tres-de-outubro.html' title='O POVOADO DA MISSÃO DE TRÊS DE OUTUBRO'/><author><name>Carlos Jazzmo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00788566230433957486</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_Xt8nu0HhGj0/S6bTOb3S4WI/AAAAAAAAAGY/1ZRv0409K6s/S220/carao2.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_Xt8nu0HhGj0/TKekUIsGQBI/AAAAAAAAAII/yyS_zaCCHjY/s72-c/arvoreigapo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8503947920113455016.post-491273867374399541</id><published>2010-09-22T12:10:00.010-03:00</published><updated>2010-10-02T17:57:32.158-03:00</updated><title type='text'>RODÍZIO DE CARNES</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_Xt8nu0HhGj0/TJocz_MabvI/AAAAAAAAAIA/RcpMxIsKMJw/s1600/simporfavor.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 265px; DISPLAY: block; HEIGHT: 299px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5519755972758367986" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_Xt8nu0HhGj0/TJocz_MabvI/AAAAAAAAAIA/RcpMxIsKMJw/s400/simporfavor.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Discursos...&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8503947920113455016-491273867374399541?l=nopobrems.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nopobrems.blogspot.com/feeds/491273867374399541/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8503947920113455016&amp;postID=491273867374399541&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8503947920113455016/posts/default/491273867374399541'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8503947920113455016/posts/default/491273867374399541'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nopobrems.blogspot.com/2010/09/sexo-hoje-sex-today.html' title='RODÍZIO DE CARNES'/><author><name>Carlos Jazzmo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00788566230433957486</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_Xt8nu0HhGj0/S6bTOb3S4WI/AAAAAAAAAGY/1ZRv0409K6s/S220/carao2.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_Xt8nu0HhGj0/TJocz_MabvI/AAAAAAAAAIA/RcpMxIsKMJw/s72-c/simporfavor.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8503947920113455016.post-2053933820645662938</id><published>2010-09-19T19:18:00.002-03:00</published><updated>2010-09-19T19:57:06.866-03:00</updated><title type='text'>POLÍTICA?</title><content type='html'>&lt;br&gt;Você vota para presidente de banco?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você vota para diretor de telejornal? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não adentremos qualquer metafísica. Somos corpo e mente. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Somos corpo e mente. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No mundo em que vivemos, o corpo é alimentado com dinheiro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Somos ainda seres dependentes do sol, da água, de tudo o que sempre dependemos, mas hoje tudo se compra com essas fichinhas, o chamado dinheiro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seja ele um pedaço de papel ou um número de créditos em uma conta. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje é tudo indireto, cheio de intermediários. Quer ir à praia? Contrate uma agência de viagens, isso, aquilo, aquilo outro, pague a passagem, o hotel, alugue a cadeira e sente-se de frente para o mar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não vá à praia da sua cidade. Não more na praia. Isso: não more na praia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No mundo em que vivemos, essas fichinhas estão nas mãos do presidente do banco, cuja escolha ou direcionamento não depende de você. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem essas fichinhas, você não joga no mundo da matéria. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No mundo em que vivemos, a mente é alimentada pelos meios de comunicação. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além da escola, que, sabemos, é cada vez mais precária e destinada a formar técnicos, é através da famosa mídia (do latim 'media' = meios, acrescido do sotaque anglo-americano, que transforma o 'e' em 'i') que se forma nosso discurso. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se hoje você conversa comigo sobre o presidente da República, sobre o furo na meia dele, e não sobre a girafa que faleceu em Botswana, é porque você assistiu ao assunto no telejornal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa escolha, essa eleição de quais assuntos ocuparão a sua mente e quais assuntos passarão despercebidos, não passa pelo seu voto. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até ontem, havia ainda o paliativo de que eram profissionais em jornalismo que cuidavam disso. Era como os ainda citados "especialistas", que servem para embasar qualquer discurso conveniente. Até ontem, eram "especialistas" que cuidavam das notícias. Agora isso caiu também. De qualquer forma, era apenas uma ilusão. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, no mundo em que vivemos, o presidente da empresa escolhe o presidente do telejornal. Esse seleciona segundo os critérios que quiser, afinal, tratamos aqui de uma empresa "livre", que pode usar termos como "qualidade", "imparcialidade" e outros com o mesmo vazio de sentido que qualquer outra usaria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa eleição, essa seleção de assuntos, de enfoques, de opiniões de "especialistas" escolhidos a dedo por suas próprias opiniões convenientes, não depende de você.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse sentido, sim, sua única margem de manobra é, na prática, o controle remoto, é claro. Pense, no entanto, que vivemos uma realidade onde cada vez menos gente controla esses meios de comunicação. Sendo bem pragmático, no Brasil, existe uma empresa de comunicação que concentra, sozinha, cerca de 80% da publicidade nacional. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Oitenta porcento. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O resto é concorrência. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No âmbito internacional, a situação não difere tanto, guardadas as devidas proporções: duas ou três agências de notícias difundem pelo planeta sua visão bastante particular da realidade. Quando a notícia é veiculada, já em um nível mais local, como o brasileiro, há empresas dessas que têm contratos de exclusividade de conteúdo. Sim, se você reproduz uma matéria vinda de uma dessas agências, nesse caso, você não pode alterar uma vírgula. Você, "especialista", pode apenas traduzir o que veio pronto. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O resto é concorrência. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muito bem: no mundo em que vivemos, o que é arte ou ficção fica compartimentado no setor do entretenimento. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No mundo em que vivemos, o que é fato, notícia, fica compartimentado no setor do jornalismo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ligue a sua TV no horário do seu telejornal favorito. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem é o patrocinador? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É um banco. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Partidos políticos são órgãos transplantados ao seio da sociedade. Certos órgãos são aceitos, outros são rejeitados sistematicamente. Quem dita a fisiologia desse organismo são justamente a cabeça e o coração. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou a cabeça e o bolso, como os próprios teóricos da modernidade dizem sem o menor pudor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Política? Passo (mal). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8503947920113455016-2053933820645662938?l=nopobrems.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nopobrems.blogspot.com/feeds/2053933820645662938/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8503947920113455016&amp;postID=2053933820645662938&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8503947920113455016/posts/default/2053933820645662938'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8503947920113455016/posts/default/2053933820645662938'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nopobrems.blogspot.com/2010/09/politica.html' title='POLÍTICA?'/><author><name>Carlos Jazzmo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00788566230433957486</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_Xt8nu0HhGj0/S6bTOb3S4WI/AAAAAAAAAGY/1ZRv0409K6s/S220/carao2.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8503947920113455016.post-8697557834809042984</id><published>2010-09-18T14:07:00.003-03:00</published><updated>2010-09-18T15:16:04.818-03:00</updated><title type='text'>UMA QUESTÃO PARA SARKAR</title><content type='html'>&lt;br&gt;Namaskar, baba.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Inclino-me diante de mim mesmo, projetando a consciência para onde não é dentro ou fora, esvaziando a mente de qualquer resíduo e submetendo o espírito e o olhar a tudo o que maya não seja capaz de nublar, entregando o ego e qualquer anseio por recompensa pessoal, vontade de potência ou coisa que o valha. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.gurusfeet.com/guru/prabhat-ranjan-sarkar"&gt;Mahaguru&lt;/a&gt;, &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;íntima, sossegada e pacientemente, eu pergunto:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;um sadvipra é um bodhisattva com espírito de luta no campo social. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas é luta? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É isso mesmo? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existe algum caminho para a elevação coletiva que não pretenda sacar de seu assento qualquer figura que já tenha ali chegado, tendo-o feito por seus próprios méritos? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existe um caminho para se ajudar a desenvolver o que há de &lt;em&gt;vipra&lt;/em&gt; em cada comerciante, guerreiro, intelectual, trabalhador?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, próprios méritos. Méritos legítimos quando levadas em conta as regras do jogo atual. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eximo-me de adentrar os meandros das responsabilidades e das paixões humanas. Eximo-me de diferenciar mérito e demérito. Faço isso por conhecer na pele o resultado da aproximação em espírito: é o sofrimento dos mundos inferiores, seja o físico, o material, ou mesmo o psicológico. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sendo assim, distanciado em espírito e em posição social de qualquer mecanismo formal de poder, pretendendo no máximo uma formal e segura posição lateral de aceitação e consulta, &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;inclino-me em meditação e pergunto:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;espírito de luta?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aguardo a claridade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Namastê. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Oceanos de flores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8503947920113455016-8697557834809042984?l=nopobrems.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nopobrems.blogspot.com/feeds/8697557834809042984/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8503947920113455016&amp;postID=8697557834809042984&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8503947920113455016/posts/default/8697557834809042984'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8503947920113455016/posts/default/8697557834809042984'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nopobrems.blogspot.com/2010/09/uma-questao-para-sarkar.html' title='UMA QUESTÃO PARA SARKAR'/><author><name>Carlos Jazzmo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00788566230433957486</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_Xt8nu0HhGj0/S6bTOb3S4WI/AAAAAAAAAGY/1ZRv0409K6s/S220/carao2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8503947920113455016.post-3299034088707456672</id><published>2010-09-16T18:36:00.008-03:00</published><updated>2010-09-16T19:17:10.188-03:00</updated><title type='text'>O PRÓXIMO FUTURO DISTÓPICO</title><content type='html'>&lt;br&gt;Brasil, ano de 2012,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a presidente da República Dilma Rousseff, influenciada por um impulso do ministro-chefe da Casa Civil José Dirceu, &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;que, bastante interessado na seara internacional dos companheiros Samuel Pinheiro Guimarães, Marco Aurélio Garcia e Celso Amorim, &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;morde a isca &lt;/strong&gt;colocada pela ONU, que, em 2010, declarara, por meio de seu recém-empossado secretariado, que "o desafio do novo governo" seria encontrar e julgar os militares do golpe de 1964, &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;algo pelo que a presidente e o ministro-chefe ansiavam há décadas, como se anseia por algum tabu muito arraigado em nós pela censura externa, que insiste em negar o que nossa parcela animal sofreu na pele, &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;se coloca acidentalmente acima da decisão do STF, que aprovara a famosa auto-anistia apresentada outrora pelo recém auto-demitido ministro da Defesa Nelson Jobim, que,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;com sua saída, evidentemente, provocou um motim no meio do generalato indicado por ele mesmo, atendendo às novas regras da Defesa nacional, que subordina ao ministro, e não ao presidente, a escolha desses generais,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;originando, assim, uma legítima, embora nada inédita, &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;crise na Defesa&lt;/strong&gt;, &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;dando origem à manchete-bomba, publicada em coro pelas redações e sucursais de todo o planeta:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;"Dilma vai contra STF e persegue autoridades militares". &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse dia, o acordo de cooperação militar Brasil-Inglaterra é automaticamente acionado pelo novo presidente Michel Temer, que, contando com o apoio maciço dos cara-tingida, investe bilhões de reais nos laboratórios farmacêuticos ligados ao ministro José Serra, a fim de ao menos sanar um tanto da ansiedade e do terror que haverão difundido por dentre as almofadas das poltronas compradas a prestação pela população cheia de crédito nos bolsos - digo: nas contas bancárias. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E aí,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=z0RitqHPpf4"&gt;tudo permanecerá igual&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8503947920113455016-3299034088707456672?l=nopobrems.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nopobrems.blogspot.com/feeds/3299034088707456672/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8503947920113455016&amp;postID=3299034088707456672&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8503947920113455016/posts/default/3299034088707456672'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8503947920113455016/posts/default/3299034088707456672'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nopobrems.blogspot.com/2010/09/o-proximo-futuro-distopico.html' title='O PRÓXIMO FUTURO DISTÓPICO'/><author><name>Carlos Jazzmo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00788566230433957486</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' 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href='http://nopobrems.blogspot.com/feeds/2724540349719103499/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8503947920113455016&amp;postID=2724540349719103499&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8503947920113455016/posts/default/2724540349719103499'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8503947920113455016/posts/default/2724540349719103499'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nopobrems.blogspot.com/2010/09/os-centiquarenta-caracteres.html' title='A PALAVRA'/><author><name>Carlos Jazzmo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00788566230433957486</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' 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Jazzmo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00788566230433957486</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_Xt8nu0HhGj0/S6bTOb3S4WI/AAAAAAAAAGY/1ZRv0409K6s/S220/carao2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8503947920113455016.post-8988263091787255521</id><published>2010-09-11T17:51:00.009-03:00</published><updated>2010-09-11T17:58:15.817-03:00</updated><title type='text'>A REDENÇÃO</title><content type='html'>&lt;br&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Tudo já foi dito.&lt;br /&gt;Agora só falta sentir.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8503947920113455016-8988263091787255521?l=nopobrems.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nopobrems.blogspot.com/feeds/8988263091787255521/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8503947920113455016&amp;postID=8988263091787255521&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8503947920113455016/posts/default/8988263091787255521'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8503947920113455016/posts/default/8988263091787255521'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nopobrems.blogspot.com/2010/09/redencao.html' title='A REDENÇÃO'/><author><name>Carlos Jazzmo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00788566230433957486</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_Xt8nu0HhGj0/S6bTOb3S4WI/AAAAAAAAAGY/1ZRv0409K6s/S220/carao2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8503947920113455016.post-1043765384356023606</id><published>2010-09-10T15:42:00.004-03:00</published><updated>2010-09-10T15:58:51.221-03:00</updated><title type='text'>A KABALA DO BEBOP</title><content type='html'>&lt;br&gt;Kabala prática para o praticante pop. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Lição 1:&lt;/strong&gt; como &lt;strong&gt;subir&lt;/strong&gt; pelo caminho que você já está trilhando, embora esteja apenas andando em círculos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=mZ5eGEest0g"&gt;Parte 1&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=LCV_wB9c8zw&amp;NR=1"&gt;Parte 2&lt;/a&gt;. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Shalom Aleichem. God save planet Earth; may God save us too.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Baruch atah, Adonai, eloheinu melech haolam, asher kidshanu bemitzvotav vetzivahnu lehadlink ner shel shabat. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;May the Rosh Hashanah (and the Yom Kipur) bring warmth to our hearts and light to our minds. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;We are all brothers (of Bird, Bean, Diz, Prez...).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Tikun Olam&lt;/strong&gt;. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8503947920113455016-1043765384356023606?l=nopobrems.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nopobrems.blogspot.com/feeds/1043765384356023606/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8503947920113455016&amp;postID=1043765384356023606&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8503947920113455016/posts/default/1043765384356023606'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8503947920113455016/posts/default/1043765384356023606'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nopobrems.blogspot.com/2010/09/kabala-do-bebop.html' title='A KABALA DO BEBOP'/><author><name>Carlos Jazzmo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00788566230433957486</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_Xt8nu0HhGj0/S6bTOb3S4WI/AAAAAAAAAGY/1ZRv0409K6s/S220/carao2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8503947920113455016.post-973027596145525780</id><published>2010-09-10T15:00:00.004-03:00</published><updated>2010-09-11T18:00:09.715-03:00</updated><title type='text'>A VERDADE</title><content type='html'>&lt;br&gt;A verdade de hoje é a camiseta de daqui a uns séculos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O anunciador da verdade de hoje é o mendigo maluco de amanhã. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de amanhã, é o hype do fabricante da camiseta. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;..."apagaram tudo... pintaram tudo de cinza..." - &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=Dny57BwrNLw"&gt;Marisa Monte&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;( ) Che&lt;br /&gt;( ) Gentileza&lt;br /&gt;( ) Jesus de Nazaré&lt;br /&gt;( ) Raul&lt;br /&gt;( ) Gandhi&lt;br /&gt;( ) Tiradentes&lt;br /&gt;( ) TRA e mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se o mito pudesse voltar, provavelmente daria um susto grande naqueles que mais difundem sua mensagem. Dependendo da mensagem que tenha deixado, é possível até que quisesse uma certa prestação de contas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem já viu o diabo, quem já pôde apertar a mão e optou pelo abraço, sabe qual é a versão que vinga around planet Earth. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aliás, se chamassem o planeta de &lt;strong&gt;Terra&lt;/strong&gt;, nome que inspira bem menos mongolice, bem menos sorvete na testa, talvez conseguissem se situar um pouco melhor, não é? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Earth. Duh. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;"E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará" - autoria desnecessária.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A liberdade não é "um jeans e uma camiseta". &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8503947920113455016-973027596145525780?l=nopobrems.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nopobrems.blogspot.com/feeds/973027596145525780/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8503947920113455016&amp;postID=973027596145525780&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8503947920113455016/posts/default/973027596145525780'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8503947920113455016/posts/default/973027596145525780'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nopobrems.blogspot.com/2010/09/verdade.html' title='A VERDADE'/><author><name>Carlos Jazzmo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00788566230433957486</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_Xt8nu0HhGj0/S6bTOb3S4WI/AAAAAAAAAGY/1ZRv0409K6s/S220/carao2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8503947920113455016.post-1534467602094390475</id><published>2010-09-08T17:38:00.010-03:00</published><updated>2010-09-08T19:02:56.172-03:00</updated><title type='text'>HAPPINESS IS A BUBBLE GUM</title><content type='html'>&lt;br&gt;&lt;strong&gt;Folha de São Paulo: "Felicidade custa R$ 11 mil por mês, aponta estudo"&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com o limite de crédito do seu banco, você pode ser feliz agora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existe uma pauta econômica que você provavelmente jamais vai ver em um grande jornal:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;quando você vai ao supermercado ou à padaria,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;quanto tempo leva para pagar as compras com dinheiro vivo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E quanto tempo leva para pagar as compras com cartão de banco?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se você nunca calculou (acho difícil), fique atento às pessoas na frente, na fila.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Será que, para efeitos de respeito ao cidadão - ou ao consumidor, perdão -, não faria sentido criarem filas preferenciais ou exclusivas para quem paga com cartão?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até porque, teoricamente, dentro da noção de Estado Nacional, a moeda corrente, oficial, central, poderia ter alguma preferência sobre as moedas das empresas, não?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah, não fariam isso. Porque essas filas fatalmente, já no primeiro dia de funcionamento, revelar-se-iam muito mais demoradas do que as filas do dinheiro vivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A cada vez que uma madame ou um pobre desejoso de se 'inserir' em sei lá o quê começasse a gerar papeizinhos e mais papeizinhos, digitaçõezinhas e mais digitaçõezinhas, senhas certas e erradas, os demais associados bufariam, estalariam as línguas e catariam nos bolsos uma nota ou duas, um punhado de moedas, ansiosos por trocarem de fila de uma vez e irem embora daquele lugar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Digo: daquela loja, daquele estabelecimento filosófico-iniciático-comercial onde os funcionários 'vestem a camisa' e sentem-se como se estivessem em casa, embora recebam apenas o suficiente para estarem ali no dia seguinte e manterem-se assim até o fim da vida, exatamente como no período imediatamente posterior à escravidão oficial, quando os servos moravam, consumiam e se endividavam nas mesmas fazendas onde antes eram oficialmente cativos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez, se, um dia, o Banco Central de algum país moderno começar a patrocinar esses telejornais, em vez de serem os Mecenas esses mesmos bancos, algo de realmente sincero seja cogitado a esse respeito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A tendência, no entanto, é o contrário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por que, afinal, se usam os cartões? O argumento da segurança é o mais eficiente e pode ser aplicado a tudo. Já sabemos que, hoje, a segurança (e a insegurança) é a fé mais eficiente que se pode implantar num bicho perdido diante da vida como somos, homens mais ou menos comuns.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Medo, podemos sentir de tudo. Assalto é apenas um deles. Há ainda o medo do terror.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, caro amigo do ano 2155: no início do século XXI, tínhamos "medo do terror". Toda noite, ligávamos a televisão e sabíamos do terror que nos havia espreitado ao longo de todo o dia, mesmo que não tivéssemos notado qualquer coisa de anormal ou ameaçadora a nosso redor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas usam-se cartões como se usam marcas de roupas ou se pagam por esse ou aquele restaurante, onde a comida não é necessariamente melhor, mas onde se aplicam filtros sociais, estéticos e afins.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você paga um mísero refrigerante no cartão porque acredita que é mais cômodo. Digo: você participa de algo, assim como gosta de estar a par do último lançamento do cinema, ainda que saiba, pelo tema, que o filme não lhe diz qualquer respeito. Você quer estar inserido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, até a dita velha esquerda chega a cadeiras presidenciais e vai à televisão estimular o pobre a consumir. A idéia é que todos façam parte. De quê?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você usa seu cartão para acompanhar o passo das coisas. Usa porque acredita que a sociedade, como um todo, dotada da mesma inteligência e desse mesmo 'bom-senso' que dizem que você tem, já que é cliente dessa empresa e não daquela, avança rumo à... felicidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Jornal Folha de São Paulo: "Felicidade custa R$ 11 mil por mês, aponta estudo". &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, com o limite de crédito do seu banco, você pode ser feliz AGORA.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Jornal Folha de São Paulo: "Crédito ao consumidor dos EUA recua US$ 3,6 bilhões em julho; Obama anuncia novos estímulos à economia".&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E assim, de esperança em esperança, de nova moda em nova moda, de novo nome em novo nome, de nova marca em nova marca,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;o ser humano avança na busca pela felicidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Apocalypse&lt;/strong&gt;: &lt;em&gt;vrs.port.séc.xxi:&lt;/em&gt; &lt;em&gt;o dia em que o sistema sair do ar.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=DBfXdbmjnbY&amp;amp;feature=related"&gt;Happiness is a warm gun&lt;/a&gt;" - The Beatles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8503947920113455016-1534467602094390475?l=nopobrems.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nopobrems.blogspot.com/feeds/1534467602094390475/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8503947920113455016&amp;postID=1534467602094390475&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8503947920113455016/posts/default/1534467602094390475'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8503947920113455016/posts/default/1534467602094390475'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nopobrems.blogspot.com/2010/09/felicidade-pursuit-of-happiness.html' title='HAPPINESS IS A BUBBLE GUM'/><author><name>Carlos Jazzmo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00788566230433957486</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_Xt8nu0HhGj0/S6bTOb3S4WI/AAAAAAAAAGY/1ZRv0409K6s/S220/carao2.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8503947920113455016.post-5116149380816539105</id><published>2010-09-07T12:38:00.002-03:00</published><updated>2010-09-07T12:45:10.309-03:00</updated><title type='text'>TAMPA, FLÓRIDA</title><content type='html'>&lt;br&gt;Por que afinal os homens não abaixam a tampa?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Toda a polêmica sobre a tampa do vaso sanitário repousa sobre o momento em que o indivíduo, não importa o gênero, vai ao lavabo a fim de resolver suas necessidades fisiológicas de número um. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque o número dois todo mundo faz sentado. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por que homens simplesmente não abaixam a tampa? O que parece insondável é, na verdade, como na maioria das vezes, apenas um objeto pousado no exato meio do caminho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um homem que se aproxime de um vaso a fim de aliviar a água dos joelhos vai fatalmente levantar ambas as tampas. Faz isso por dois motivos: não deseja regar a tampa superior e considera ainda os afetos e nojos das companheiras mulheres, evitando assim que seu líquido dourado permaneça na inferior e umidifique as coxas alheias. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, é claro; fosse em casa, levantaria ambas, já que também utiliza o vaso para o número dois. O número dois, no entanto, é normalmente em casa. Em banheiros mais gerais, apenas a solidariedade faz o homem suspender a tampa de baixo na hora de urinar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muito bem: o homem se aproxima, urina e vai embora. Não abaixa a tampa. Porque não se lembra. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já a mulher, esse ser de anatomia diversa e deveras mais interessante, utiliza o vaso sempre em posição vulnerável. Aliás, parece mesmo que a mulher foi desenhada pelo criador para assumir posições vulneráveis. Provavelmente é ponto pacífico que são essas as melhores posições para as mulheres. É nessas posições em que a mulher se mostra mais mulher. Vulnerável. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois a mulher assume a posição vulnerável sobre o vaso, independente da função fisiológica que pretenda desempenhar. Assume o trono em movimento curvilíneo, descendo a calcinha até as canelas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No universo feminino, uma tampa de vaso jamais é levantada. Não faz sentido para uma mulher levantar a tampa de um vaso, a menos que vá realizar ali uma faxina. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sendo assim, um homem que deixe o local da função distraído vai abandonar a tampa do vaso levantada. Já uma mulher, na mesma situação, vai esquecê-la abaixada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mulheres tendem a defender a idéia de que deixam a tampa abaixada porque são mais civilizadas. Na verdade, fazem isso não por consciência, mas justamente pelo mesmo motivo que leva o homem a deixá-la levantada: distração. Acabaram, passam o papelzinho e vão embora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitas chegam ao requinte de abandonar um bolinho de papel sobre a água, como um úmido origami que flutua sobre um lago plácido após ter navegado pelas mais belas e recônditas paragens. Diga-se inclusive que é a inspiração poética que qualquer resquício de mulher provoca nos homens que nos reprime de devolver as insinuações maldosas sobre nossa higiene pessoal. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Qualquer resto deixado por mulher tem uma mágica, uma aura, uma intocabilidade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já sobre o hábito de pedirem, exigirem, reclamarem, pleitearem com indignação que seus companheiros masculinos deixem a tampa abaixada após o número um, aí é a velha questão de que a mulher quer a igualdade, mas, é claro, quer que a gentileza, a concessão masculina, se mantenha acima disso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Funções fisiológicas são automáticas. Não são involuntárias, mas concordemos que beiram a incontrolabilidade. Mesmo quando a sociedade se movimenta no sentido de limitá-las, de cerceá-las, quando não apenas descobre noções pragmáticas de higiene mas também inventa regras de etiqueta, há sempre o momento em que o corpo se entrega ao deleite de cumprir alguma missão inegociável e intransferível que lhe tenha sido destinada. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É nessa hora que qualquer impasse ou politicamente correto desce rodando em círculos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8503947920113455016-5116149380816539105?l=nopobrems.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nopobrems.blogspot.com/feeds/5116149380816539105/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8503947920113455016&amp;postID=5116149380816539105&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8503947920113455016/posts/default/5116149380816539105'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8503947920113455016/posts/default/5116149380816539105'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nopobrems.blogspot.com/2010/09/tampa-florida.html' title='TAMPA, FLÓRIDA'/><author><name>Carlos Jazzmo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00788566230433957486</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_Xt8nu0HhGj0/S6bTOb3S4WI/AAAAAAAAAGY/1ZRv0409K6s/S220/carao2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8503947920113455016.post-5410468544914923935</id><published>2010-08-27T14:48:00.005-03:00</published><updated>2010-08-27T15:04:10.781-03:00</updated><title type='text'>HORÁRIO ELEITORAL ELITISTA</title><content type='html'>&lt;br&gt;Amigo brasileiro, &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;você me conhece. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desta vez, venho aqui falar diretamente às elites mais elites das elites. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez você não me compreenda desta vez. Ainda assim, eu digo: confie. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou não confie. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas deixa eu me adiantar, caro amigo eleitor, porque o tempo do candidato adversário, do parcial - digo, do &lt;em&gt;partido&lt;/em&gt; adversário - concentra mais investimentos e tem mais tempo na TV, já que tem mais gente eleita pelo discurso dos seus sócios e coisa e tal. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amigo brasileiro, amigo da elite, você já sabe: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A GNOSE VAI ALÉM DA EPISTEME&lt;/strong&gt;. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então faça o que deve ser feito pelo nosso querido povo brasileiro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vote em mim, vote em quem for. Vote em si mesmo, tanto faz. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas use o que você mesmo prega: a gnose. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seja racional, seja pragmático, seja o que quiser. Mas você sabe que ela vai além da episteme. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A chave da violência, a gente já conheceu: é o sofrimento. A gente sabe disso. Porque a gnose vai além da episteme. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A chave do sofrimento, a gente também já conheceu: é a ausência (que os judeus chamam de inferno), esteja ela na dimensão em que quisermos considerá-la: material, espiritual, intelectual, moral, estética etc.   &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pratique todos os chacras, caro amigo da elite mais elite das elites. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A gnose vai além da episteme. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você sabe disso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No dia 3 de outubro, &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;NULO&lt;/strong&gt; &lt;em&gt;Leal Maia&lt;br /&gt;Número 00 &lt;strong&gt;(PG)&lt;br /&gt;Partido da Gnose&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vote nos deputados, senadores, vereadores e síndicos do Partido da Gnose.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Este texto é amparado pela lei eleitoral recentemente aprovada em Brasília, que autoriza os súditos brasileiros a fazerem piadas sérias e não sérias sobre política em tempos de eleições. Se a lei for revogada, retiro o texto do ar no mesmo momento. Não acredito em embates com o rei, seja ele quem for, seja qual for o tempo, seja qual for o pedaço de terra em que habitemos, seja ele denominado feudo ou Estado Nacional. Acredito em homens de boa-vontade agindo de boa fé a partir do poder que detêm nas mãos. Qualquer idéia diferente disso, esteja amparada no cabedal teórico mais complexo que for, será apenas um teatro. &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8503947920113455016-5410468544914923935?l=nopobrems.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nopobrems.blogspot.com/feeds/5410468544914923935/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8503947920113455016&amp;postID=5410468544914923935&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8503947920113455016/posts/default/5410468544914923935'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8503947920113455016/posts/default/5410468544914923935'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nopobrems.blogspot.com/2010/08/horario-eleitoral-elitista.html' title='HORÁRIO ELEITORAL ELITISTA'/><author><name>Carlos Jazzmo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00788566230433957486</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_Xt8nu0HhGj0/S6bTOb3S4WI/AAAAAAAAAGY/1ZRv0409K6s/S220/carao2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8503947920113455016.post-2619048702959843744</id><published>2010-08-26T00:21:00.004-03:00</published><updated>2010-08-26T00:29:29.166-03:00</updated><title type='text'>HOOKAH</title><content type='html'>&lt;br&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_Xt8nu0HhGj0/THXdzYz1ApI/AAAAAAAAAHw/wRql037dAnY/s1600/caterpillar.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 274px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_Xt8nu0HhGj0/THXdzYz1ApI/AAAAAAAAAHw/wRql037dAnY/s400/caterpillar.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5509553594060571282" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;- &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=WANNqr-vcx0&amp;feature=related"&gt;Feed your head&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8503947920113455016-2619048702959843744?l=nopobrems.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nopobrems.blogspot.com/feeds/2619048702959843744/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8503947920113455016&amp;postID=2619048702959843744&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8503947920113455016/posts/default/2619048702959843744'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8503947920113455016/posts/default/2619048702959843744'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nopobrems.blogspot.com/2010/08/hookah.html' title='HOOKAH'/><author><name>Carlos Jazzmo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00788566230433957486</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_Xt8nu0HhGj0/S6bTOb3S4WI/AAAAAAAAAGY/1ZRv0409K6s/S220/carao2.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_Xt8nu0HhGj0/THXdzYz1ApI/AAAAAAAAAHw/wRql037dAnY/s72-c/caterpillar.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8503947920113455016.post-2135580407610432818</id><published>2010-08-14T10:44:00.006-03:00</published><updated>2010-08-14T11:06:09.458-03:00</updated><title type='text'>PITÁGORAS E O AVATAR</title><content type='html'>&lt;br&gt;"Os Números-Mestres são uma oitava superior dos números simples" - Pitágoras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma oitava acima. Nem preciso dizer que entendo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É, a curiosidade pode ter matado o gato, mas, antes disso, certamente o levou a vários lugares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes de mais nada, meu número-mestre é 33. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;15/03/1977 = 1 + 5 + 3 + 1 + 9 + 7 + 7 = 33. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Em relação ao número-mestre 33, o número dos mestres de luz e avatares, chega a ser prolixo ter que falar de um número como este, tamanha sua repercussão em todo o meio esotérico. Quem quiser saber mais, basta procurar que vai achar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda assim, há a citação: “Uma vez que a consciência do 33 quase ultrapassa a da humanidade e é semelhante à de Cristo em expressão, um lugar em meio ao clero ou o sacerdócio poderia conduzi-lo ao reino dos seus sonhos, como um salvador do mundo.” (Javane, Faith e Bunker, Dusty, A numerologia e o triângulo divino, 15ª edição. São Paulo: Pensamento. 1979. p. 29). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se você tem um número-mestre em sua data de nascimento, e principalmente o 33 (o número dos mestres cósmicos e avatares), talvez seja o tempo de parar, analisar sua vida e ver se realmente está fazendo aquilo que sente que deveria fazer".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, clero eu não diria - associado a que Igreja? &lt;br /&gt;De qualquer forma, preciso reler sobre &lt;strong&gt;sadvipras&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Parar, analisar e ver já está rolando. É como diz uma amiga: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"tu pára, tu pensa, tu pira". &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Número da Lição de Vida: calcule o seu. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;A data de nascimento de mestres cósmicos e avatares&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Por rudyrafael&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A numerologia esotérica, criada por Pitágoras, é a ciência da compreensão de toda a manifestação cósmica através dos números. Tudo que existe, cada palavra, cada nome, vibra de acordo com o seu número e cada número tem o seu próprio significado. Pitágoras identificou a função dos números na escola do macro e do microcosmos. No macro, através da aplicação dos princípios universais, as leis cósmicas, e no micro, como características pessoais e reflexos da escala cósmica dentro de cada individualidade. Assim como na astrologia a carta natal (“mapa astral”) utiliza o momento exato do nascimento da pessoa (data, horário e local de nascimento), na numerologia existe o número de Lição de Vida, que é o número baseado na data de nascimento da pessoa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O número da Lição de Vida representa a missão maior de cada pessoa na Terra. É através deste número que a pessoa deve orientar a escolha dos seus caminhos para que possa cumprir sua missão. Existe a missão, porém, existe o livre-arbítrio. Todos nós nascemos pré-dispostos a algo e o que impede de haver a pré-destinação é justamente o livre-arbítrio. Esta pré-disposição decorre de vários fatores, como méritos e débitos kármicos, lições e missões e etc. Ex.: você nasce pré-disposto a ficar com determinada pessoa no campo afetivo, mas você pode escolher não ficar com esta pessoa. Pode achar que ela mora muito longe, que ela é muito pobre, muito feia e exercer o livre-arbítrio da forma que você quiser. É o número de Lição de Vida o momento de nascimento, o momento onde há o influxo da energia e da consciência cósmica em cada um de nós, no momento que respiramos e há a animação do corpo pela alma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na numerologia, existem outros números como os que são baseados no nome da pessoa; porém, o nome pode ser alterado (vários artistas fizeram isso, como Jorge Ben que virou “Jorge Ben Jor”, Marina que virou “Marina Lima” entre outros). O número de lição de vida é o único número que não pode ser modificado. É o número de onde há decreto cósmico para a vida de cada pessoa. Pode-se mudar o nome, mas não a data de nascimento. Este decreto cósmico também confere a cada um dom para guiar o seu destino. Sua missão, suas pré-disposições. É o desafio de cada uma, a lição que cada aprenderá ao cumprir a missão para o qual veio. É o professor que aprende ensinando, é o instrutor que ensina e aprende com o aprendiz. Todos nós temos algo a aprender, não há ninguém que não tenha algo a ensinar e ninguém que não tenha algo a aprender.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No cálculo da numerologia há a redução dos números, onde sempre vai se reduzir o número até que fique somente em um único digíto. Ex.: 19 = 1 + 9 = 10 -&gt; 1 + 0 = 1. Entretanto, existem 4 dígitos duplos que não são reduzidos. São os chamados “números-mestre”. São números mais fortes que representam mais oportunidades de expressão e poder, entretanto, obedecendo o equilíbrio cósmico, existe cobrança maior. Existe um provérbio místico que diz: “A quem muito é dado, muito será cobrado”. E, pessoas com números-mestre, precisam ter um esforço maior para expressar as forças destes números pelo qual são regidas. São os números-mestre: 11, 22, 33 e 44 (alguns numerólogos consideram  55, 66, 77, 88 e 99 como números-mestre também, mas são minoria).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Importa ressaltar que o número-mestre nem sempre tem sua função manifesta na vida de uma pessoa. Quer dizer: não é por ter um número-mestre que a pessoa seja melhor que outrem. Tudo depende da pessoa. Para saber quem manifesta verdadeiramente a força do número, basta seguir o ensinamento de Jesus: “pelos frutos conhecereis a árvore”. É natural que uma pessoa que exerça a força e energia do número-mestre terá um diferencial, se não tem, é porque não manifesta esta energia (isso se vê nas pessoas sem talento e genialidade alguma, que não fazem a diferença em nada e que vivem suas vidas como todas as outras). Ocorrendo isso, deve-se reduzir novamente o número. Ex.: 11 = 1+1 = 2, 22 = 2+2 = 4 e etc. Como possibilidades de números da lição de vida (data de nascimento) tem-se: 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9, 11, 22, 33 e 44.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O cálculo, se faz assim: Suponhamos que alguém nasceu em 02 de março de 1.962 (02 de março de 1.962 = 02/03/1962). Você soma todos os números = 2 + 3 + 1 + 9 + 6 + 2 = 23. Como não é um número-mestre (11, 22, 33, 44 (55, 66, 77, 88 e 99 para outros também)), você reduz mais uma vez = 2 + 3 = 5. O número da lição de vida desta pessoa é 5. A minha data de nascimento é 05 de agosto de 1.982 (05/08/1982). Somando: 5 + 8 + 1 + 9 + 8 + 2 = 33. Como é um número-mestre, não se reduz. O meu número de lição de vida é 33. Deixo aqui uma descrição dos números-mestre, da numeróloga Lyndha de Araújo (o número relacionado à maestria espiritual e a função de Avatar é o 33).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Os Números Mestres:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São uma oitava superior dos números simples. Esses números são interpretados em um mapa, em condições especiais, geralmente em adultos, pois uma criança não consegue lidar com a energia dos números mestres nos primeiros anos de vida. Algumas pessoas que os possuem, podem estar totalmente inconscientes de seu potencial, e até  expressando o lado negativo deles. Os números mestres têm muita força quando aparecem nas posições básicas de um mapa numerológico. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;11 Idealista – Positivo: Intuição, perfeccionismo, simpatia, paciência, humanitarismo, espiritualidade, percepção extra-sensorial, clarividência. Negativo: Desonestidade, fanatismo, desorientação, mesquinhez, preguiça. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;22 Construtor – Positivo: Potencial para conquistar finanças e influência, lealdade, culto, prático Negativo: Indiferença a humanidade, manipulação, excesso de vaidade, frieza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;33 Líder – Positivo: Controle de suas emoções, harmonia, capacidade de comando, mestre espiritual, avatar. Negativo: Insensibilidade, excentricidade, violência, futilidade, frieza.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;44 Eficiência – Positivo: Poder de cura, solução para os problemas alheios, controle mental. Negativo: Mau uso das atividades mentais, apossar-se de idéias e projetos alheios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em relação ao número-mestre 33, o número dos mestres de luz e avatares, chega a ser prolixo ter que falar de um número como este, tamanha sua repercussão em todo o meio esotérico. Quem quiser saber mais, basta procurar que vai achar. Ainda assim, há a citação: “Uma vez que a consciência do 33 quase ultrapassa a da huumaniade e é semelhante à de Cristo em expressão, um lugar em meio ao clero ou o sacerdócio poderia conduzi-lo ao reino dos seus sonhos, como um salvador do mundo.” (Javane, Faith e Bunker, Dusty, A numerologia e o triângulo divino, 15ª edição. São Paulo: Pensamento. 1979. p. 29). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se você tem um número-mestre em sua data de nascimento, e principalmente o 33 (o número dos mestres cósmicos e avatares), talvez seja o tempo de parar, analisar sua vida e ver se realmente está fazendo aquilo que sente que deveria fazer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;copiado na íntegra &lt;a href="http://rudyrafael.wordpress.com/"&gt;daqui&lt;/a&gt;. &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8503947920113455016-2135580407610432818?l=nopobrems.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nopobrems.blogspot.com/feeds/2135580407610432818/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8503947920113455016&amp;postID=2135580407610432818&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8503947920113455016/posts/default/2135580407610432818'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8503947920113455016/posts/default/2135580407610432818'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nopobrems.blogspot.com/2010/08/pitagoras-e-o-avatar.html' title='PITÁGORAS E O AVATAR'/><author><name>Carlos Jazzmo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00788566230433957486</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_Xt8nu0HhGj0/S6bTOb3S4WI/AAAAAAAAAGY/1ZRv0409K6s/S220/carao2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8503947920113455016.post-311563024031792558</id><published>2010-08-08T15:57:00.005-03:00</published><updated>2010-08-08T17:03:35.044-03:00</updated><title type='text'>KARMA POLICE</title><content type='html'>&lt;br&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=l9tQw4dD6Q4"&gt;Karma Police&lt;/a&gt;, &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;for a minute there, I lost myself. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_Xt8nu0HhGj0/TF8CvH3h0NI/AAAAAAAAAHo/z22CShgbOdc/s1600/wheeloflife.bmp"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 300px; height: 400px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_Xt8nu0HhGj0/TF8CvH3h0NI/AAAAAAAAAHo/z22CShgbOdc/s400/wheeloflife.bmp" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5503120278259093714" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por um minuto, me perdi. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perdi tempo, paz, um pedacinho da aventura terrestre, magoei meu semelhante, feri a mim mesmo, fiz a festa na lata de lixo da existência. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perdi, ganhei. Ganhei a perda e ganhei a própria aventura terrestre, tão... intensamente adjetivável. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fui eu, na santa, distraído para o &lt;a href="http://www.buddhanet.net/wheel2.htm"&gt;monstro da impermanência&lt;/a&gt;. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Graur!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para cima. Para cima. Sempre nadando para cima. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aí vem o acaso e me diz, entre conversas de taxistas, que soam como instrumentos afinados da lógica universal, emitindo cada um em sua vez, no ponto e no horário certinho, dirigidos a mim, que estou sentado exatamente no camarote que me foi destinado, de olhos e ouvidos atentos, reunindo cada vírgula e cada coincidência: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Muitas pessoas são hipersensíveis. Elas não podem suportar barulho, agressão e o ritmo apressado da sociedade moderna. Geralmente sofrem de distúrbios psicossomáticos e insônia. Aquilo que os outros aceitam como certo, como ir a festas de família, por exemplo, para elas é uma tarefa difícil. Muitas vezes, fazer algo que outras pessoas consideram normal pode ser uma tragédia para elas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando crianças, elas geralmente são mal compreendidas e subestimadas. Como têm dificuldade para se defenderem e entram facilmente em devaneio, o período escolar é difícil para elas. Construir uma carreira e tornar-se bem sucedido de acordo com os padrões da sociedade não funciona para essas pessoas. Bem ou mal, elas acabam progredindo mais ou menos à margem da sociedade, pois participar das atividades predominantes no meio social é, para elas, cansativo e debilitante. Devido a tudo isto, a auto-imagem dessas pessoas não é das mais positivas; muitas vezes elas se sentem inseguras e inferiores. Seus pensamentos são sombrios e podem se repetir indefinidamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É lógico que esta imagem é um tanto exagerada. Entretanto, muitas pessoas se reconhecerão parcialmente nesta descrição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vamos agora focalizar alguns dos traços positivos das pessoas hipersensíveis. Elas apreciam a paz e a serenidade e anseiam por viver em harmonia com seus companheiros humanos. São sensíveis à beleza, especialmente a da natureza. São muito empáticas e abertas à espiritualidade. Possuem uma imaginação muito rica. Para surpresa delas mesmas, pessoas que estão em dificuldades são naturalmente atraídas a elas e lhes pedem conselhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que acontece com essas pessoas? A resposta é que elas não são apenas hipersensíveis, elas são altamente sensíveis. De fato, elas são anjos disfarçados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O QUE É ALTA SENSIBILIDADE?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos os seres vivos emitem uma certa vibração ou aura: as flores, o sol, as pessoas, os animais, as plantas, e inclusive a sociedade humana como um todo. Você é altamente sensível quando a sua vibração, a sua aura, é mais refinada e delicada do que a vibração da sociedade humana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imagine um anjo radiante e belo descendo do Céu para nascer num corpo humano, numa metrópole moderna. Este anjo tem dificuldade para lidar com o barulho, o caos e a feiúra do mundo à sua volta. Onde está a serenidade e a beleza da natureza? Onde estão as flores? Onde está o conhecimento interior profundo, o sentido de unidade com o cosmos? O anjo se sente frustrado e hostilizado. O mundo ao seu redor não o alimenta nem o reconhece. O anjo começa a pensar que há algo de errado com ele e torna-se triste e deprimido. Como não se sente à vontade aqui, ele se recolhe e anseia vagamente por uma outra realidade. As pessoas à sua volta consideram-no um sonhador que não quer encarar os fatos da vida. A luz do anjo diminui. E ele, que no começo era altamente sensível, se torna hipersensível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;VOCÊ PODE SE PERGUNTAR POR QUE ESSE ANJO ENCARNOU NA TERRA.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitos anjos estão encarnados na Terra e cada anjo tem seu próprio motivo para estar aqui. Mas existe um motivo geral: para ajudar a Terra. Através da presença de todos esses anjos, a sociedade humana como um todo adquire mais luz e sensibilidade. A presença angélica eleva a vibração do mundo. Isto acontece especialmente quando os anjos se lembram quem são e quando sua autoconfiança é restaurada. É então que a luz deles realmente brilha!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;AGORA IMAGINE QUE VOCÊ É ESSE ANJO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que você pode fazer para se tornar radiante outra vez, para transformar sua hipersensibilidade em alta sensibilidade?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1o PASSO – RECONHEÇA QUE VOCÊ É UM ANJO.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Reconheça que você é um anjo e não tenha medo de mostrá-lo. Acredite na sua própria luz, nas suas capacidades criativas e supere seu medo de se expor. Este é o primeiro passo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como fazer isto? É importante conectar-se com a espiritualidade. Veja o mundo de uma perspectiva espiritual, lembre-se do reino atemporal de amor e beleza de onde você veio e ao qual pertence. Você sempre esteve em contato com essa realidade sutil, etérica. Agora dê mais um salto e acredite realmente que ele existe. No momento em que se conecta com ele, você também se conecta com sua própria essência interior e começa a perceber quem você realmente é. Você se lembra que sua consciência é eterna e que é uma fonte magnífica de luz e criatividade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No momento em que se sente parte desse outro reino, que é o seu verdadeiro lar, o julgamento da sociedade humana a seu respeito torna-se muito menos pesado para você. Você compreende que sua estadia aqui é apenas temporária e que um dia esta sociedade frenética e caótica desaparecerá e dará lugar a uma sociedade mais pacífica, harmoniosa e feliz. O que a sociedade atual pensa de você e espera de você não é mais tão importante. O mais importante é o que você veio fazer aqui, como você vai manifestar a sua luz neste mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao compreender e sentir a sua verdadeira origem, você acende sua própria luz. A luz é criativa e transformadora. Você percebe que o ambiente ao seu redor começa a lhe responder de maneira diferente. A vida flui com mais facilidade e as pessoas o levam mais a sério. Você deu um primeiro passo fundamental na transição da hipersensibilidade para a alta sensibilidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2o PASSO – CONSCIENTIZE-SE DA SUA ENERGIA MASCULINA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você só é capaz de doar verdadeiramente a sua luz aos outros, se também for capaz de não doá-la. Se você não consegue dizer “não” para as pessoas, o seu “sim” não tem nenhum sentido. Aprender a estabelecer limites e se defender é essencial. Se não fizer isto, sua energia fluirá por um poço sem fundo e você se sentirá permanentemente fraco e esgotado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para impedir que isto aconteça, você precisa entrar em contato com a sua energia masculina. Muitas pessoas que estão voltadas para a espiritualidade possuem uma imagem negativa da energia masculina, associando-a com violência, opressão e agressividade e considerando-a não espiritual. Como resultado desta atitude negativa diante da energia masculina, muitas pessoas voltadas para a espiritualidade e hipersensíveis sentem-se privadas do seu poder e incapazes de se defenderem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A solução é entender que não há nada de errado com a energia masculina em si; o que causa problemas é o desequilíbrio entre o masculino e o feminino. Ao enxergarem a energia masculina como inferior, muitas pessoas debilitam a sua própria força. Isto acontece particularmente com as mulheres sensíveis. Se você está passando por um processo de crescimento espiritual, é especialmente importante que se conecte com sua energia masculina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Logo que der o 1o PASSO e se tornar mais consciente de quem realmente é, você começará a se distinguir energeticamente do seu ambiente. Sua luz será notada. Isto atrairá para você o que eu chamo de sanguessuga de energia. São pessoas ou outras entidades, como por exemplo a empresa onde você trabalha, que se alimentarão da sua energia. Elas o despojam da sua energia sem lhe dar nada em troca. Se você não for capaz de se proteger num ambiente como esse, estará em apuros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse ponto, você precisa usar a sua força masculina. Acolha a sua parte masculina, o seu homem interior, e confie nele. Deixe que ele tome a forma de uma espada na sua mão, que rompe os vínculos entre você e tudo que o priva da sua energia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma armadilha comum na utilização eficiente da espada da sua energia masculina é o conceito de igualdade: “Somos todos iguais, portanto eu não deveria me distinguir dos outros e deveria compartilhar o que tenho com eles.” A idéia de igualdade está correta até certo ponto. No nível da alma nós somos iguais. Entretanto, no nível da manifestação, não somos. Algumas pessoas são mais capazes de deixar sua luz interior brilhar do que outras. Quando não reconhecemos isto, deixamos o campo aberto para as sanguessugas de energia. As pessoas, em especial, que irradiam muita luz e têm muito para dar, deveriam se proteger. Esteja atento e perceba para quem ou para o que você dá a sua energia. Nem todos estão prontos para receber o que você tem para oferecer. Não deixe que a sua dádiva mais preciosa seja consumida por pessoas ou organizações que não condizem com a sua vibração. Use sua energia masculina para este propósito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3o PASSO – RECONHEÇA QUE A MÃE TERRA É SUA AMIGA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitas pessoas hipersensíveis têm uma certa resistência a viver na Terra. Essa resistência se deve, em parte, ao fato de elas não se sentirem à vontade na sociedade ocidental moderna. A energia da sociedade não se afina com a delas e elas se sentem hostilizadas por ela e querem ir embora. Inconscientemente, elas se lembram da sua herança espiritual e anseiam por voltar ao “lar”. Querem voltar à paz e à harmonia dos reinos celestes, que contrastam tão profundamente com o barulho, o medo, a agressividade e o anonimato da sociedade humana atual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além desta razão de sentirem resistência a viver na Terra, as pessoas sensíveis também têm intuições sobre o que aconteceu em suas vidas anteriores neste planeta. Geralmente carregam lembranças de guerra, perseguição e outras formas de agressão. Elas se lembram de terem tentado ser boas e fazer o bem na Terra e terem sido violentamente rejeitadas por isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para superar sua resistência a estar aqui, é importante diferenciar a energia da sociedade humana da energia da Terra em si. Para fazer isto, encontre um lugar bonito na natureza. Vá lá num final de semana, quando ele estiver tranquilo. Sinta a energia desse lugar, sinta a serenidade e a paz. Abra o seu coração para esse lugar na natureza e sinta todas as energias lá presentes. Além de você, existem espíritos da natureza, como fadas e duendes que trabalham em conjunto com a Terra. Agora sinta a própria Terra. Esta é a Terra para a qual você veio, a Terra que deseja se aproximar de você e quer ampará-lo. Abra o seu coração para a energia e o amor dela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entrando nessa conexão com a Terra, você é capaz de assumir verdadeiramente o seu lugar aqui e irradiar sua luz neste mundo. Você pode mudar o mundo e torná-lo mais bonito. Existe um lugar para você na Terra onde se sentirá em casa. Este lugar se tornará um farol de luz que transformará o mundo ao seu redor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PESSOAS HIPERSENSÍVEIS SE ESCONDEM DO MUNDO.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PESSOAS ALTAMENTE SENSÍVEIS IRRADIAM LIVREMENTE SUA LUZ NO MUNDO.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4º PASSO – USE SUA ENERGIA FEMININA PARA SE TORNAR AINDA MAIS SENSÍVEL.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sua energia feminina pode fazer a diferença entre ter medo de alguém e amar alguém. Ela o capacita a olhar por trás da máscara que a pessoa está usando e enxergar sua vulnerabilidade. Em nossos corações, somos todos bons. Deus está no coração de todo mundo. Você pode usar sua energia feminina para se tornar ainda mais sensível, de modo a usar sua empatia para realmente entender o que é estar na pele de outra pessoa. Perceber o outro desta maneira pode ajudar você a compreender as observações e comportamentos ofensivos dele. Pode ajudar você a liberar tudo isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isto se torna possível quando sua energia interna masculina é suficientemente forte para proteger seu lado feminino. Quando ficamos magoados com algo que outra pessoa falou para nós, geralmente não nos magoamos com as palavras em si, mas com a nossa própria interpretação exageradamente sensível dessas palavras. Muitas vezes as pessoas não têm a intenção de nos ferir, o que geralmente acontece é que elas deixam escapar alguma coisa que não era dirigida a nós pessoalmente. Sua energia masculina pode ajudá-lo a não se ofender, a não tomar as coisas tão pessoalmente. Sua energia feminina pode ajudá-lo a sentir o que realmente está acontecendo no interior da outra pessoa. Ao usar o dom feminino da sensibilidade, podemos ver muitas luzes neste mundo escuro à nossa volta. Tornando-nos mais sensíveis, damos um passo na direção do coração dos nossos companheiros humanos, que geralmente é muito mais carinhoso e luminoso do que pensávamos. Quando percebemos a luz no coração do outro, esta luz brilhará mais forte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tornando-se ainda mais sensível, você não apenas adquire uma percepção mais profunda de quem a outra pessoa é, mas ela também passa a conhecê-lo melhor. Ela sente algo sensível, carinhoso e belo em você, que ela não tinha percebido antes. Quando você reconhece o outro, ele reconhece você. É assim que você começa a se sentir em casa na Terra;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SER UM ANJO É ESTAR EQUILIBRADO.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todo ser humano dá e recebe. Para permanecer espiritual e fisicamente saudável, precisamos estar em equilíbrio com o meio em que vivemos. O fluxo de doação e o fluxo de recebimento devem estar em equilíbrio. No momento em que irradiamos mais da nossa luz, fazemos a transição da hipersensibilidade para a alta sensibilidade. Então nos tornamos o anjo que somos e o fluxo de doar aumenta. Nós emitimos uma luz linda e criativa e a compartilhamos com o nosso ambiente, geralmente sem sabê-lo. A energia que doamos ao mundo quer voltar para nós, na forma de abundância física.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isto causa problemas em muitos sensitivos. A pessoa hipersensível geralmente não acredita que a vida possa ser bela, rica e abundante para ela, pois sente que isso não seria justo, que ela não merece isso, e assim bloqueia o fluxo de recebimento que quer vir até ela. As tradições religiosas, que ensinam que é melhor dar do que receber, ou que é pecado ter prazer, apóiam esta linha de pensamento. O medo e a dúvida afastam a abundância natural que deseja vir para o seu caminho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esteja atento a isto. Verifique se você está realmente aberto ao que o universo gostaria de lhe dar, a todo o amor que está aí para você. Enquanto não disser “sim’ para o que o universo quer lhe enviar, você não terá verdadeiramente dito “sim” para si mesmo. Diga um “sim” sonoro e amoroso para si mesmo. Então o fluxo de recebimento na sua vida se tornará natural para você".&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;em&gt;Copyright © Jeshua.net&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os Direitos Autorais deste artigo pertencem a Jeshua.net. É dada permissão para cópia e distribuição do mesmo, sob a condição de que o endereço www.jeshua.net seja incluído como fonte e que este artigo seja distribuído livremente.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Oquei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Consta que hoje, dia 08/08, assim como dia 01/01, é dia de Rochel, o anjo do meu aniversário, cujo príncipe é Gabriel. Suas outras datas são 20/10 e 27/05. Dizem que Rochel pertence a uma categoria de anjos cuja aparência depende de como o imaginamos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gosto de imaginá-lo bem. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seja bem-vindo, meu irmão e amigo. &lt;br /&gt;És aguardado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8503947920113455016-311563024031792558?l=nopobrems.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nopobrems.blogspot.com/feeds/311563024031792558/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8503947920113455016&amp;postID=311563024031792558&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8503947920113455016/posts/default/311563024031792558'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8503947920113455016/posts/default/311563024031792558'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nopobrems.blogspot.com/2010/08/karma-police.html' title='KARMA POLICE'/><author><name>Carlos Jazzmo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00788566230433957486</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_Xt8nu0HhGj0/S6bTOb3S4WI/AAAAAAAAAGY/1ZRv0409K6s/S220/carao2.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_Xt8nu0HhGj0/TF8CvH3h0NI/AAAAAAAAAHo/z22CShgbOdc/s72-c/wheeloflife.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8503947920113455016.post-6163845875031435081</id><published>2010-07-28T12:50:00.005-03:00</published><updated>2010-07-28T13:38:25.637-03:00</updated><title type='text'>A MATÉRIA</title><content type='html'>&lt;br&gt;Tente flagrar-se, em algum momento, longamente entretido com suas especulações e fabricações mentais. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tente perceber-se totalmente distraído do mundo em volta há minutos. Se forem horas, tanto melhor. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aí olhe em volta. Perceba a mesa, a cadeira, o chão, as paredes. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como a matéria é dura, lenta, burra, não é?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como as coisas demoram mais tempo para acontecer - para serem criadas ou transformadas - no mundo da matéria, não é?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como tudo pressupõe um choque, uma queima, uma força, uma dor, não é?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois é. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A matéria. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu tenho um pequeno modelo sobre o universo, modelo ao qual cheguei há um par de anos. Esse modelo pretensamente explica até desdobramentos das idéias de Einstein.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tomamos como verdade, por exemplo, que: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;e = mc2&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Onde 'e' = energia;&lt;br /&gt;     'm' = massa;&lt;br /&gt;     'c' = velocidade da luz no vácuo ao quadrado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sendo assim: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;m = e/c2&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou seja: a massa dos corpos é a energia (do big bang?) sendo filtrada pela resistência que o meio oferece a sua difusão. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como assim? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ora, a luz é onda, mas é também partícula. Partículas de luz que sejam atiradas, em fila, em uma determinada direção, podem encontrar o atrito do ar, ou da poeira, ou de obstáculos ainda maiores à sua propagação. Podem literalmente ficar engarrafadas, como automóveis em um sinal de trânsito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Claro, não é? Pois trace círculos concêntricos a partir do tal do 'big bang' - Brahma, para alguns. Cada círculo mais &lt;strong&gt;externo&lt;/strong&gt; tem menor concentração de 'matéria'. Logo, ali, a luz se difunde mais rápido. Qualquer ser que habite ali terá massa &lt;strong&gt;menor&lt;/strong&gt; que a nossa, embora concentre muito mais energia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto mais &lt;strong&gt;próximo&lt;/strong&gt; ao big bang, por outro lado, maior é a densidade do meio e mais lenta é a propagação da luz. Ali, o fator 'c' da equação terá valor menor. Ali, a massa das coisas, dos seres, de tudo, é bastante &lt;strong&gt;maior&lt;/strong&gt; do que em regiões mais afastadas do universo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E eu vejo mais: eu vejo que, do outro lado de um buraco negro, existe um quasar, jorrando para um meio mais rarefeito a energia que é sugada, pelo buraco negro, de um meio de densidade mais concentrada. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Onde está o big bang? Onde está sentado Brahma, irradiando cópias de si mesmo para todos os lados, como o Sol, como os profetas solares, como todos os messias, como Jesus, como os enviados, os ungidos, os literalmente iluminados?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Brahma está sentado no ponto de onde despontam todos os quasares. Todos os jatos de energia que Brahma lança por através das paredes, empurrando a matéria cada vez mais para fora, cada vez mais para longe de si, expandindo a criação, repetindo seus desenhos em escalas cada vez maiores, até o ponto em que seus próprios filhos olham em volta e não conseguem mais ligar os pontinhos, caindo no equívoco máximo de, em suas observações, concluir que o universo é escuro, quando, na verdade, é apenas desenhado em uma tela grande demais.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É tudo como atirar um ovo cru sobre o chão. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A gema fica no centro, enquanto a clara, mole, vai se espalhando. Lá na periferia, há apenas gotas de clara, e não a massa espessa que se encontra próximo à gema, central, amarela, concentrada, de onde escorre o conteúdo líquido, que vai rareando até as bordas daquela sujeira. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim é o universo, segundo eu vejo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto à consciência, resta-me uma questão: ou a consciência é feita de uma partícula bastante mais leve do que a que compõe a matéria ou estamos realmente tratando de um universo holográfico. Porque a consciência e a matéria coexistem. Que a matéria - ou a percepção do sólido - é pura questão geométrica, isso me parece claro. O que fascina e intriga é a coexistência entre a velocidade e a lentidão. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até o momento, essa e outras questões me levam a crer que a consciência é emanada do big bang ou de Brahma neste exato momento, enquanto a matéria já foi lançada em um momento anterior do espaço, recebendo a consciência praticamente como um sinal de rádio. A estação está lá, o aparelho está aqui, sentado diante da máquina, digitando quase que por psicografia essas tão mal-traçadas linhas.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Será tudo realmente a pineal? Nossa antena, o terceiro olho?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se tem algo que me chateia na idéia da morte, a morte como a compreendemos, humanos, é o fato de não poder trocar umas idéias com certas figuras que já se foram. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas e você, cara mesa? Tem algo a acrescentar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E a mesa silenciou e o velho homem sentou-se diante dela e dedicou os últimos vinte anos de sua vida a simplesmente contemplá-la, até que extraísse dali tudo o que uma mesa poderia lhe ensinar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8503947920113455016-6163845875031435081?l=nopobrems.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nopobrems.blogspot.com/feeds/6163845875031435081/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8503947920113455016&amp;postID=6163845875031435081&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8503947920113455016/posts/default/6163845875031435081'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8503947920113455016/posts/default/6163845875031435081'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nopobrems.blogspot.com/2010/07/materia.html' title='A MATÉRIA'/><author><name>Carlos Jazzmo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00788566230433957486</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_Xt8nu0HhGj0/S6bTOb3S4WI/AAAAAAAAAGY/1ZRv0409K6s/S220/carao2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8503947920113455016.post-2825908318434681307</id><published>2010-07-26T15:41:00.004-03:00</published><updated>2010-07-26T15:49:14.951-03:00</updated><title type='text'>PERIGO: CORRENTEZA</title><content type='html'>&lt;br&gt;Quando você desce, a sensação é de afogamento seco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O céu vai ficando mais longe, a visão vai turvando pela cor incolor da água, as figuras vão parecendo mais distantes, o repuxo que te leva ao fundo parece até natural, de tão constante e aparentemente autônomo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você chega a cogitar que não haja problema em seguir com ele, enquanto ele se impuser sobre você. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vamos descendo, que mal há nisso? Em instantes, a maré se inverte e tudo volta à superfície.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você sente que recomeçou um movimento de subida quando quem estava a seu lado agora te puxa para baixo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É o primeiro sintoma. De repente, você sente que está emergindo. Sente-se minimamente em paz, no mínimo flutuando sob a corrente, não mais descendo, não mais se embolando com o sal. Até que reaparece alguém, uma companhia do momento anterior, e, parecendo fazê-lo até por maldade, te chama a atenção para o tanto de água que ainda há sobre suas cabeças. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é por maldade. Não é dirigido a você. É uma mão estendida, nervosa, unhando qualquer rocha que haja em volta, clamando por algo concreto que a ajude a apoiar-se e subir. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é à toa que os salva-vidas das praias têm todo um treinamento para não transformar apoio em alavanca. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque o que faz subir não pode ser obrigado a descer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se algo te puxa para baixo, é porque está abaixo mesmo. Ficou abaixo agora, quando você começou a subir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora o ar é denso. Meu atman ressente o atrito. Subir é quase mesmo como contrariar a espuma das ondas e guardar o pulmão endurecido, calado, na fé de que a superfície chegue logo, antes que o diafragma contraia e relaxe involuntariamente, o que acabaria por deixar o corpo se inflar por completo de água salgada. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para cima. Para cima. Sempre nadando para cima.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8503947920113455016-2825908318434681307?l=nopobrems.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nopobrems.blogspot.com/feeds/2825908318434681307/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8503947920113455016&amp;postID=2825908318434681307&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8503947920113455016/posts/default/2825908318434681307'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8503947920113455016/posts/default/2825908318434681307'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nopobrems.blogspot.com/2010/07/perigo-correnteza.html' title='PERIGO: CORRENTEZA'/><author><name>Carlos Jazzmo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00788566230433957486</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_Xt8nu0HhGj0/S6bTOb3S4WI/AAAAAAAAAGY/1ZRv0409K6s/S220/carao2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8503947920113455016.post-4655500853460605373</id><published>2010-07-23T18:56:00.004-03:00</published><updated>2010-07-23T19:01:40.795-03:00</updated><title type='text'>DE GANHAR A PERDA</title><content type='html'>&lt;br&gt;Fácil é desapegar-se de algo cujo valor não se conhece. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Difícil é aquinhoar o valor na ausência da ausência. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A presença tende a anular-se. Só a ausência é presente. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conviver com a presença da ausência é bem diferente de conviver com a ausência tão típica da presença.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8503947920113455016-4655500853460605373?l=nopobrems.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nopobrems.blogspot.com/feeds/4655500853460605373/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8503947920113455016&amp;postID=4655500853460605373&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8503947920113455016/posts/default/4655500853460605373'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8503947920113455016/posts/default/4655500853460605373'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nopobrems.blogspot.com/2010/07/de-ganhar-perda.html' title='DE GANHAR A PERDA'/><author><name>Carlos Jazzmo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00788566230433957486</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_Xt8nu0HhGj0/S6bTOb3S4WI/AAAAAAAAAGY/1ZRv0409K6s/S220/carao2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8503947920113455016.post-1255812320945204260</id><published>2010-07-16T14:50:00.002-03:00</published><updated>2010-07-16T14:58:36.845-03:00</updated><title type='text'>PERGUNTE AO BEBÊ</title><content type='html'>&lt;br&gt;Casamentos homossexuais na Argentina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amigo, mesmo o pequeno espaço existencial dentro do qual você se crê agente de alguma coisa é pura construção de terceiros. Em caso de avanço, nenhum mérito deve ser conferido a você. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Se você nasce hoje em dia, mesmo que seja um daqueles foras-de-moda que ainda nascem por meios naturais, sem o rótulo de nenhum laboratório ou empresa farmacêutica, fatalmente vai precisar de uma escola, de uma faculdade, de cursos de extensão, de línguas; depois vai precisar de um emprego, de uma rotina que lhe ceife 80% do tempo, apenas a fim de mantê-lo dedicado àquela mesma rotina no dia seguinte; vai precisar encontrar uma pequena lacuna dentro do sistema que montaram e vai precisar convencer a si mesmo de que nasceu para fazer aquilo e apenas aquilo; vai precisar gostar de álcool, a fim de socializar com os outros 90% do mundo, que chegam a condenar e tentar desintegrar outras formas de entorpecimento; vai precisar acostumar os ouvidos ao tipo de música tosca que se veicula - a fim de gerar dinheiro fácil e vender subprodutos -, vai se conformar com a televisão emburrecedora, já que isso é de interesse de políticos e dos demais condutores da sociedade...&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Se nascer na Argentina, agora, pode dar de cara com dois pais. Ou duas mães. Ali, a sociedade resolveu aprovar o casamento entre pessoas do mesmo sexo. Antes já havia a adoção de crianças, um paliativo para as pessoas irresponsáveis que põem filhos no mundo como se lançassem um filme ou um sabonete novo no mercado. Ter filhos virou mais um "projeto" do homem moderno, o cânone máximo do egoísmo e da total desatenção. "Vou fazer um doutorado, me estabelecer, e depois parar por dois anos para ter filhos. Quero muito ser mãe". Pois agora a criança abandonada pode ser adotada por um casal homossexual. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Sou contra o direito da adoção? Sou contra o direito ao "casamento"? De maneira nenhuma. Em sua vida íntima, em seu microuniverso, cada um tem o direito de agir como bem entender, desde que isso não implique em tirania sobre a vida de terceiros. A questão que ainda me incomoda é pensar que o ser humano mantém a mesma ética de sempre: manda o mais forte. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Manda na política a máfia que se articula melhor, manda nos costumes a massa robotizada que representar a maior fatia de uma determinada população - sejam esses, por exemplo, vítimas dos discursos modernos e irresponsáveis, sejam as mesmas ovelhas religiosas de sempre -, mandam nas leis aqueles que nasceram antes... &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;A cada dia que passa, enquanto enxergo as pessoas levando vidas cada vez mais pobres e anestesiadas, perco um pouco do interesse e mesmo do respeito pelas fórmulas que o ser humano encontrou para se organizar em coletividade. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;São cada vez mais leis, regras, punições, vigilância, e há cada vez menos estofo dentro de cada dito cidadão. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rumamos para um estágio em que você não precisa realmente usar seu crânio para nada, a não ser para andar na linha. Andando na linha que terceiros lhe desenharam, você vai do berço ao túmulo sem ao menos precisar olhar para os lados. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sentiu carência? Invista seu dinheiro em um carro, arque com cinco anos inteiros de prestações e saia pelas ruas, sentindo-se no seu direito, infernizando o dia-a-dia dos outros cidadãos que, por serem menos 'espertos' no jogo de garantir o seu pirão primeiro, tentam pateticamente chegar ao trabalho em ônibus e vans improvisadas. Todos presos uns aos outros. Se não pelo coração, se não pela ética, se não pela inteligência, ao menos pelos para-choques e buzinas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sentiu novamente o vazio existencial? Entregue milhares de dinheiros nas mãos de uma companhia aérea e ganhe o direito de visitar a Terra Santa, lá em Israel. A Terra Santa já foi conquistada e está lá, cercadinha, esperando por você, sendo mantida à força, às custas de tantas outras pessoas que também deram a má sorte de nascer no planeta Terra, sob o comando daqueles que abocanharam primeiro o pote de ouro. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Hoje, há os direitos dos negros que querem comportar-se como os brancos sempre fizeram (e não querem mudar qualquer coisa estrutural que seja), há os direitos dos homossexuais, que querem aparecer em público e mendigar as mesmas migalhas de aprovação que toda a sociedade insiste em buscar nos ambientes mais sem sentido, há os direitos dos radicais de todos os lados - tanto os fundamentalistas islâmicos que apedrejam mulheres com cabelos à mostra quanto os outros fundamentalistas de uma pretensa "razão", que proíbem o uso de adereços religiosos, como na França atual, "pós-revolucionária".&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Há direitos para todos. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Ao mesmo tempo, não há direito para ninguém. Desde tempos imemoriais, o ser humano vive sob a ética de aproveitar as beiradas, enquanto o grosso do caldo é envenenado diariamente. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Sinceramente? Casem-se os que quiserem. Passem seus bens adiante o quanto quiserem. Um homossexual que luta para ser reconhecido por um "Estado" que nunca o contemplou é como a mulher do malandro, que apanha, mas que não conhece sua própria identidade enquanto não estiver sob a mira do cacete. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Cada vez que um homem de boas intenções pretende galgar algum degrau de poder sobre os demais, vê-se diante de dois caminhos: agir por fora, ignorando os ambientes que só têm relevância porque os homens assim decidiram, ou insistir no mesmo erro de todos os outros e fazer alianças que não apenas anulam a si mesmo, mas ainda garantem que os próximos inocentes, como os bebês argentinos, precisem abrir mão do dom da vida, que receberam sem nem saber do fato, e dedicar sua existência a tentar dirigir esses mesmos ambientes artificiais. Nascem conduzidos e estão condenados a tentar conduzir.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Como tentar me vencer em um jogo que é meu? Um jogo que eu mesmo inventei? Ainda que me vençam, terão a ingrata missão de manter o tabuleiro funcionando. Transformar-se-ão no que eu mesmo outrora fora. Que o digam os inúmeros candidatos da dita "esquerda", que passam décadas sendo sabotados pelo poder estabelecido, até que se cansem e aceitem oferecer a testa-de-ferro aos mesmos comandantes de sempre. Vencem eleições cheios de "aliados" e saem sem fazer qualquer diferença.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Apossar-se de um sistema é transformar-se naquele que o provê. Se um homem decide viver em regime de casal com outro homem, por que diabos vai usar referências católicas para enxergar a si mesmo? Por que diabos precisa da chancela de terceiros? E por que diabos terceiros poderiam negar-lhe isso?&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Hum, é claro. Porque o homem nasceu em uma sociedade que foi formada por aqueles mesmos valores. Ora, mas se sua própria individualidade já foi capaz de provar a insuficiência daquele modelo, por que perder tempo com ele? &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Cada vez que você tenta tomar as rédeas da sociedade para si, está se comportando como aqueles que tiraram as rédeas de suas próprias mãos, em um momento anterior. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Espere vinte anos e pergunte ao bebê se não é assim. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8503947920113455016-1255812320945204260?l=nopobrems.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nopobrems.blogspot.com/feeds/1255812320945204260/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8503947920113455016&amp;postID=1255812320945204260&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8503947920113455016/posts/default/1255812320945204260'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8503947920113455016/posts/default/1255812320945204260'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nopobrems.blogspot.com/2010/07/pergunte-ao-bebe.html' title='PERGUNTE AO BEBÊ'/><author><name>Carlos Jazzmo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00788566230433957486</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_Xt8nu0HhGj0/S6bTOb3S4WI/AAAAAAAAAGY/1ZRv0409K6s/S220/carao2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8503947920113455016.post-8384911221579001090</id><published>2010-07-08T20:17:00.004-03:00</published><updated>2010-07-08T20:23:29.042-03:00</updated><title type='text'>CONSELHO ETERNO PARA UM AMIGO REFÉM DAS MAZELAS DO CORAÇÃO</title><content type='html'>&lt;br&gt;O amor está em tudo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aí vai de você.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É, o amor está em tudo. Seu único limite será sua capacidade de amar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até onde ela vai? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que não falta por aí é gente e coisa querendo e precisando ser amada. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vai, amigo. Ama. &lt;br /&gt;Pega tudo e ama. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pega tudo e &lt;strong&gt;ama&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8503947920113455016-8384911221579001090?l=nopobrems.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nopobrems.blogspot.com/feeds/8384911221579001090/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8503947920113455016&amp;postID=8384911221579001090&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8503947920113455016/posts/default/8384911221579001090'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8503947920113455016/posts/default/8384911221579001090'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nopobrems.blogspot.com/2010/07/conselho-eterno-para-um-amigo-refem-das.html' title='CONSELHO ETERNO PARA UM AMIGO REFÉM DAS MAZELAS DO CORAÇÃO'/><author><name>Carlos Jazzmo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00788566230433957486</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_Xt8nu0HhGj0/S6bTOb3S4WI/AAAAAAAAAGY/1ZRv0409K6s/S220/carao2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8503947920113455016.post-4593198591433715083</id><published>2010-07-07T19:34:00.006-03:00</published><updated>2010-07-08T02:51:22.195-03:00</updated><title type='text'>FERRO NA BONECA</title><content type='html'>&lt;br&gt;Parar...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não tenho muito isso de parar. Ou de concluir, de ir até o fim. As coisas não têm fim. Você pode se dedicar a elas por mais ou por menos tempo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Colher os frutos é apenas questão de tempo, verdade, mas, se é verdade que há frutos que só se colhem depois de muito esforço, foco e dedicação, há outros que caem maduros já no primeiro instante. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saber colhê-los é também uma arte. São quase invisíveis, ainda que deixem um &lt;em&gt;aftertaste&lt;/em&gt; impressionante. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As coisas começam e se transformam em outras, ainda que essas sejam sua antítese. Um discurso, um silêncio. Um silêncio não é o fim de um discurso. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dó, ré, mi, silêncio, sol, si...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é um fim e um recomeço. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como se diz a respeito de certas ervas, que não são um destino e nem uma estrada, mas apenas um veículo, o silêncio não é um fim que implica em recomeço. É um cavalo que você monta para levantar a próxima bandeira já lá, bem mais adiante. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sobre as ervas e sobre o silêncio, os dois são como muletas. Um homem decrépito usa muletas, um aleijado usa muletas, mas um alpinista também. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo depende da altura do monte que se quer escalar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O silêncio é apenas uma longa e firme nota musical. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De todas as sete, o silêncio é a verdadeira oitava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É pluft, pluft, pluft, pluft, pluft&lt;br /&gt;É &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=kOyQKI3-SpI"&gt;ferro na boneca&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;É no gogó, neném.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8503947920113455016-4593198591433715083?l=nopobrems.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nopobrems.blogspot.com/feeds/4593198591433715083/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8503947920113455016&amp;postID=4593198591433715083&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8503947920113455016/posts/default/4593198591433715083'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8503947920113455016/posts/default/4593198591433715083'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nopobrems.blogspot.com/2010/07/ferro-na-boneca.html' title='FERRO NA BONECA'/><author><name>Carlos Jazzmo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00788566230433957486</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_Xt8nu0HhGj0/S6bTOb3S4WI/AAAAAAAAAGY/1ZRv0409K6s/S220/carao2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8503947920113455016.post-6226844497984514004</id><published>2010-06-17T16:18:00.006-03:00</published><updated>2010-06-17T16:29:35.332-03:00</updated><title type='text'>DE FRENTE COM MEU KARMA</title><content type='html'>&lt;br&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- ...por quê?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- blablabla.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- e por quê?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;este post é um agradecimento à vida por toda a sua complexidade e beleza; por toda a feiúra que se apresenta a todos nós que não temos humildade para nos submeter à natureza e julgamos a estética disso e daquilo. &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que dia. De frente para todo o meu karma. &lt;br /&gt;Inteirinho. Escritinho. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Flagrei a cobra mordendo o rabo. Escapei de uma boa, até.&lt;br /&gt;Duas, talvez. Duas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Senti o dia do nascimento de novo. A estréia, o início da construção da cruz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Senti a espiral claramente. Agora é ver o quanto eu subi. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Oh, life. 's bigger. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8503947920113455016-6226844497984514004?l=nopobrems.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nopobrems.blogspot.com/feeds/6226844497984514004/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8503947920113455016&amp;postID=6226844497984514004&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8503947920113455016/posts/default/6226844497984514004'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8503947920113455016/posts/default/6226844497984514004'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nopobrems.blogspot.com/2010/06/de-frente-com-meu-karma.html' title='DE FRENTE COM MEU KARMA'/><author><name>Carlos Jazzmo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00788566230433957486</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_Xt8nu0HhGj0/S6bTOb3S4WI/AAAAAAAAAGY/1ZRv0409K6s/S220/carao2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8503947920113455016.post-8182541258678330503</id><published>2010-06-16T19:23:00.003-03:00</published><updated>2010-06-16T19:26:57.128-03:00</updated><title type='text'>MARY NÃO RECEBEU SEU BATE-PAPO</title><content type='html'>&lt;br&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...Idéias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8503947920113455016-8182541258678330503?l=nopobrems.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nopobrems.blogspot.com/feeds/8182541258678330503/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8503947920113455016&amp;postID=8182541258678330503&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8503947920113455016/posts/default/8182541258678330503'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8503947920113455016/posts/default/8182541258678330503'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nopobrems.blogspot.com/2010/06/mary-nao-recebeu-seu-bate-papo.html' title='MARY NÃO RECEBEU SEU BATE-PAPO'/><author><name>Carlos Jazzmo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00788566230433957486</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_Xt8nu0HhGj0/S6bTOb3S4WI/AAAAAAAAAGY/1ZRv0409K6s/S220/carao2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8503947920113455016.post-211250303338048192</id><published>2010-05-29T15:27:00.004-03:00</published><updated>2010-05-29T16:15:22.999-03:00</updated><title type='text'>A FAMOSA VOZ DO CORAÇÃO</title><content type='html'>Carlos,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;deixe de ser teimoso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você já aprendeu que fiar-se em qualquer coisa externa a você para alcançar alguma forma de felicidade é abrir mão de uma plenitude que sempre esteve aí; é tratar a si mesmo como um aleijado, como uma prótese de alguma outra coisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você já aprendeu isso. Passa o tempo inteiro encarando um mundo que não pensa assim, conhece muita gente que discorda disso, mas, mesmo assim, quando se dá conta, está flagrando o mesmo princípio se repetir ou com você ou com as pessoas em volta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você já aprendeu. Você nasceu do jeito que nasceu, não há nada errado ou insuficiente em você, você tem o corpo sadio, tem uma mente que se abre sem maiores dificuldades, tem um temperamento pacífico - quando está no seu elemento - e tem afeto de sobra para si e para distribuir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você já aprendeu isso tudo. Então por que insiste em desafiar a si mesmo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando você disse a si mesmo "qualquer coisa externa", era realmente "qualquer coisa" externa. Então compreenda que "qualquer coisa" que você decida ignorar nesse sentido vai fatalmente vir carregadinha de karma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há certas coisas que você prefere continuar fazendo. Talvez por não se achar pronto para abandoná-las, talvez por não se ver ainda tão corajoso quanto poderia ser. O fato é que você escolhe. Você as elege. Então procure abrir essa exceção apenas para aquilo cujo karma - já conhecido - te parece contornável. Já não é o ideal, mas, admito, você não é apenas idéia. Parte de você é realmente coisa e deve ser cuidada como qualquer coisa de valor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já sobre outras coisas, você sabe perfeitamente que, ainda que decida tratá-las com alguma dose de cinismo ou distanciamento, vai dar com a cara no muro. Porque vai desvirtuá-las por completo. Vai fazer com que elas percam o sentido. Então não se lance em direção a nada que vá anular o grande estado que você já alcançou e que, a cada esquina, a cada distração, tem realmente ajudado de alguma forma as pessoas que estão à sua volta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É amor que você quer? É realmente amor? Está faltando amor aí?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É segurança? Você está inseguro? E conhece algo nesta vida que seja garantia real de segurança; algo diferente de traçar seu caminho de maneira atenta e jamais deixar de brandir a chamada arma da atenção? Você conhece algo externo a si mesmo que possa te garantir essa tal segurança?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você vai insistir no erro de esperar por algo externo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E vai esperar isso tudo de alguma pessoa, justo quando cada um está suficientemente sufocado por seus próprios dilemas? Vai eleger uma pessoa para conversar sobre como o mundo inteiro é torto? Essa pessoa, por algum acaso, será externa ao mundo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Carlos,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;você já sabe disso tudo.&lt;br /&gt;Procure não dar tanta bobeira. É seu coração que te pede.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por favor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8503947920113455016-211250303338048192?l=nopobrems.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nopobrems.blogspot.com/feeds/211250303338048192/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8503947920113455016&amp;postID=211250303338048192&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8503947920113455016/posts/default/211250303338048192'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8503947920113455016/posts/default/211250303338048192'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nopobrems.blogspot.com/2010/05/famosa-voz-do-coracao.html' title='A FAMOSA VOZ DO CORAÇÃO'/><author><name>Carlos Jazzmo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00788566230433957486</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_Xt8nu0HhGj0/S6bTOb3S4WI/AAAAAAAAAGY/1ZRv0409K6s/S220/carao2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8503947920113455016.post-84929573047635776</id><published>2010-05-28T13:51:00.004-03:00</published><updated>2010-05-28T18:59:14.475-03:00</updated><title type='text'>MESTRE EM PLANOS PARALELOS</title><content type='html'>Não nasci ontem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nada do que eu conclua hoje sobre a vida e o mundo pode ser encarado como um surto, um rompante, um relâmpago surgido do vácuo, uma invenção sem pai nem mãe, uma luz que se acende na mais sinistra escuridão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tem anos, trintetrês, mais exatamente, que venho formando minha cabeça e minha visão de mundo. Ao longo desse tempo, descobri que o natural, para mim, enquanto tantos se esforçam para cercar-se de bens materiais, de provas concretas de seus sucessos e avanços, é investir em valores internos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sou meu próprio projeto, minha própria ambição, meu próprio patrimônio. Sou pai e filho de mim mesmo, assim como sou pai e filho do universo mágico, metafísico, diante do qual me curvo e que reverencio o tempo inteiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje o dia começou com uma notícia interessante: um francês ouviu uma música minha na internet e pediu para inseri-la em um filme que deve ser exibido tanto no Brasil quanto na França. Um filme sobre Brasília, a ser exibido em festivais de artes dos dois países.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Autorizei, é claro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sendo assim, enquanto passo os dias no morro da Mangueira, no Rio de Janeiro, serei ouvido e apreciado pelos círculos mais aristocráticos do velho continente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Brasília já tinha me servido para muito além do que eu poderia esperar de qualquer cidade. Além dos inúmeros eventos estranhos que coro só mesmo em pensar em dividir com os amigos, ainda me trouxe a experiência mágica de ver a mim mesmo na tela do cinema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ali era o também francês Henri, personagem do livro/peça/filme de Clarah Averbuck. O livro chama-se "Máquina de Pinball". O filme, dirigido por Murilo Salles, chama-se "Nome Próprio". O ator era francês, mas, teoricamente, o personagem era eu. Ir ao cinema assistir a uma versão ficcional de mim mesmo já tinha sido impressionante. Só sobre essa experiência, já seria capaz de falar por dias a fio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas agora é algo um tanto diferente: é minha voz mesmo, é meu violão colorindo a película. É o fruto de dois anos de reclusão estampado nas telas, servindo de trilha sonora para aquela mesma cidade que me inspirou a canção e tantas outras coisas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Brasília, Brasília. Brasília que não me sai do pensamento, Brasília que não me sai do blogue, Brasília que me invade por todos os lados, mesmo por aqueles que, teoricamente, não passariam por lá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abaixo, segue um texto que submeti à Universidade Federal Fluminense, tentando me inscrever em uma pós-graduação em educação a distância. Esse curso, imagino por agora, pode ser a chave que faltava para que eu possa me mandar para o interior do país e viabilizar todas as outras coisas sobre as quais venho falando &lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;ad nauseum&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tema da redação era "minhas perspectivas de atuação no ensino a distância".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enjoy.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"O filósofo grego Platão costumava dividir tudo o que existe em dois mundos bem específicos: o mundo das coisas e o mundo das idéias. Quando trilhamos o caminho do conhecimento, é natural, colocamos cada vez mais ênfase no mundo das idéias. Dotados de conhecimento, não apenas podemos nos descolar mais facilmente da realidade dada e criar outra mais apropriada, como ainda deixamos nós mesmos de nos entendermos como coisas, passando a compreender que, assim como as idéias, estamos conectados e influímos diretamente nas vidas uns dos outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O conhecimento tem o poder de alterar o dia a dia das pessoas, de fazê-las viverem melhor. Tem o poder de fazê-las conhecerem melhor a si mesmas e à realidade que as cerca. O conhecimento fornece ao indivíduo autonomia, de forma mais imediata e menos nociva do que a sanha pelo acúmulo de bens materiais, que perde de vista o outro e o equilíbrio de todo o sistema. Com acesso a educação, fica mais fácil percebermos que estamos inseridos em um sem-número de ambientes, seja o político, definido por leis que tomam uma faixa contígua de terra como um Estado, um país, seja o humano, explicitado pelo dom comum a todas as pessoas - o dom de evoluir, de expandir sua consciência -, seja o natural, que, em um mundo cada vez mais afeito às criações do homem, passa a ser encarado como empecilho para sua independência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O educador Darcy Ribeiro já disse que, ao final da vida, contava inúmeros fracassos. Entre esses, estava a tentativa de promover educação de qualidade para o povo brasileiro, no qual contava não apenas o homem dito civilizado, mas ainda nossos irmãos silvícolas, aos quais pretendia alfabetizar. Foi-se dizendo-se fracassado em ambos os intentos. Mas foi-se declarando que cada fracasso daqueles, pela tentativa honrada, dedicada, honesta, representava um de seus maiores sucessos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O presidente Juscelino Kubitschek tomou posse defendendo a bandeira da interiorização do desenvolvimento no país. Em nome disso, criou-se uma nova capital, montou-se toda uma estrutura administrativa, essa capital já tem até seu próprio povo, sua própria cultura florescente, mas nota-se à primeira olhada tratar-se, até agora, de uma ilha de prosperidade material em meio ao bom e velho sertão, entendido no sentido de terras inexploradas, vocábulo caro aos antigos senhores de engenho brasileiros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Brasília foi criada sob a bandeira da expansão do conhecimento, da razão, da cultura e da civilização pelo território nacional. É chegada a hora de pôr o projeto em prática. Temos milhares de quilômetros povoados por brasileiros que passam a vida à margem de seu próprio país, de seu próprio povo, e que, em frágeis tentativas de inserção, acabam por ocupar as favelas, as periferias, as zonas cinzentas, sempre ostentando o status de cidadãos de segunda classe. Pois a solução para o contraste que se observa entre regiões, entre estados, entre bairros de nosso país é justamente a classe, o nível, o ano letivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diz o antigo ditado: se Maomé não vai à montanha - e em nosso caso, o percurso e as condições de viagem de Maomé, no interior do país, até a montanha acadêmica não são as mais favoráveis - que vá a montanha até Maomé. A apropriação pode parecer um tanto religiosa, mística, afeita a planos improváveis, mas é passada em ambiente virtual, pela internet, algo que o ser humano conseguiu empreender no sentido de acessar justamente planos alheios à realidade material. Através da internet, pode-se passar tudo o que não é coisa. Através da internet, como talvez dissesse Platão, transmite-se, apresenta-se e insere-se o homem no mundo das idéias. Inserido o homem no mundo das idéias, altera-se naturalmente o estado do mundo das coisas".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8503947920113455016-84929573047635776?l=nopobrems.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nopobrems.blogspot.com/feeds/84929573047635776/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8503947920113455016&amp;postID=84929573047635776&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8503947920113455016/posts/default/84929573047635776'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8503947920113455016/posts/default/84929573047635776'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nopobrems.blogspot.com/2010/05/mestre-em-planos-paralelos.html' title='MESTRE EM PLANOS PARALELOS'/><author><name>Carlos Jazzmo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00788566230433957486</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_Xt8nu0HhGj0/S6bTOb3S4WI/AAAAAAAAAGY/1ZRv0409K6s/S220/carao2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8503947920113455016.post-5561123348350484567</id><published>2010-05-25T19:08:00.013-03:00</published><updated>2010-05-25T21:51:00.196-03:00</updated><title type='text'>ORBIS PARUM, OMNIMODUS INFINITUM</title><content type='html'>&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;O espírito em Brasília, o corpo na Amazônia, as havaianas nas bordas de flores do mar de Iemanjá, cá em Copacabana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As preocupações desta vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_Xt8nu0HhGj0/S_xLaiY56YI/AAAAAAAAAHg/RbOC8-lbzrM/s1600/boiandosolimoes.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5475334166255626626" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 266px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_Xt8nu0HhGj0/S_xLaiY56YI/AAAAAAAAAHg/RbOC8-lbzrM/s400/boiandosolimoes.jpg" border="0" /&gt; &lt;p align="center"&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;rio Solimões, aldeia tikuna&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="left"&gt;&lt;br /&gt;"Apesar do fato de que somos um fluxo em transformação incessante, interdependentes com outros seres e com o mundo inteiro, imaginamos que existe em nós uma entidade imutável a que devemos agradar, proteger, defender. Um olhar mais atento sobre si mesmo revelará que isso não passa de pura ficção" &lt;em&gt;- budismo tibetano (Nyingma Pa)&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Once you have the View, although the delusory perceptions of samsara may arise in your mind, you will be like the sky; when a rainbow appears in front of it, it’s not particularly flattered, and when the clouds appear it’s not particularly disappointed either. There is a deep sense of contentment.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;You chuckle from inside as you see the facade of samsara and nirvana; the View will keep you constantly amused, with a little inner smile bubbling away all the time" &lt;em&gt;- Dilgo Khyentse Rinpoche (Vajrayana)&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8503947920113455016-5561123348350484567?l=nopobrems.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nopobrems.blogspot.com/feeds/5561123348350484567/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8503947920113455016&amp;postID=5561123348350484567&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8503947920113455016/posts/default/5561123348350484567'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8503947920113455016/posts/default/5561123348350484567'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nopobrems.blogspot.com/2010/05/orbis-parum-omnimodus-infinitum.html' title='ORBIS PARUM, OMNIMODUS INFINITUM'/><author><name>Carlos Jazzmo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00788566230433957486</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_Xt8nu0HhGj0/S6bTOb3S4WI/AAAAAAAAAGY/1ZRv0409K6s/S220/carao2.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_Xt8nu0HhGj0/S_xLaiY56YI/AAAAAAAAAHg/RbOC8-lbzrM/s72-c/boiandosolimoes.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8503947920113455016.post-2396238547535131029</id><published>2010-05-16T15:31:00.005-03:00</published><updated>2010-05-16T16:52:54.887-03:00</updated><title type='text'>SÓFOCLES DESERTOR</title><content type='html'>&lt;br&gt;- Decifra-me ou devoro-te.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Decifrar-te é devorar-me.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Decifra-me ou devoro-te.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Decifra-te a ti mesma. Já estás a me devorar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Decifra: qual é o aninal que, pela manhã, tem quatro patas, à tarde tem duas e, à noite, tem três patas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Essa é fácil: o animal é o homem. Primeiro bebê, depois adulto, ereto, e, por fim, apoiando-se em uma bengala. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Tens certeza disso?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não eu, mas tu. Acreditas que um bebê é um quadrúpede, e não um deus em potencial; vês o homem feito como arrimo de sua própria sorte; enxergas o ancião como um animal defeituoso. Miras na pedra, contemplas a areia; não consideras o vento, o tempo, o calor e as benesses do sol.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Decifraste enfim o enigma. Hei de devorar-me a mim mesma. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Coisa nenhuma. Tal charada propõe-se a falar sobre mim, mas nada diz sobre ti, ó, esfinge. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Decifra-me ou devoro-te. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Insistes baseada em capricho, em franca desonestidade? Já logrei o mais difícil, que foi decifrar a mim mesmo. Segue meu exemplo. Pediste que a decifrasse e apresentaste um enigma sobre mim. Que pensas? Acaso és reflexo meu?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Decifra-me ou devoro-te. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ah, então pedes por desespero. Podes devorar-me a carne, mas suplicas diante do espírito. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Decifra-me ou devoro-te.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não existes sem mim, ó, esfinge. És pedra temperada pela vaidade de teu artesão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Decifra-me ou devoro-te.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Devoras de qualquer maneira, bruteza. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Bruteza? Temo o tempo, no entanto. Temo o vento. Temo o calor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- De certo; a eles não podes devorar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Decifra-me ou devoro-te.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Pede ao tempo. Pede ao calor. Fores apenas capaz de enxergá-los.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8503947920113455016-2396238547535131029?l=nopobrems.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nopobrems.blogspot.com/feeds/2396238547535131029/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8503947920113455016&amp;postID=2396238547535131029&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8503947920113455016/posts/default/2396238547535131029'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8503947920113455016/posts/default/2396238547535131029'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nopobrems.blogspot.com/2010/05/sofocles-desertor.html' title='SÓFOCLES DESERTOR'/><author><name>Carlos Jazzmo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00788566230433957486</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_Xt8nu0HhGj0/S6bTOb3S4WI/AAAAAAAAAGY/1ZRv0409K6s/S220/carao2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8503947920113455016.post-4235432828109471297</id><published>2010-05-16T12:58:00.002-03:00</published><updated>2010-05-16T13:08:47.289-03:00</updated><title type='text'>O CAMINHO DA CARNE</title><content type='html'>&lt;br&gt;&lt;strong&gt;Pelo lado feminino, a paixão é a ilusão da maternidade.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amor sempre rima com dor.&lt;br /&gt;Paixão rima com ilusão. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amor não é aquilo que se chama amor. &lt;br /&gt;Amor é amar a quem te dá as costas. &lt;br /&gt;Amar quem te ama é amar a si mesmo. &lt;br /&gt;Já é muito, vantagem pra outro patamar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Decifra-me ou deixa pra lá. &lt;br /&gt;Decifra-me ou deixa pra lá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A esfinge enxerga o próprio umbigo.&lt;br /&gt;Enquanto o herói assiste àquilo, está tudo mais do que muito bem: &lt;br /&gt;ambos olhando para o mesmo lugar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desbrave-o, atente para o umbigo fazendo florir vontades imprevisíveis. &lt;br /&gt;Atente para a mãe atônita diante dos espasmos involuntários do cordão. &lt;br /&gt;Serpenteando, o oráculo dos sentidos, condutor misterioso da consciência do casal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até que o herói, de fome, sente o próprio umbigo doer; &lt;br /&gt;cai de joelhos, flagelado, novamente sozinho em si. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Criança que chora é duas coisas: criança sua é problema seu. &lt;br /&gt;Criança dos outros é problema e ponto. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Doeu o umbiguinho, foi? Tem mãe não, menino fraco?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Umbigo ligado a umbigo. Enquanto a mulher se sente mãe, cuida como se houvesse o cordão. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pelo lado feminino, a paixão é a ilusão da maternidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A mulher apaixonada é como a ovelha que amamenta o filhote do boi. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo é conexão. O casal são pólos conectados. &lt;br /&gt;Quando a conexão falha, seja de lá para cá, seja de cá para lá, &lt;br /&gt;só há duas coisas a fazer:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;o certo era só contemplar. &lt;br /&gt;Veja a natureza operando, separando os grãos de matéria;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;mas você força pra ver convergir.&lt;br /&gt;Segure em minha mão, pule para o fluxo de cá. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Transforma-te desta vez que, na próxima, eu faço o esforço.&lt;br /&gt;Para tentar controlar o que, na realidade, é o que me compõe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Decifra-me ou deixa pra lá&lt;br /&gt;Decifra-me ou deixa pra lá. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A mulher ideal? Qualquer uma.&lt;br /&gt;O homem ideal? Qualquer um. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fruto está sempre lá. &lt;br /&gt;Não é preciso a extração por meio de ferramentas.&lt;br /&gt;As raízes do fruto escapam pelas órbitas. &lt;br /&gt;Captam a dor, o amor e a flor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O estado ideal do homem?&lt;br /&gt;Precisa de tempo. De vida. De atenção. &lt;br /&gt;O estado ideal da mulher?&lt;br /&gt;Mesma coisa. Trabalho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seguindo o caminho da carne, somos bichos atendendo a hormônios. &lt;br /&gt;Bichos sofridos no peito, ocupando a cabeça com discursos que levam séculos para dizer que discursos são perda de tempo. &lt;br /&gt;Bichos com poder de compra. E com poder de descarte. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Temo a era da reciclagem. &lt;br /&gt;Contemplo o desgaste de todo o material.&lt;br /&gt;Desgaste, embrutecimento, couraças e mais couraças. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Proteger o bichinho interno. Mais frágil que sua armadura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Decifra-me ou deixa pra lá.&lt;br /&gt;Decifra-me ou deixa pra lá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O padeiro abre a porta do forno e extrai um negro monolito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8503947920113455016-4235432828109471297?l=nopobrems.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nopobrems.blogspot.com/feeds/4235432828109471297/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8503947920113455016&amp;postID=4235432828109471297&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8503947920113455016/posts/default/4235432828109471297'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8503947920113455016/posts/default/4235432828109471297'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nopobrems.blogspot.com/2010/05/o-caminho-da-carne.html' title='O CAMINHO DA CARNE'/><author><name>Carlos Jazzmo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00788566230433957486</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_Xt8nu0HhGj0/S6bTOb3S4WI/AAAAAAAAAGY/1ZRv0409K6s/S220/carao2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8503947920113455016.post-5758314664675710506</id><published>2010-05-03T20:48:00.002-03:00</published><updated>2010-05-03T20:50:25.882-03:00</updated><title type='text'>TREISMIUIUM</title><content type='html'>&lt;br&gt;- olha, filho. Nova Idade Média. olha esse holograma aqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8503947920113455016-5758314664675710506?l=nopobrems.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nopobrems.blogspot.com/feeds/5758314664675710506/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8503947920113455016&amp;postID=5758314664675710506&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8503947920113455016/posts/default/5758314664675710506'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8503947920113455016/posts/default/5758314664675710506'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nopobrems.blogspot.com/2010/05/treismiuium.html' title='TREISMIUIUM'/><author><name>Carlos Jazzmo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00788566230433957486</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_Xt8nu0HhGj0/S6bTOb3S4WI/AAAAAAAAAGY/1ZRv0409K6s/S220/carao2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8503947920113455016.post-4194590778360876516</id><published>2010-04-17T11:08:00.011-03:00</published><updated>2010-04-17T17:31:10.443-03:00</updated><title type='text'>AUTO-RETRATO</title><content type='html'>&lt;br&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_Xt8nu0HhGj0/S8nBBqQBF0I/AAAAAAAAAHI/oHAzcpJcKAQ/s1600/vulcao1.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 266px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_Xt8nu0HhGj0/S8nBBqQBF0I/AAAAAAAAAHI/oHAzcpJcKAQ/s400/vulcao1.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5461108257428936514" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ó, meu grande bem&lt;br /&gt;Pudesse eu ver a estrada&lt;br /&gt;Pudesse eu ter&lt;br /&gt;A rota certa que levasse até&lt;br /&gt;Dentro de ti&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ó, meu grande bem&lt;br /&gt;Só vejo pistas falsas&lt;br /&gt;É sempre assim&lt;br /&gt;Cada picada aberta me tem mais&lt;br /&gt;Fechado em mim &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;És um luar&lt;br /&gt;Ao mesmo tempo luz e mistério&lt;br /&gt;Como encontrar&lt;br /&gt;A chave desse teu riso sério &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Doçura de luz&lt;br /&gt;Amargo à sombra escura&lt;br /&gt;Procuro em vão&lt;br /&gt;Banhar-me em ti&lt;br /&gt;E poder decifrar teu coração &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;És um luar&lt;br /&gt;Ao mesmo tempo luz e mistério&lt;br /&gt;Como encontrar&lt;br /&gt;A chave desse teu riso sério&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ó, grande mistério, meu bem, doce luz&lt;br /&gt;Abrir as portas desse império teu&lt;br /&gt;E ser feliz&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=NieYxPxP_to"&gt;"Luz e mistério"&lt;/a&gt; (Beto Guedes e Caetano Veloso)&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8503947920113455016-4194590778360876516?l=nopobrems.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nopobrems.blogspot.com/feeds/4194590778360876516/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8503947920113455016&amp;postID=4194590778360876516&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8503947920113455016/posts/default/4194590778360876516'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8503947920113455016/posts/default/4194590778360876516'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nopobrems.blogspot.com/2010/04/auto-retratos.html' title='AUTO-RETRATO'/><author><name>Carlos Jazzmo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00788566230433957486</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_Xt8nu0HhGj0/S6bTOb3S4WI/AAAAAAAAAGY/1ZRv0409K6s/S220/carao2.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_Xt8nu0HhGj0/S8nBBqQBF0I/AAAAAAAAAHI/oHAzcpJcKAQ/s72-c/vulcao1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8503947920113455016.post-6297577993435373482</id><published>2010-04-14T19:47:00.005-03:00</published><updated>2010-04-14T22:00:14.505-03:00</updated><title type='text'>RIO: O DESESPERO URBANO</title><content type='html'>&lt;br&gt;Essa merece registro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saí da Mangueira às duas da tarde. Precisava ir até a Rua México, no Centro, a fim de pagar o aluguel do apartamento. Precisava ir até lá porque o aluguel vencia no dia 5 e o boleto só chegou no dia 9. Por que o atraso? Porque nos dias anteriores a cidade parou e nem o correio entregou a correspondência. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A multa pelo atraso? Azar o seu, cidadão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saio da Mangueira às duas da tarde. Precisava também ir até o Recreio. Sendo assim, sabendo do completo caos dos transportes no Rio, achei prudente sair bem cedo. Para não ter erro, fui até a Rua México de táxi. Gastei 15 reais, apenas porque os ônibus demorariam demais. Para escapar do absurdo dos ônibus, só desembolsando um valor sete vezes maior do que o da passagem. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Peguei o táxi e, mesmo assim, levei meia-hora para cobrir uma distância que levaria dez minutos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na Rua México, no prédio da imobiliária, apenas um elevador funcionando. Dez minutos na fila. E todos quietos, olhando para baixo. Subi, cuidei da coisa e desci. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cheguei à Cinelândia às dez para as três da tarde. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sentei no ponto, acendi um cigarro e fumei-o inteiro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Peguei então um ônibus em direção ao Recreio, já que um táxi chegaria talvez aos cem reais. Cem reais me pareceram um pouco demais para conseguir cumprir meus compromissos em paz. Então peguei o ônibus. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entrei no ônibus às três da tarde. Cheguei no Recreio às cinco e meia. &lt;strong&gt;Sim, foram duas horas e meia dentro do ônibus, do Centro ao Recreio.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E não, não havia chuva nenhuma para que nossos governantes e nossa grande imprensa pudessem culpar. O Rio de Janeiro está assim mesmo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Confesso sem culpa que tive muita vontade de chorar. Oceanos de carros particulares, todo mundo preso por todo mundo, Mercedes-Benz engarrafados ao lado de fuscas, ao lado de ônibus, de táxis, de motos. Todo mundo preso. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na Barra, ainda outra tortura: a quantidade de voltas que o ônibus dá deixa mais do que claro que os itinerários atendem basicamente à sanha de lucro das empresas, e não às necessidades dos cidadãos. Surpresa nenhuma, em uma cidade (um país) completamente controlado por máfias. Todos sabem que todas as linhas de ônibus do Rio de Janeiro são monopólios de apenas uma empresa. No Rio, há diversas empresas de ônibus, mas elas não competem entre si. Sim, é um cartel. Sim, é uma bandidagem total. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Finalmente, cheguei a meu destino, no Recreio, às cinco e meia da tarde. Não adiantou ter ido. A pessoa que eu deveria encontrar foi-se embora às cinco em ponto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, foram duas horas e meia dentro de um ônibus à toa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resolvi poucas coisas no Recreio e comecei a caminhar pela rua, deserta, a não ser por carros particulares engarrafados. Nem asfalto decente o lugar tem, apesar da infindável quantidade de condomínios de luxo que se erguem a cada dia. Bom, mas nada demais: se nem rede de esgoto esses empreendimentos de luxo possuem... Jogam as fezes dos emergentes direto nas lagoas... Aliás, asfalto para quê? Calçada para quê? Quem anda a pé por ali, a não ser as empregadas domésticas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de alguns minutos sem avistar qualquer ônibus, eis que surge um daqueles famosos "frescões". Fiz o sinal. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O preço da passagem? Nove reais e cinqüenta centavos. Sim, certos ônibus custam R$ 2,35, enquanto outros custam R$ 9,50. O critério? Ah, vá: você não sabe que todas as coisas no mundo custam simplesmente o máximo que o dono do negócio se vê capaz de cobrar? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois então. Nove reais e cinqüenta centavos. Sim, o preço era esse. Procurei pelo cobrador. Não havia cobrador. O dono da empresa se vê no direito de cobrar quase dez reais por uma passagem e ainda demite o cobrador. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem cobrador, a cada pessoa que embarcava, o motorista parava, contava o dinheiro, dava o troco, passava a marcha e recomeçava tudo a 1 quilômetro por hora. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É um absurdo, mas é compreensível: maximizar lucros, minimizar custos. Além disso, um cobrador desempregado é um novo motorista em potencial. Assim, além de concentrar mais dinheiro em suas mãos, o empresário pode prescindir de aumentar o salário dos motoristas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É óbvio: um exército de cobradores desempregados aumenta bastante a demanda por emprego, o que faz o valor dos salários, segundo a lógica demoníaca do "livre comércio" (hahahahaha! Livre!)... Ai, ai. Nem consigo terminar a frase. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em suma: se há um monte de motoristas em potencial querendo um emprego, o dono da empresa simplesmente não precisa aumentar salário nenhum! Não está satisfeito com seu emprego de motorista? Dane-se. Tem quem queira. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora são sete e meia da noite. Depois da volta no frescão, conduzido por um motorista que esfregava em minha cara que não aceleraria nem um quilômetro a mais, já que atendia aos horários estipulados pela empresa, consigo chegar em casa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hein? O que quero dizer com tudo isso? Não sei. Acho que quero dizer que hoje fiquei por um fio de simplesmente cair no choro. Em público. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas já que estou aqui, vou narrar também minha ida ao trabalho. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Oito horas da manhã. Onde está o ônibus? Não passa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até que passam dois ao mesmo tempo. A linha 474 tem esse cacoete mesmo. Passam dois ônibus juntos, e sempre pela pista de fora. É uma gracinha deles. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perdi ambos os ônibus e precisei pegar um táxi. Normalmente, essa viagem custa simbólicos (!) R$ 25. Calcule vintecinco reais multiplicados pelos dias úteis do mês. Depois compare com o salário que o governo do estado me paga. E depois ria, é claro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegando a meu destino, a Mangueira, reparo que o taxímetro já está em trinta reais. E olha que a tabela já mudou mais uma vez. Trinta dizia o taxímetro. A tabela já dizia trintepoucos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A vinte metros de onde eu pararia, arranho a garganta e dirijo-me ao motorista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- amigo, não me leve a mal, mas seu taxímetro está funcionando direito?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O cara congelou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- por quê? qual o problema?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- o problema é que faço esse caminho sempre e, ao final, dá R$ 25. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- ah, então está bom. paga R$ 25 mesmo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou seja: taxímetro? pfff...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conto ainda mais outra, essa ocorrida com um amigo de um amigo, que me contou em detalhes, mas que pode ser ficção também. Tem até personagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jorginho gosta de fumar um baseadinho. Não conhece traficantes, não tem contato com essa gente e acaba pedindo que outro amigo, mais moreno, mais camuflável em meio à pobreza afrodescendente, suba o morro e faça o serviço por ambos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jorginho estava trabalhando e recebeu um telefonema do amigo, que avisava não ter conseguido a erva. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Combinaram então de encontrar-se perto de onde eu trabalho, ali, na Mangueira. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Encontraram-se diante da quadra da escola de samba. Conspiraram um pouco e decidiram acessar uma outra entrada da favela. No caminho, foram abordados por um carro da Polícia Militar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- boa tarde. os senhores estão portando alguma substância entorpecente?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jorginho, sempre educado, respondeu. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- não, senhor. não temos nada não. houve algum problema?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- bem, não têm nada aí? posso descer e revistar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- pode sim, mas o senhor vai perder seu tempo. não temos nada. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diante disso, os policiais resolveram deixar quieto e partiram adiante. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns minutos depois, voltavam mais uma vez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- é que ficou uma dúvida. os senhores se importam se forem revistados?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que você diria, amigo? Sob a mira de uma metralhadora. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois Jorginho nem titubeou, desprovido de narcóticos que estava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- podem revistar. fiquem à vontade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desceram, revistaram ambos e encontraram um pequeno baseado no bolso do amigo de Jorginho. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- já começou a aparecer! agora nós vamos proceder para a delegacia e seu amigo vai ser enquadrado no artigo 28. o senhor vai servir de testemunha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jorginho, que não é do crime e nem da polícia, franziu a testa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- o que é o artigo 28?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- posse e bla bla bla. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- puxa vida, o senhor vai mesmo desgraçar nossa vida por causa desse baseadinho?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- por gentileza, entrem na viatura. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entraram no carro dos policiais. Algumas voltas sem sentido e o policial vira-se para trás. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- vocês querem ir para a delegacia?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A resposta veio em uníssono.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- não...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- então vamos ver como podemos resolver isso. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jorginho aguardou, mas seu amigo logo entendeu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- quanto você tem aí, Jorginho?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- vinte reais. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jorginho tinha sessenta reais, mas não era pai de ninguém.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- beleza, tenho vinte também. quarenta reais resolvem para os senhores?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em silêncio, o policial apanhou os quarentas reais e guardou no bolso. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não, não liberou Jorginho e o amigo imediatamente. Antes disso, para surpresa de ambos, abriu o porta-luvas da viatura da polícia, pegou uma quantidade de maconha que, no mercado das favelas, custaria dez reais e a vendeu por quarenta. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, vendeu-a a Jorginho e ao amigo. E vendeu pelo quádruplo do preço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jorginho e o amigo então desceram, com a maconha vendida pelo policial nos bolsos, entraram em um bar, dividiram a erva discretamente, como dois cavalheiros discretos, e seguiram cada um para sua casa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pronto: este é o Rio de Janeiro de verdade. Curtiram?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Boa noite. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8503947920113455016-6297577993435373482?l=nopobrems.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nopobrems.blogspot.com/feeds/6297577993435373482/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8503947920113455016&amp;postID=6297577993435373482&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8503947920113455016/posts/default/6297577993435373482'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8503947920113455016/posts/default/6297577993435373482'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nopobrems.blogspot.com/2010/04/rio-o-desespero-urbano.html' title='RIO: O DESESPERO URBANO'/><author><name>Carlos Jazzmo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00788566230433957486</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_Xt8nu0HhGj0/S6bTOb3S4WI/AAAAAAAAAGY/1ZRv0409K6s/S220/carao2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8503947920113455016.post-910253788736564831</id><published>2010-04-10T11:05:00.002-03:00</published><updated>2010-04-10T11:12:10.857-03:00</updated><title type='text'>POLÍTICA: TEATRINHO DE PEDREIRO</title><content type='html'>&lt;br&gt;Amigos, &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;digo algo aqui que, de primeira, pode parecer um balde d'água fria. Acho, porém, que uma pesquisa profunda e uma reflexão também demorada podem levá-los a literalmente "deixar para lá" ilusões que nos foram incutidas e que não nos fazem bem nenhum.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até o século 18, a maior parte do que chamamos de Ocidente estava nas mãos de monarcas, que herdaram "suas" terras de seus antepassados. O merecimento era o sangue de família e o processo de conquista era a guerra. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei se sabem: a coroa do rei é uma representação do chacra coronário aberto. O cetro é a coluna vertebral ereta. O manto é a proteção que recai sobre o iluminado. Ou seja: esses monarcas eram CARICATURAS de iluminados, postas ali para iludir o resto das pessoas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No século 18, um grupo de místicos, herdeiros dos famosos Templários, organizaram-se em uma sociedade hoje chamada "discreta" e foram dando golpes de Estado por todo o planeta. Por mais que se escondam por trás de discursos bonitos, esses homens recrutam seus novos membros não por elevação espiritual, mas por prestígio, vaidade e por qualquer fraqueza que lhes seja útil. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fizeram "revoluções" enquanto quiseram e logo depois transformaram-se no máximo do reacionarismo que poderiam. A "esquerda" virou "direita" já no século 19.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando Napoleão Bonaparte declarou-se imperador, o discurso mentiroso dessa gente veio abaixo. Até Beethoven retirou homenagem ao novo monarca. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ali, Beethoven disse: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"compus uma música para um revolucionário, não para um tirano".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse pessoal, que, na época dos Templários, INVENTOU OS BANCOS, acabou por se utilizar das idéias de alguns teóricos (iluministas) e INVENTOU O QUE CHAMAMOS HOJE DE POLÍTICA. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São sócios. Donos de empresas que patrocinam seus próprios candidatos e contam com o discurso de outros sócios, donos de empresas de comunicação. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É um teatrinho. Não percam seu tempo lutando contra isso. Prestem atenção ao mundo de verdade, que não se baseia em leis e em cinismos do discurso, mas sim na NATUREZA.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O homem, em estado puro, é um bicho como qualquer outro. Só será possível organizar a espécie quando mudarem de dentro para fora. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não cito o nome das feras, mas todos os conhecem. Só não sabem até onde vai o "poder" deles. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não adianta perguntarem se estou falando desses ou daqueles. Não posso confirmar ou negar o nome deles. Certa vez, passei por uma situação que prefiro não divulgar e acabei por fazer um juramento. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dito isso, deixo a critério de cada um. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paz e luz. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8503947920113455016-910253788736564831?l=nopobrems.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nopobrems.blogspot.com/feeds/910253788736564831/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8503947920113455016&amp;postID=910253788736564831&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8503947920113455016/posts/default/910253788736564831'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8503947920113455016/posts/default/910253788736564831'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nopobrems.blogspot.com/2010/04/politica-teatrinho-de-pedreiro.html' title='POLÍTICA: TEATRINHO DE PEDREIRO'/><author><name>Carlos Jazzmo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00788566230433957486</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_Xt8nu0HhGj0/S6bTOb3S4WI/AAAAAAAAAGY/1ZRv0409K6s/S220/carao2.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8503947920113455016.post-6702153023114860093</id><published>2010-04-09T11:42:00.004-03:00</published><updated>2010-04-09T12:49:28.205-03:00</updated><title type='text'>ESTRÉIA SOBRE A CEGUEIRA</title><content type='html'>&lt;br&gt;Desde que os meios de comunicação encontraram o grande filão da civilização maia, em relação ao vindouro ano de 2012, virou moda falarmos de coisas que, até então, eram papo de maluco, de místico, de religioso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há quem creia ou mesmo diga que vive na prática esferas da existência para além da material. Há quem negue tudo isso veementemente e diga que vive aqui, neste mundo aqui, lidando com as coisas daqui. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu, pessoalmente, acredito poder resumir a questão ao seguinte:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;pensem em uma pedra de gelo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O gelo, como sabemos, é um estado condensado da água. Analisando uma pedra de gelo, colocada sobre uma mesa, veremos que há ali um corpo sólido, do qual mina água em estado líquido, além de todo o vapor que podemos enxergar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olhando uma pedra de gelo, flagramos ao mesmo tempo três estados da matéria. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se olharmos com pressa, veremos apenas o sólido. Com mais atenção, notamos a água que escorre da pedra. Com ainda mais dedicação, veremos o vapor subindo.    &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Podemos falar sobre o mundo partindo do etéreo ou do concreto. Em ambos os casos, estaremos tratando de estados físicos das mesmas substâncias, forças e energias. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Compreendo que, para o homem comum, ainda que ele enxergue o mundo e lhe atribua significado usando algo que não é concreto - a consciência - seja mais fácil falar sobre o que se pega com a mão. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É a partir daí que venho à máquina e exponho claramente uma situação bastante palpável: estou falando sobre a sua vida. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, a sua vida. A minha e a sua. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu poderia aqui dissertar sobre a imensa nuvem negra que muitos sentem sobre a cidade, sobre o estado, sobre o planeta. Poderia falar sobre o nível geral de agressividade, que sobe dia a dia, incentivado pelos discursos que nos chegam pelos sete buracos da cabeça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trazendo o mundo mais para perto, porém, quero deixar registrado o seguinte, a fim de que a posteridade encontre essas idéias ordenadas e que as pessoas possam ter alguma fonte de informação, de raciocínio, que não esteja comprometida com nenhum interesse escuso:&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;no Rio de Janeiro, &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;na segunda-feira à noite, quando a chuva começou a cair fortemente, eu estava no Maracanã, o palco da Copa, das Olimpíadas, atrativo de tantos 'investimentos'. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiquei ilhado na passarela do metrô. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Resolvi então pegar o metrô. Única alternativa. Encontrei ali a maior fila que já vi na vida. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Depois de horas, cheguei ao guichê. Dos DEZ que havia ali, apenas UM estava funcionando. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Ao mesmo tempo, havia mais de dez seguranças patrimoniais no local, garantindo que ninguém borrasse a maquiagem do metrô.  &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Fica clara a visão que esses caras têm do serviço que prestam?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Havia um caos, sim, mas não era causado pela chuva. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Outro dia, todos viram funcionários da Supervia CHICOTEANDO os cidadãos que tentavam embarcar nos trens sub-humanos da Supervia. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Agora, o governador Sérgio Cabral Filho renovou o contrato com a Supervia. DOZE anos antes do previsto. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Quando houve aquela palhaçada manipuladora do petróleo, o argumento "do Rio" para ficar com a grana foi "respeito aos contratos assinados". Ou seja: não existe NADA mais importante para esses canalhas do que as negociatas que travam entre si. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Agora o Rio veio abaixo. E tanto o governador quanto o prefeito Eduardo Paes e a Globo culpam a NATUREZA pelo estado do local.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;E mais: em relação a Niterói, a Globo foca no prefeito (do PDT). Em relação ao Rio, tenta jogar a 'culpa' para o governo federal. Como se não tivéssemos prefeito e governador. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Francamente? Não consigo me ocupar de temas mais amplos. Digo isso tranqüilamente, sem embates. O fato é que estou vendo todo mundo cego demais. Acostumado demais a ser tratado como bichos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho que devíamos começar pela nossa rua, pelo caminho de casa até o trabalho... Depois de recuperarmos nosso caráter de seres humanos, aí sim, poderíamos teorizar. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Obrigado e não me levem a mal. Estou tentando com afinco separar meu karma do karma coletivo. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Por enquanto, o que faço é sentar no morro da Mangueira (palco da tragédia) e escrever um livro sobre Agenda 21 para crianças pobres. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem sabe se, traçando uma trajetória inversa à desses bandidos, a vida me aponta um caminho distante deles?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8503947920113455016-6702153023114860093?l=nopobrems.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nopobrems.blogspot.com/feeds/6702153023114860093/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8503947920113455016&amp;postID=6702153023114860093&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8503947920113455016/posts/default/6702153023114860093'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8503947920113455016/posts/default/6702153023114860093'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nopobrems.blogspot.com/2010/04/estreia-sobre-cegueira.html' title='ESTRÉIA SOBRE A CEGUEIRA'/><author><name>Carlos Jazzmo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00788566230433957486</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_Xt8nu0HhGj0/S6bTOb3S4WI/AAAAAAAAAGY/1ZRv0409K6s/S220/carao2.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8503947920113455016.post-4623852424163533067</id><published>2010-04-02T11:05:00.003-03:00</published><updated>2010-04-03T12:45:32.013-03:00</updated><title type='text'>A SÍNTESE DO HOMEM</title><content type='html'>&lt;br&gt;Anos atrás, o orkut me presenteou com uma frase sensacional, que tomei como algo acerca da condição humana:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"todos ganham presentes, mas nem todos abrem o pacote". &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Achei perfeita. Sintética, hermética, me fez coçar a pineal e agradecer ao autor desconhecido. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já o autor citado abaixo é de notoriedade merecida. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Rajneesh já disse e resumiu bem maneiro:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"O homem surge com todo o potencial de ser um Deus, mas permanece um animal, simplesmente porque se apega a energias cruas. Ele nunca tenta mudar essas energias cruas para uma forma mais refinada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Elas podem ser mudadas: a raiva pode virar compaixão — apenas precisa passar pela meditação —, a ganância pode virar partilha, a luxúria pode virar amor, o amor pode virar oração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, vivemos no último degrau da escada, vivemos onde nascemos. Nunca pensamos em nós mesmos como seres humanos potenciais. Subestimamos a vida, como se já nascêssemos inteiros, completos, perfeitos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas isso não é verdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nascemos com capacidade para ser perfeitos, nascemos com potencial para chegar ao pico mais alto. Mas é só um potencial — tem de ser concretizado. E para concretizá-lo precisamos de uma certa metodologia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Certa ciência é necessária, e é a ciência da meditação. Não é uma ciência complicada, é muito simples. Mas às vezes acontece que perdemos a coisa mais simples da vida. Perdemos o óbvio, porque estamos sempre olhando para longe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Somos sempre atraídos pelo distante, pelo longínquo, enquanto o mais próximo está sempre disponível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando você se voltar para dentro, ficará surpreso pelo fato de isso ser um fenômeno tão simples e, no entanto, de tamanha beleza — a maior alegria possível, o maior desabrochar possível. Como você pôde perder isso por tanto tempo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você nem conseguirá explicar para si mesmo por que e como esperou tanto. E é um fenômeno que pode transformar todo o seu ser em outro".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Osho, em "Meditações Para a Noite".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Feliz Páscoa a todos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8503947920113455016-4623852424163533067?l=nopobrems.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nopobrems.blogspot.com/feeds/4623852424163533067/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8503947920113455016&amp;postID=4623852424163533067&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8503947920113455016/posts/default/4623852424163533067'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8503947920113455016/posts/default/4623852424163533067'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nopobrems.blogspot.com/2010/04/sintese-do-homem.html' title='A SÍNTESE DO HOMEM'/><author><name>Carlos Jazzmo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00788566230433957486</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_Xt8nu0HhGj0/S6bTOb3S4WI/AAAAAAAAAGY/1ZRv0409K6s/S220/carao2.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8503947920113455016.post-4637223935950559086</id><published>2010-03-31T20:02:00.002-03:00</published><updated>2010-03-31T20:09:48.479-03:00</updated><title type='text'>APOCALYPSE LATER</title><content type='html'>&lt;br&gt;Sentou-se e escreveu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Puxa, não sabia sobre o Hélio... Meus pêsames a todos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho que só estive com ele uma ou duas vezes, mas ele foi bastante simpático e gentil comigo. A Dulcinha também só vi poucas vezes, mas ela foi ainda mais legal comigo. Lamento mesmo. Coisas da vida, né? Todo mundo tem sua hora... Espero que ele tenha ido em paz e que esteja num lugar legal. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você vai ao almoço do tio Armandinho? Eu estou pensando em ir, ainda que isso vá me ferrar ainda mais nos trabalhos que tenho que fazer. Além daqui, da Mangueira, tenho dois frilas para fazer. Um deles já estourou o prazo há semanas. É, por enquanto, a vida aqui está caótica. hehehe. Mas vai ser legal se você for... Talvez eu dê apenas um pulo lá, para dar abraços e coisa e tal. Veremos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sobre seu pai e sobre a retirada dele da civilização... Eu penso em algumas coisas. Olha só: se eu me mudo para São Paulo e me inscrevo em um curso de inglês, fatalmente, depois de uns meses, vou ter novos amigos. Na minha sala de aula, vou encontrar um cara gente-boa, um cara arrogante, uma menina romântica, outra amarga, vou encontrar alguém que vai se tornar meu "opositor", vou encontrar um confidente... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez, na cidade grande, alguém te faça um favor ou te puxe a perna com um português perfeito, cheio de regras de etiqueta. Talvez, no meio do mato, alguém te faça um favor ou te puxe a perna cheio de erros de concordância. Mas serão sempre pessoas, com sentimentos universais, com preconceitos, com virtudes... Ando achando que o ser humano é uma coisa só e só muda de endereço, de gosto para se vestir etc. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vira-e-mexe, eu comento com amigos que, no ser humano, hoje em dia, só me interessa o coração. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vê um exemplo: eu estou há vááááários anos estudando sobre política. E quando eu chego a uma festinha e ouço gente super intelectualizada (em suas áreas específicas) querendo discutir política, brigando por política, se ofendendo por política, botando a si mesma para baixo por política (como acontece com esses e-mails que falam mal do brasileiro, do presidente etc.), me dá vontade de ficar calado. Ora, eu sei o que estudei, sei o que vejo por aí e não vejo proveito em ficar trocando coisas "inteligentes" por aí. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse sentido, talvez o seu pai pense parecido. Já viveu muito, já conheceu muita coisa e se cansou do papo-furado das pessoas. hahahaha. Acho coerente mesmo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho que essas coisas são muito pessoais, muito subjetivas, mas a impressão que eu tive dele e da vida dele em Uarini foi um pouco diferente do que acho que você vê... Não achei que ele vive de um jeito tããããããão descolado do mundo assim. Sério. Lembro, por exemplo, que lá eu não estava a fim de ver TV, mas ele via o Jornal Nacional todo dia. Nem eu tenho mais esse hábito tão arraigado. Gosto, mas tenho consciência da perda de tempo que são essas coisas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em resumo, acho que o ser humano, em geral, é tosco. Conheço gente muito pobre e cheia de valor, e conheço gente rica, cheia de coisas materiais, mas que, até por isso mesmo, vive distraída das coisas que importam e das outras pessoas, pensando apenas em aparências e coisas assim. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fora que há um dado nisso tudo que a gente não pode ignorar: de tempos em tempos, fala-se no "mal do século". Esse mal já foi a peste negra, já foi a tuberculose... Hoje é o quê? DEPRESSÃO. Ora, se a civilização sofre de depressão, acho que isso é um indício de alguma coisa. Cada vez mais, vejo gente neurótica por aí, internalizando os valores feios que são difundidos à força - o lucro, a vantagem, a competição, o egoísmo, o consumismo, o estresse e a animalidade dos engarrafamentos etc. etc. etc. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sinceramente? Muito pouca coisa ainda me une à "sociedade". Ainda mais quando eu vejo o seguinte: é tudo uma selva e salve-se quem puder contar com um apoio legal para usar como trampolim. No meu caso, mesmo tendo nascido no meio de gente rica, bem de vida, fui forçado desde sempre a notar esse lado obscuro das pessoas. Nas ruas, vejo a selva. Em casa, vi a selva também. Não me parece surpreendente que eu mesmo esteja rumando para fora disso tudo. Não sei do que as pessoas atualmente estão atrás. Mas estou vendo quase todo mundo se relacionar de maneiras horrorosas, jogar a vida fora em nome de aparências e de um futuro que não chega nunca. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em suma: você conhece seu pai milhões de vezes mais do que eu. Mas do pouco que vi, acho que compreendo sim... Não sei sobre a parte de as pessoas o estarem isolando. Isso eu não sei. Da minha parte, isso não acontece. Sou fã dele. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fora o fato de que ele foi pro mato, mas vive quase como "coroné" daquilo lá. Não virou um monge asceta, morando debaixo da árvore e se alimentando de doações, né? Ele tem carro, tem meia-dúzia de "serviçais"... Acho bastante parecido com o pai DELE. Se a gente for pensar, as gerações de orgulhosos doutores da nossa família se originaram de um coronel tosco e bronco do interior. Não vejo contradição... Mesmo meu avô Hamilton tinha umas fantasias com o campo. Até onde eu sei, a fazenda da tia Ercília rolou por causa dele. E até onde eu sei, ele só não se enfiou por Brasília, Goiás etc. porque minha avó Risoleta não quis ir pro mato. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O lance do meu trabalho, é isso aí mesmo... Acho que apareceu um horizonte novo por aqui. Vamos ver com o tempo até onde isso vai. Vou continuar estudando para o Itamaraty, no ritmo que der, e vamos ver o que acontece. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas é isso aí. Se você for no tio Armandinho, muito provavelmente vamos nos encontrar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um beijo!!!!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quase todos os nomes são ficcionais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8503947920113455016-4637223935950559086?l=nopobrems.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nopobrems.blogspot.com/feeds/4637223935950559086/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8503947920113455016&amp;postID=4637223935950559086&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8503947920113455016/posts/default/4637223935950559086'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8503947920113455016/posts/default/4637223935950559086'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nopobrems.blogspot.com/2010/03/apocalypse-later.html' title='APOCALYPSE LATER'/><author><name>Carlos Jazzmo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00788566230433957486</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_Xt8nu0HhGj0/S6bTOb3S4WI/AAAAAAAAAGY/1ZRv0409K6s/S220/carao2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8503947920113455016.post-5238737413828753131</id><published>2010-03-24T12:31:00.007-03:00</published><updated>2010-03-24T17:46:51.045-03:00</updated><title type='text'>"COMO POSSO SEGUIR ADIANTE, SE NÃO SEI EM QUE DIREÇÃO ESTOU INDO?"</title><content type='html'>&lt;br&gt;Às vezes olhamos para trás e concluímos que certas passagens de nossas vidas foram realmente clássicos, determinantes de tudo o que se passou depois.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_Xt8nu0HhGj0/S6oyvthWzaI/AAAAAAAAAHA/ECNv7sJ9In4/s1600/DSC00403.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 267px; height: 400px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_Xt8nu0HhGj0/S6oyvthWzaI/AAAAAAAAAHA/ECNv7sJ9In4/s400/DSC00403.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5452226094140149154" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Normalmente, vivemos distraídos da vida, focados em eventos microscópicos, digladiando-nos com inimigos insignificantes, obcecados com resultados que, por mais que nos elevem o ego por um instante, dissolvem-se na estrada da vida como a mais fina e desconsiderável poeira. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perdemos tempo com tantas besteiras e depois concluímos que a vida passou diante de nós. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O grande John Lennon, "some kind of druid dude lifting the veil", como se auto-intitulou na bela e significativa canção &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=uK5nHYCXVFs"&gt;"Mind Games"&lt;/a&gt;, já disse certa vez: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"a vida é o que acontece enquanto você está ocupado, fazendo planos". &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse é o espírito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este ano, estive na Amazônia. Voltei desnorteado. Agora escrevi uma carta a uma prima, filha do tio-avô que me recebeu de braços abertos no meio da selva. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Oi, querida!&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Não se preocupe com a "demora" do e-mail. Estou agitando mil coisas ao mesmo tempo e nenhuma ansiedade decorreu dessa demora. Até porque estou falando de um assunto bem sério, de uma vida inteira. Não esperava resolver nada de sopetão. Fique realmente tranqüila. Adoro você e continuo adorando todos os nossos contatos. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Mas a questão é a seguinte: estou realmente pensando em abandonar a vida de cidade grande. Hoje em dia, tem muito poucas coisas materiais que me interessam. Preciso ter um teto, preciso de NATUREZA POR PERTO, preciso de calma, preciso comer o mínimo para me manter de pé e GOSTO MUITO apenas de internet, de uma TV com os canais básicos (nem assino mais a NET), um fuminho básico e na hora certa (que pretendo aprender a plantar, para não depender de ninguém)... &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Nada além disso. Nada mesmo. O que vai além disso é minha arte, que vou continuar a compor, escrever, cantar, tocar, fotografar etc. pela vida toda. Pretendo inclusive aprender a plantar uma hortinha. Não quero depender do mundo para me alimentar. Quero depender da terra, que é como as coisas realmente são. Não foi nenhuma empresa que me trouxe à vida e não quero mais ter de sustentar empresas para me manter vivo. Cansei. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Uma primeira idéia que me ocorre é fazer um concurso qualquer e pedir transferência para o interior (ou para alguma praia). Ainda não seria o ideal, porque não acho tão boa a idéia de passar a vida amarrado a um compromisso no qual não acredito. Tanto menos quando o dinheiro viria dos cofres públicos. Não simpatizo muito com a idéia de mamar nas tetas do governo. Mas por enquanto é a primeira opção que me ocorre. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora me mudei para o Rio de Janeiro mais uma vez. São Paulo se mostrou "pesada" demais para mim, principalmente depois de ter voltado da Amazônia. O choque foi grande demais. Vi que aquilo, a cidade daquele tamanho, com tantas coisas atreladas, com tantos atravessadores e intermediários em tudo o que você quer fazer, com tantas leis mentirosas, com tanto jogo sujo entre política e empresas, com tanta mídia mentindo e tentando fazer o caos parecer mais bonito, não é vida para mim. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Então o que acontece é isso: estou pensando profundamente nisso tudo. Talvez fosse bom voltar a Uarini e trocar umas idéias com o tio Manoel. Fiquei realmente apaixonado por ele (no melhor sentido, é claro, quase que como NETO dele) e queria muito ouvir o que ele pensa. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Agora estou completamente duro, mas pretendo juntar uma grana e tentar voltar lá em breve. Talvez ainda este ano. Por mim, não fossem compromissos de trabalho, eu voltaria lá agora. Voltaria hoje. A mochila eu faço em cinco minutos. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Ainda falando sobre trabalho, te conto que continuo trabalhando com texto. Agora voltei a trabalhar na Mangueira. Lembra que comentei com você sobre a Mangueira? Então. Voltei para lá. Estou novamente trabalhando com educação pública, algo que me dá um prazer bem grande. Eu escrevo aulas. Ajudo os professores a passar o conteúdo pra galera. É uma universidade a distância. Ligada à UAB (Universidade Aberta do Brasil). É um projeto do saudoso Darcy Ribeiro. Atende ao país todo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(trecho com informações familiares sigilosas)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas é isso. Obrigado mesmo por responder. Estou aqui com um milhão de pensamentos, mas estou com um clima bem legal. Quanto a isso, fique tranqüila. Felizmente, já consigo separar bastante as coisas todas. Não é o fato de eu estar paupérrimo, por exemplo, que vai me impedir de ir à praia, namorar e ser feliz. Só estou filtrando e separando o que vale a pena e o que não vale a pena. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Um enorme beijo. Estamos aqui. &lt;br /&gt;Carlos Gustavo".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O título do texto foi retirado da canção &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=Wq7jLEnZw6s&amp;feature=related"&gt;"How?"&lt;/a&gt;, de John Lennon.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8503947920113455016-5238737413828753131?l=nopobrems.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nopobrems.blogspot.com/feeds/5238737413828753131/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8503947920113455016&amp;postID=5238737413828753131&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8503947920113455016/posts/default/5238737413828753131'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8503947920113455016/posts/default/5238737413828753131'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nopobrems.blogspot.com/2010/03/como-posso-seguir-adiante-se-nao-sei-em.html' title='&quot;COMO POSSO SEGUIR ADIANTE, SE NÃO SEI EM QUE DIREÇÃO ESTOU INDO?&quot;'/><author><name>Carlos Jazzmo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00788566230433957486</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_Xt8nu0HhGj0/S6bTOb3S4WI/AAAAAAAAAGY/1ZRv0409K6s/S220/carao2.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_Xt8nu0HhGj0/S6oyvthWzaI/AAAAAAAAAHA/ECNv7sJ9In4/s72-c/DSC00403.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8503947920113455016.post-3202023822345421529</id><published>2010-03-23T18:45:00.008-03:00</published><updated>2010-03-23T19:58:59.810-03:00</updated><title type='text'>MINHA NOVELA DAS OITO</title><content type='html'>&lt;br&gt;Calcei um par de havaianas, vesti um short adidas, uma camiseta hering, atravessei o túnel a pé e fui até o shopping, buscar a revista com minha foto de modelo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_Xt8nu0HhGj0/S6k25nh_OrI/AAAAAAAAAG4/0nXBAM5NiAM/s1600-h/renner.bmp"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 268px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_Xt8nu0HhGj0/S6k25nh_OrI/AAAAAAAAAG4/0nXBAM5NiAM/s400/renner.bmp" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5451949187400678066" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Agora eu sei o que essa gente sente, circulando só de chinelinho pelo mundo do glamour. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8503947920113455016-3202023822345421529?l=nopobrems.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nopobrems.blogspot.com/feeds/3202023822345421529/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8503947920113455016&amp;postID=3202023822345421529&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8503947920113455016/posts/default/3202023822345421529'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8503947920113455016/posts/default/3202023822345421529'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nopobrems.blogspot.com/2010/03/eu-sou-uma-novela-das-oito.html' title='MINHA NOVELA DAS OITO'/><author><name>Carlos Jazzmo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00788566230433957486</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_Xt8nu0HhGj0/S6bTOb3S4WI/AAAAAAAAAGY/1ZRv0409K6s/S220/carao2.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_Xt8nu0HhGj0/S6k25nh_OrI/AAAAAAAAAG4/0nXBAM5NiAM/s72-c/renner.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8503947920113455016.post-9140628969314832278</id><published>2010-03-21T13:00:00.008-03:00</published><updated>2010-03-22T14:55:15.696-03:00</updated><title type='text'>O SEXO DO RAIO X</title><content type='html'>&lt;br&gt;- ...já não creio em nada disso. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- mas então de que forma a coisa mudaria?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- de dentro para fora. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- hum. entendi. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Captei a frustração&lt;/em&gt;. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- que foi? esperava que eu dissesse o quê?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- nada. é que não acredito em nada de dentro para fora. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- hahaha. vou adorar ouvir sobre isso. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- acho que é tudo socialmente construído. tudo de fora para dentro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Silenciei e sorri. Olhei para baixo, traguei longamente, enchi os pulmões, prendi, sorri mais uma vez. Ela reagiu.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- hum, em que você está pensando?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- ...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- que eu sou o seu oposto, não é?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- exatamente. a palavra é "oposto". mas acontece o seguinte: diferente da sua idéia de que tudo é construído, e segundo a qual a chamada realidade pessoal será também fruto de construção, algo que pressupõe e até incentiva o conflito diário, material, a fim de livrar o homem da realidade anterior que o aprisiona, eu não acredito mais em choque. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- não acredita em choque?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- não. hoje eu vejo opostos como peças que se encaixam perfeitamente. não vejo choque; vejo complemento. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Momentos depois, após algumas boas variações, surgia um nítido movimento físico de gangorra que se repetiu por várias investidas suadas, com banhos frios e quentes nos intervalos, até que ambos caíssem em êxtase e dormissem abraçados, sem que ninguém precisasse propor. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Separados, tudo parecia a mais pura incompletude. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Toda hora comento aqui, direta ou indiretamente, sobre minhas práticas diárias, sobre minhas teorias, observações, dúvidas e sacações. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É bem claro em mim o tipo de objetivo que pretendo alcançar com isso tudo: nada ligado a status ou a algo que melhore minha própria vida em termos práticos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Felizmente, consegui chegar a um ponto em que, materialmente, tudo de que realmente preciso é uma cobertura física contra intempéries e um mínimo de alimento e água, apenas a fim de que meu corpo não caia pelo chão como um saco vazio. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para além disso, tudo o mais é paisagem. Tudo além disso é turismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando me mudei para o Rio desta vez, estava a um pequeno passo de me unir de forma mais ampla a um certo grupo de monges hindus, herdeiros das idéias do grande e bom &lt;strong&gt;Sri Anandamurti&lt;/strong&gt;. Mantenho com um deles, até agora, uma boa conversa por e-mail. Cada um dedicado a seus afazeres, mas tentando a todo custo perceber a brecha certa para que nos encontremos mais uma vez. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Herdeiros das idéias. Idéias que me surgiram espontaneamente e que, tempos depois, foram sendo repercutidas por um amigo que, um por vez, me encaminhava textos do velho sábio, mostrando que alguém, muito tempo atrás, havia dito as mesmas coisas que eu. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sempre que decido pôr algo para fora, em palavras, hesito severamente. Penso que talvez seja tudo compreendido como piada, penso que talvez seja entendido como doideira ou mesmo pura exibição estética, em uma época em que as coisas param na forma e ninguém dá por falta do conteúdo... Penso, penso e acabo pensando bastante a cada linha. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei se o que digo ou vivo e passo adiante pode realmente ajudar os demais. Não sei em que ponto de suas auto-descobertas estarão os amigos. É bem freqüente a impressão de que falo sobre temas abstratos demais. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sendo assim, desta vez, desço à Terra por alguns instantes e toco em um ponto sensível. Talvez, fazendo a coisa como ofereço a seguir, por mais que esteja indicando aqui um caminho torto, eu possa ajudar a quem quer ou acredita que quer ser ajudado. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ajudado em quê? Na dura tarefa de adaptar-se a um mundo... irregular e, além disso, semear por aí algo que aponte para um futuro melhor - para si mesmo e para todos os que estão em volta. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desta forma, sem me alongar mais do que já fiz, saibam todos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;concentração, meditação, foco, compaixão, o olhar atento sobre si, sobre os outros e sobre todas as coisas...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;reflete-se diretamente no sexo. &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, reflete-se diretamente no ato sexual. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como? De que forma? O que passa a acontecer? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, siga o caminho e veja por si só. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8503947920113455016-9140628969314832278?l=nopobrems.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nopobrems.blogspot.com/feeds/9140628969314832278/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8503947920113455016&amp;postID=9140628969314832278&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8503947920113455016/posts/default/9140628969314832278'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8503947920113455016/posts/default/9140628969314832278'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nopobrems.blogspot.com/2010/03/o-sexo-do-raio-x.html' title='O SEXO DO RAIO X'/><author><name>Carlos Jazzmo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00788566230433957486</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_Xt8nu0HhGj0/S6bTOb3S4WI/AAAAAAAAAGY/1ZRv0409K6s/S220/carao2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8503947920113455016.post-6808794971992448652</id><published>2010-03-15T11:31:00.006-03:00</published><updated>2010-03-15T12:09:04.829-03:00</updated><title type='text'>SHAKYAMUNI E A IDADE DE CRISTO</title><content type='html'>&lt;br&gt;Hoje, às novequinze da manhã, alcancei a marca mística dos 33 anos de idade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_Xt8nu0HhGj0/S55IVICNFdI/AAAAAAAAAGQ/YoNAEx3_DGs/s1600-h/buda2.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 238px; height: 320px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_Xt8nu0HhGj0/S55IVICNFdI/AAAAAAAAAGQ/YoNAEx3_DGs/s320/buda2.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5448872126936061394" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Lembro vagamente de um episódio do Chaves.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não o Chaves venezuelano, mas sim o Chaves do oito. El Chavo del ocho. O Diógenes moderno, que mora em um barril e que só abandona a contemplação em nome de um bom sanduíche de presunto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No tal episódio, alguém aproximava-se de nosso querido senhor Madruga e, a fim de dar-lhe uma lição de moral, dizia que Fulano de tal, em sua idade, já era presidente da República.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste ponto, lembro também de Raul Seixas, com seus brilhantes versos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"mamãe, não quero ser prefeito. Pode ser que eu seja eleito e alguém pode querer me assassinar. Eu não preciso ler jornais. Mentir sozinho, eu sou capaz. Não quero ir de encontro ao azar. Papai, não quero provar nada. Eu já servi à pátria amada e todo mundo cobra a minha luz. Ó, coitado, foi tão cedo. Deus me livre, eu tenho medo. Morrer dependurado numa cruz. Eu não sou besta pra tirar onda de herói. Sou vacinado, sou caubói. Caubói fora-da-lei. Durango Kid só existe no gibi e quem quiser que fique aqui. Entrar pra história é com vocês".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No saudoso blogue O Idiota Analógico, já cheguei a considerar:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"gerações de glória me oprimem com seus padrões inalcançáveis".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, às novequinze da manhã, alcancei a marca mística dos 33 anos completos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Wolfgang A. Mozart compunha desde os seis. Arthur Rimbaud atingiu o ápice aos dezessete.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mitos do roquenrou costumam falecer aos vintessete. Já passei da idade de me tornar um deles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda assim, aos trintetrês, ainda tenho a chance de ser um... bem...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sidarta Gautama nasceu como príncipe, em Kapilavastu, capital do reino dos Shákyas, no norte da Índia, no sopé da cordilheira do Himalaia, em meados do século VI a.C..&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sidarta era filho do rei Shudodana e da rainha Maya, que veio a falecer sete dias após ter dado à luz o príncipe. Devido a isso, ele acabou sendo criado por uma tia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O jovem Sidarta foi criado sob hiper-proteção paterna, devido a uma profecia que dizia que, se ao crescer, Sidarta se tornasse um rei, ele unificaria e dominaria todos os reinos. Já se viesse a abandonar tudo e passasse a trilhar os caminhos de um monge errante, ele se tornaria um Buda, um Iluminado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, Sidarta cresceu sem ter o mínimo contato com os sofrimentos inerentes à vida humana, tais como o envelhecimento, a doença e a morte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aos 29 anos de idade, porém, movido por um desejo insaciável de encontrar a Verdade sobre a existência humana, Sidarta deixa o palácio e se dirige para a floresta, onde passa 6 anos como monge asceta, em companhia de outros 5 monges.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No final desse período de 6 anos de austeridade, ele conclui que não era esse o caminho que o levaria ao Despertar. Deixando de lado esse sistema, passa a praticar e desenvolver, por si só, um tipo de meditação de instrospecção que acaba por levá-lo ao “Despertar da Mente Búdica”, à Iluminação, que consiste em obter o conhecimento correto sobre si mesmo e sobre todas as coisas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No ponto do despertar, Sidarta Gautama tinha então 35 anos de idade. Foi quando passou a ser conhecido como Shakyamuni, o sábio do povo dos Shákyas, ou como o Buda, o Desperto, o Acordado, o Iluminado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até sua morte, aos 80 anos de idade, Shakyamuni, o Buda, procurou transmitir a sua vivência aos outros, que, juntando-se a ele como discípulos, acabaram por formar uma grande comunidade, que acabou por perpetuar os ensinamentos do Buda até os nossos dias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8503947920113455016-6808794971992448652?l=nopobrems.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nopobrems.blogspot.com/feeds/6808794971992448652/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8503947920113455016&amp;postID=6808794971992448652&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8503947920113455016/posts/default/6808794971992448652'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8503947920113455016/posts/default/6808794971992448652'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nopobrems.blogspot.com/2010/03/shakyamuni-e-idade-de-cristo.html' title='SHAKYAMUNI E A IDADE DE CRISTO'/><author><name>Carlos Jazzmo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00788566230433957486</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_Xt8nu0HhGj0/S6bTOb3S4WI/AAAAAAAAAGY/1ZRv0409K6s/S220/carao2.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_Xt8nu0HhGj0/S55IVICNFdI/AAAAAAAAAGQ/YoNAEx3_DGs/s72-c/buda2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8503947920113455016.post-1493272523542116373</id><published>2010-03-08T16:27:00.002-03:00</published><updated>2010-03-08T16:36:59.083-03:00</updated><title type='text'>MULHER, MULHER, MULHER</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_Xt8nu0HhGj0/S5VRM6z7_xI/AAAAAAAAAGA/5H2uYa_Jnhg/s1600-h/Neguinho_da_beija_flor.bmp"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 280px; height: 320px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_Xt8nu0HhGj0/S5VRM6z7_xI/AAAAAAAAAGA/5H2uYa_Jnhg/s320/Neguinho_da_beija_flor.bmp" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5446348606761860882" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=-L83UxrxclA"&gt;Veja o clipe oficial&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mulher, mulher, mulher&lt;br /&gt;Mulher, mulher, mulher&lt;br /&gt;Mulher, mulher, mulher&lt;br /&gt;Mulher, mulher, mulher&lt;br /&gt;Mulher, mulher, mulher&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A mulher é a mulher&lt;br /&gt;A mulher é a mulher&lt;br /&gt;A mulher é a mulher&lt;br /&gt;A mulher, a mulher&lt;br /&gt;A mulher, a mulher!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Melhor que uma mulher&lt;br /&gt;Só dez mulher&lt;br /&gt;Só dez mulher&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Melhor que dez mulher&lt;br /&gt;Só mil mulher&lt;br /&gt;Só mil mulher&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma mulher, duas mulher,&lt;br /&gt;Três mulher, quatro mulher&lt;br /&gt;Cinco mulher, seis mulher&lt;br /&gt;Sete mulher, oito mulher&lt;br /&gt;Nove mulher, dez mulher&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[refrão]&lt;br /&gt;Mulher, mulher, mulher&lt;br /&gt;Mulher, mulher, mulher&lt;br /&gt;Mulher, mulher, mulher&lt;br /&gt;Mulher, mulher, mulher&lt;br /&gt;Mulher, mulher, mulher&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A mulher é a mulher&lt;br /&gt;A mulher é a mulher&lt;br /&gt;A mulher é a mulher&lt;br /&gt;A mulher, a mulher&lt;br /&gt;A mulher, a mulher!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Melhor que uma mulher&lt;br /&gt;Só dez mulher&lt;br /&gt;Só dez mulher&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Melhor que dez mulher&lt;br /&gt;Só mil mulher&lt;br /&gt;Só mil mulher&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma mulher, duas mulher,&lt;br /&gt;Três mulher, quatro mulher&lt;br /&gt;Cinco mulher, seis mulher&lt;br /&gt;Sete mulher, oito mulher&lt;br /&gt;Nove mulher, dez mulher&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[refrão]&lt;br /&gt;Mulher, mulher, mulher&lt;br /&gt;Mulher, mulher, mulher&lt;br /&gt;Mulher, mulher, mulher&lt;br /&gt;Mulher, mulher, mulher&lt;br /&gt;Mulher, mulher, mulher&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Salve a mulher brasileira&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8503947920113455016-1493272523542116373?l=nopobrems.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nopobrems.blogspot.com/feeds/1493272523542116373/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8503947920113455016&amp;postID=1493272523542116373&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8503947920113455016/posts/default/1493272523542116373'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8503947920113455016/posts/default/1493272523542116373'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nopobrems.blogspot.com/2010/03/mulher.html' title='MULHER, MULHER, MULHER'/><author><name>Carlos Jazzmo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00788566230433957486</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_Xt8nu0HhGj0/S6bTOb3S4WI/AAAAAAAAAGY/1ZRv0409K6s/S220/carao2.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_Xt8nu0HhGj0/S5VRM6z7_xI/AAAAAAAAAGA/5H2uYa_Jnhg/s72-c/Neguinho_da_beija_flor.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8503947920113455016.post-5698225633971846139</id><published>2010-03-05T17:01:00.003-03:00</published><updated>2010-03-05T17:06:14.297-03:00</updated><title type='text'>UM CORDEL PARA GEORGE ORWELL</title><content type='html'>&lt;br&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;BIG BROTHER BRASIL&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Autor: Antonio Barreto,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cordelista natural de Santa Bárbara-BA,&lt;br /&gt;residente em Salvador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Curtir o Pedro Bial&lt;br /&gt;E sentir tanta alegria&lt;br /&gt;É sinal de que você&lt;br /&gt;O mau-gosto aprecia&lt;br /&gt;Dá valor ao que é banal&lt;br /&gt;É preguiçoso mental&lt;br /&gt;E adora baixaria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há muito tempo não vejo&lt;br /&gt;Um programa tão 'fuleiro'&lt;br /&gt;Produzido pela Globo&lt;br /&gt;Visando Ibope e dinheiro&lt;br /&gt;Que além de alienar&lt;br /&gt;Vai por certo atrofiar&lt;br /&gt;A mente do brasileiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Me refiro ao brasileiro&lt;br /&gt;Que está em formação&lt;br /&gt;E precisa evoluir&lt;br /&gt;Através da Educação&lt;br /&gt;Mas se torna um refém&lt;br /&gt;Iletrado, 'zé-ninguém'&lt;br /&gt;Um escravo da ilusão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em frente à televisão&lt;br /&gt;Lá está toda a família&lt;br /&gt;Longe da realidade&lt;br /&gt;Onde a bobagem fervilha&lt;br /&gt;Não sabendo essa gente&lt;br /&gt;Desprovida e inocente&lt;br /&gt;Desta enorme 'armadilha'.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cuidado, Pedro Bial&lt;br /&gt;Chega de esculhambação&lt;br /&gt;Respeite o trabalhador&lt;br /&gt;Dessa sofrida Nação&lt;br /&gt;Deixe de chamar de heróis&lt;br /&gt;Essas girls e esses boys&lt;br /&gt;Que têm cara de bundão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O seu pai e a sua mãe,&lt;br /&gt;Querido Pedro Bial,&lt;br /&gt;São verdadeiros heróis&lt;br /&gt;E merecem nosso aval&lt;br /&gt;Pois tiveram que lutar&lt;br /&gt;Pra manter e te educar&lt;br /&gt;Com esforço especial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitos já se sentem mal&lt;br /&gt;Com seu discurso vazio.&lt;br /&gt;Pessoas inteligentes&lt;br /&gt;Se enchem de calafrio&lt;br /&gt;Porque quando você fala&lt;br /&gt;A sua palavra é bala&lt;br /&gt;A ferir o nosso brio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um país como Brasil&lt;br /&gt;Carente de educação&lt;br /&gt;Precisa de gente grande&lt;br /&gt;Para dar boa lição&lt;br /&gt;Mas você na rede Globo&lt;br /&gt;Faz esse papel de bobo&lt;br /&gt;Enganando a Nação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Respeite, Pedro Bial&lt;br /&gt;Nosso povo brasileiro&lt;br /&gt;Que acorda de madrugada&lt;br /&gt;E trabalha o dia inteiro&lt;br /&gt;Dar muito duro, anda rouco&lt;br /&gt;Paga impostos, ganha pouco:&lt;br /&gt;Povo HERÓI, povo guerreiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto a sociedade&lt;br /&gt;Neste momento atual&lt;br /&gt;Se preocupa com a crise&lt;br /&gt;Econômica e social&lt;br /&gt;Você precisa entender&lt;br /&gt;Que queremos aprender&lt;br /&gt;Algo sério, não banal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse programa da Globo&lt;br /&gt;Vem nos mostrar sem engano&lt;br /&gt;Que tudo que ali ocorre&lt;br /&gt;Parece um zoológico humano&lt;br /&gt;Onde impera a esperteza&lt;br /&gt;A malandragem, a baixeza:&lt;br /&gt;Um cenário sub-humano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A moral e a inteligência&lt;br /&gt;Não são mais valorizadas.&lt;br /&gt;Os "heróis" protagonizam&lt;br /&gt;Um mundo de palhaçadas&lt;br /&gt;Sem critério e sem ética&lt;br /&gt;Em que vaidade e estética&lt;br /&gt;São muito mais que louvadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não se vê força poética&lt;br /&gt;Nem projeto educativo.&lt;br /&gt;Um mar de vulgaridade&lt;br /&gt;Já tornou-se imperativo.&lt;br /&gt;O que se vê realmente&lt;br /&gt;É um programa deprimente&lt;br /&gt;Sem nenhum objetivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez haja objetivo&lt;br /&gt;"professor", Pedro Bial&lt;br /&gt;O que vocês tão querendo&lt;br /&gt;É injetar o banal&lt;br /&gt;Deseducando o Brasil&lt;br /&gt;Nesse Big Brother vil&lt;br /&gt;De lavagem cerebral...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso é um desserviço&lt;br /&gt;Mau exemplo à juventude&lt;br /&gt;Que precisa de esperança&lt;br /&gt;Educação e atitude&lt;br /&gt;Porém a mediocridade&lt;br /&gt;Unida à banalidade&lt;br /&gt;Faz com que ninguém estude.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É grande o constrangimento&lt;br /&gt;De pessoas confinadas&lt;br /&gt;Num espaço luxuoso&lt;br /&gt;Curtindo todas baladas:&lt;br /&gt;Corpos "belos" na piscina&lt;br /&gt;A gastar adrenalina:&lt;br /&gt;Nesse mar de palhaçadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se a intenção da Globo&lt;br /&gt;É de nos "emburrecer"&lt;br /&gt;Deixando o povo demente&lt;br /&gt;Refém do seu poder:&lt;br /&gt;Pois saiba que a exceção&lt;br /&gt;(Amantes da educação)&lt;br /&gt;Vai contestar a valer...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A você, Pedro Bial&lt;br /&gt;Um mercador da ilusão&lt;br /&gt;Junto a poderosa Globo&lt;br /&gt;Que conduz nossa Nação&lt;br /&gt;Eu lhe peço esse favor:&lt;br /&gt;Reflita no seu labor&lt;br /&gt;E escute seu coração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E vocês, caros irmãos&lt;br /&gt;Que estão nessa cegueira&lt;br /&gt;Não façam mais ligações&lt;br /&gt;Apoiando essa besteira.&lt;br /&gt;Não deem sua grana à Globo&lt;br /&gt;Isso é papel de bobo:&lt;br /&gt;Fujam dessa baboseira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E quando chegar ao fim&lt;br /&gt;Desse Big Brother vil&lt;br /&gt;Que em nada contribui&lt;br /&gt;Para o povo varonil&lt;br /&gt;Ninguém vai sentir saudade:&lt;br /&gt;Quem lucra é a sociedade&lt;br /&gt;Do nosso querido Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E saiba, caro leitor&lt;br /&gt;Que nós somos os culpados&lt;br /&gt;Porque sai do nosso bolso&lt;br /&gt;Esses milhões desejados&lt;br /&gt;Que são ligações diárias&lt;br /&gt;Bastante desnecessárias&lt;br /&gt;Pra esses desocupados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A loja do BBB&lt;br /&gt;Vendendo só porcaria&lt;br /&gt;Enganando muita gente&lt;br /&gt;Que logo se contagia&lt;br /&gt;Com tanta futilidade&lt;br /&gt;Um mar de vulgaridade&lt;br /&gt;Que nunca terá valia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chega de vulgaridade&lt;br /&gt;E apelo sexual.&lt;br /&gt;Não somos só futebol,&lt;br /&gt;baixaria e carnaval.&lt;br /&gt;Queremos Educação&lt;br /&gt;E também evolução&lt;br /&gt;No mundo espiritual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cadê a cidadania&lt;br /&gt;Dos nossos educadores&lt;br /&gt;Dos alunos, dos políticos&lt;br /&gt;Poetas, trabalhadores?&lt;br /&gt;Seremos sempre enganados&lt;br /&gt;e vamos ficar calados&lt;br /&gt;diante de enganadores?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Barreto termina assim&lt;br /&gt;Alertando ao Bial:&lt;br /&gt;Reveja logo esse equívoco&lt;br /&gt;Reaja à força do mal&lt;br /&gt;Eleve o seu coração&lt;br /&gt;Tomando uma decisão&lt;br /&gt;Ou então siga, animal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;FIM&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Salvador, 16 de janeiro de 2010.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8503947920113455016-5698225633971846139?l=nopobrems.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nopobrems.blogspot.com/feeds/5698225633971846139/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8503947920113455016&amp;postID=5698225633971846139&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8503947920113455016/posts/default/5698225633971846139'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8503947920113455016/posts/default/5698225633971846139'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nopobrems.blogspot.com/2010/03/um-cordel-para-george-orwell.html' title='UM CORDEL PARA GEORGE ORWELL'/><author><name>Carlos Jazzmo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00788566230433957486</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_Xt8nu0HhGj0/S6bTOb3S4WI/AAAAAAAAAGY/1ZRv0409K6s/S220/carao2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8503947920113455016.post-8706368749575822714</id><published>2010-02-17T16:36:00.007-02:00</published><updated>2010-02-17T17:43:23.583-02:00</updated><title type='text'>HÁ QUEM DIGA</title><content type='html'>&lt;br&gt;A7               Dm                           C&lt;br /&gt;     Há quem diga que eu dormi de touca&lt;br /&gt;             Bb                    A7&lt;br /&gt;Que eu perdi a boca, que eu fugi da briga&lt;br /&gt;              Gm                   Dm7&lt;br /&gt;Que eu caí do galho e que não vi saída&lt;br /&gt;               E7                    A7&lt;br /&gt;Que eu morri de medo quando o pau quebrou&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;         Dm7                    C&lt;br /&gt;Há quem diga que eu não sei de nada&lt;br /&gt;                   Bb                 A7&lt;br /&gt;Que eu não sou de nada e não peço desculpas&lt;br /&gt;                 Gm                      Dm7&lt;br /&gt;Que eu não tenho culpa, mas que eu dei bobeira&lt;br /&gt;               E7            A7&lt;br /&gt;E que Durango Kid quase me pegou&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu, por mim, queria isso e aquilo&lt;br /&gt;Um quilo mais daquilo, um grilo menos nisso&lt;br /&gt;É disso que eu preciso ou não é nada disso&lt;br /&gt;Eu quero é todo mundo nesse carnaval&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;           Dm7      C                &lt;br /&gt;Eu quero é botar meu bloco na rua    &lt;br /&gt;  Bb      A7 &lt;br /&gt;Brincar, botar pra gemer&lt;br /&gt;           Dm7      C                &lt;br /&gt;Eu quero é botar meu bloco na rua    &lt;br /&gt;  Bb      A7 &lt;br /&gt;Gingar pra dar e vender&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=rsiAN__ii7E"&gt;Sérgio Sampaio - 'Eu quero é botar meu bloco na rua'&lt;/a&gt;)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8503947920113455016-8706368749575822714?l=nopobrems.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nopobrems.blogspot.com/feeds/8706368749575822714/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8503947920113455016&amp;postID=8706368749575822714&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8503947920113455016/posts/default/8706368749575822714'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8503947920113455016/posts/default/8706368749575822714'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nopobrems.blogspot.com/2010/02/ha-quem-diga.html' title='HÁ QUEM DIGA'/><author><name>Carlos Jazzmo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00788566230433957486</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_Xt8nu0HhGj0/S6bTOb3S4WI/AAAAAAAAAGY/1ZRv0409K6s/S220/carao2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8503947920113455016.post-4991755325998045751</id><published>2010-02-15T16:48:00.003-02:00</published><updated>2010-02-15T16:58:26.544-02:00</updated><title type='text'>OUVIR, CONTEMPLAR E MEDITAR</title><content type='html'>&lt;br&gt;Dirijo-me a todos os seres sencientes. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos aqueles que sentem, independente de serem - ou do quanto sejam - conscientes. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma vez eu li uma coisa simples:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"A quem os deuses mundanos podem ajudar, se eles mesmos estão confinados na prisão do samsara? Assim, quando você procurar ajuda, tomar o refúgio genuíno nas Três Jóias é a prática de um bodhisattva".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pode parecer complicado, mas vou destrinchar parte por parte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deuses mundanos são santos, semideuses, guerreiros alçados ao patamar do divino etc. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imagine uma coisa: em todo conflito que se trave entre pessoas, há sempre interesses sendo defendidos de ambos os lados. Lados que existem, que surgiram no mundo ao mesmo tempo e cuja existência não está relacionada à dos demais. Prova disso é que ambos os lados nasceram e estão aí. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para o equilíbrio de todas as coisas, não faz diferença que estejam ambos aí. Logo, todos esses aparentes conflitos poderiam se dar em escalas mais tranqüilas, se ambos os lados tivessem a consciência da existência e da legitimidade do outro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A guerra é o esgotamento dos recursos diplomáticos. Encará-la como algo nobre é escolha das pessoas. Não há nada de nobre em, em nome de se preservar a existência de um, eliminar a existência de outro. Não foi nenhum governo ou exército que te trouxe à vida e não cabe a nenhum desses agentes o direito de tirá-la. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pensando assim, que valor haverá em um guerreiro? Que valor haverá em um guerreiro, algum valor que o coloque acima das limitações e das paixões humanas? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não haverá. Portanto, recorrer a um guerreiro para solucionar seus problemas internos será insistir no erro de acreditar que o problema é externo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A chamada prisão do samsara é nada além dos efeitos repetitivos das ações repetitivas do homem. Eliminando-se qualquer misticismo da sabedoria oriental, fica claro que estamos constantemente sofrendo os efeitos dos erros que repetimos &lt;em&gt;ad nauseum&lt;/em&gt;. Quando o hinduísmo fala em romper com ciclos, é realmente a isso que se refere. Um guerreiro eterno, por exemplo, estará para sempre condenado a combater aqueles que sentem os efeitos de sua espada. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estará ocupado o suficiente com isso. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As três jóias de um bodhisattva são:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;.ouvir;&lt;br /&gt;.contemplar;&lt;br /&gt;.meditar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um bodhisattva é, literalmente, um ser de sabedoria. É alguém que se dedica a conhecer e, a partir do que reúne, passar adiante ao resto das pessoas, a fim de elevar o nível geral do planeta. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existem trintessete práticas para um bodhisattva. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Transmito-as aqui abertamente. Como dizia nosso querido J.C., algumas sementes caem sobre rocha, mas outras caem sobre solo fértil. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não preciso ser nada especial para me julgar no direito de dizer: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;nós, que não vemos beleza no sofrimento, precisamos de toda ajuda possível&lt;/strong&gt;. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[1] Tendo obtido o livre e bem favorecido nascimento humano,&lt;br /&gt;Tão difícil de vir e tão poderoso,&lt;br /&gt;Perseverando firmemente, noite e dia,&lt;br /&gt;Para liberar a si e aos outros do oceano do samsara —&lt;br /&gt;Ouvir, contemplar e meditar&lt;br /&gt;É a prática de um bodhisattva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[2] Diante dos amigos, apego como água turbulenta;&lt;br /&gt;Diante dos inimigos, ódio como o fogo raivoso;&lt;br /&gt;Obscurecidos pela ignorância, esquecemos o que deve&lt;br /&gt;E o que não deve ser feito —&lt;br /&gt;Deixar para trás a terra natal&lt;br /&gt;É a prática de um bodhisattva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[3] Quando as más circunstâncias são deixadas para trás,&lt;br /&gt;As emoções e crenças obscuras diminuem gradualmente.&lt;br /&gt;Sem distrações, a persistência diante da virtude aumenta naturalmente.&lt;br /&gt;À medida que a consciência se esclarece, surge a certeza no Dharma —&lt;br /&gt;Passar o tempo em solidão&lt;br /&gt;É a prática de um bodhisattva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[4] Durante a morte, a consciência visitante deixa o corpo para trás,&lt;br /&gt;Como um hóspede deixando uma pensão,&lt;br /&gt;Deixando para trás as pessoas amadas com quem ficamos por muito tempo,&lt;br /&gt;Deixando para trás a riqueza ganha através do esforço.&lt;br /&gt;Assim, abandonar as preocupações desta vida&lt;br /&gt;É a prática de um bodhisattva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[5] As pessoas com quem você está,&lt;br /&gt;Que aumentam os três venenos,&lt;br /&gt;Que enfraquecem as práticas do ouvir, contemplar e meditar,&lt;br /&gt;Que minam a bondade amorosa e a compaixão —&lt;br /&gt;Abandonar as más amizades&lt;br /&gt;É a prática de um bodhisattva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[6] Aqueles de quem você depende, que colocam fim aos vícios,&lt;br /&gt;Que fazem aumentar as boas qualidades, como a lua crescente —&lt;br /&gt;Manter estes amigos espirituais&lt;br /&gt;Como sendo mais preciosos&lt;br /&gt;Do que o seu próprio corpo&lt;br /&gt;É a prática de um bodhisattva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[7] A quem os deuses mundanos podem ajudar&lt;br /&gt;Se eles mesmos estão confinados na prisão do samsara?&lt;br /&gt;Assim, quando você procurar ajuda,&lt;br /&gt;Tomar o refúgio genuíno nas Três Jóias&lt;br /&gt;É a prática de um bodhisattva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[8] O Buddha disse,&lt;br /&gt;"O resultado das ações negativas&lt;br /&gt;É o sofrimento dos reinos inferiores, tão difícil de suportar."&lt;br /&gt;Portanto, não cometer atos ruins&lt;br /&gt;Mesmo ao custo da própria vida&lt;br /&gt;É a prática de um bodhisattva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[9] A felicidade dos três mundos&lt;br /&gt;É como o orvalho sobre uma folha de grama,&lt;br /&gt;Que desaparece em um instante.&lt;br /&gt;Esforçar-se pelo estado supremo —&lt;br /&gt;A liberação que nunca muda —&lt;br /&gt;É a prática de um bodhisattva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[10] De que adianta a felicidade pessoal&lt;br /&gt;Se cada mãe, que foi tão afetuosa com você&lt;br /&gt;Desde um tempo sem início, está sofrendo?&lt;br /&gt;Assim, para liberar um infinito número de seres sencientes,&lt;br /&gt;Gerar a mente da iluminação&lt;br /&gt;É a prática de um bodhisattva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[11] Sem exceção, todo sofrimento vem&lt;br /&gt;De querer felicidade apenas para si mesmo;&lt;br /&gt;Os buddhas perfeitos são nascidos da aspiração de beneficiar os outros.&lt;br /&gt;Assim, trocar verdadeiramente a própria felicidade&lt;br /&gt;Pelo sofrimento dos outros&lt;br /&gt;É a prática de um bodhisattva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[12] Mesmo se alguém de grande cobiça&lt;br /&gt;Roubar toda a sua riqueza, ou se alguém a roubou,&lt;br /&gt;Dedicar ao ladrão o seu corpo,&lt;br /&gt;Suas alegrias e seu mérito —&lt;br /&gt;Passados, presentes e futuros —&lt;br /&gt;É a prática de um bodhisattva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[13] Mesmo se alguém cortar fora a sua cabeça,&lt;br /&gt;Sem você nada ter feito de errado,&lt;br /&gt;Tomar as negatividades daquela pessoa&lt;br /&gt;Através do poder da compaixão&lt;br /&gt;É a prática de um bodhisattva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[14] Mesmo se alguém difamá-lo&lt;br /&gt;Pela extensão de um bilhão de universos,&lt;br /&gt;Falar das boas qualidades daquela pessoa&lt;br /&gt;Com uma mente cuidadosa&lt;br /&gt;É a prática de um bodhisattva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[15] Mesmo se alguém insultá-lo no meio de uma multidão,&lt;br /&gt;Apontando suas falhas escondidas —&lt;br /&gt;Reverenciá-lo respeitosamente,&lt;br /&gt;Vendo aquela pessoa como um amigo espiritual,&lt;br /&gt;É a prática de um bodhisattva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[16] Mesmo se alguém que você cuidou&lt;br /&gt;Como se fosse o seu próprio filho&lt;br /&gt;Considerá-lo como um inimigo —&lt;br /&gt;Ser especialmente afetivo diante dele,&lt;br /&gt;Como uma mãe cujo filho está doente,&lt;br /&gt;É a prática de um bodhisattva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[17] Mesmo se alguém, igual ou inferior a você,&lt;br /&gt;Tratá-lo com desprezo e arrogância —&lt;br /&gt;Colocá-lo respeitosamente acima de você,&lt;br /&gt;Como você faria com seu professor,&lt;br /&gt;É a prática de um bodhisattva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[18] Mesmo que você esteja sem dinheiro,&lt;br /&gt;Desprezado continuamente pelos homens,&lt;br /&gt;Terrivelmente doente, golpeado pelas forças maléficas —&lt;br /&gt;Tomar para si mesmo todos os atos ruins&lt;br /&gt;E sofrimentos dos outros, sem perder a afeição,&lt;br /&gt;É a prática de um bodhisattva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[19] Mesmo sendo bem conhecido e respeitado,&lt;br /&gt;Tão rico quanto Vaishravana —&lt;br /&gt;Tendo visto que a riqueza e glória mundanas são sem essência,&lt;br /&gt;Estar livre da arrogância&lt;br /&gt;É a prática de um bodhisattva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[20] Enquanto o inimigo interior, o próprio ódio, permanecer descontrolado,&lt;br /&gt;Tentar subjugar os inimigos externos fará apenas aumentá-los ainda mais.&lt;br /&gt;Portanto, domar o próprio fluxo mental&lt;br /&gt;Com as forças da bondade amorosa e da compaixão&lt;br /&gt;É a prática de um bodhisattva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[21] O desejo é como beber água salgada —&lt;br /&gt;Quanto mais você deixa, mais o apego aumenta.&lt;br /&gt;Deixar ir imediatamente tudo o que faz surgir o apego&lt;br /&gt;É prática de um bodhisattva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[22] Os fenômenos aparentes, todos eles,&lt;br /&gt;São fabricações da mente;&lt;br /&gt;A natureza inata da mente&lt;br /&gt;É separada das fabricações da mente.&lt;br /&gt;Tendo visto isso, não se envolver com a percepção dualista&lt;br /&gt;Ao ver coisas belas,&lt;br /&gt;[23] Abster-se do apego ao ver os objetos&lt;br /&gt;Como sendo tão amáveis e irreais&lt;br /&gt;Quanto os arco-íris de verão,&lt;br /&gt;É a prática de um bodhisattva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[24] Tomar as aparências ilusórias como sendo reais&lt;br /&gt;É tão exaustivo quanto ver a morte do próprio filho em um sonho —&lt;br /&gt;Nossos muitos sofrimentos são assim.&lt;br /&gt;Deste modo, considerando como fantasias&lt;br /&gt;Os acontecimentos não desejados da vida,&lt;br /&gt;[25] Aqueles que querem a iluminação&lt;br /&gt;Devem dar seus próprios corpos se for necessário,&lt;br /&gt;Sem falar também da doação de coisas externas.&lt;br /&gt;Dar generosamente — sem esperança ou recompensa,&lt;br /&gt;E sem o desejo de resultados —&lt;br /&gt;É a prática de um bodhisattva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[26] Sem ética, você não poderá alcançar benefício nem mesmo para si;&lt;br /&gt;Então, querer beneficiar os outros será apenas uma piada.&lt;br /&gt;Portanto, manter a ética que é livre de apego a este mundo&lt;br /&gt;É a prática de um bodhisattva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[27] Tudo o que é danoso é como um tesouro de jóias&lt;br /&gt;Para o bodhisattva, que deseja os prazeres da virtude.&lt;br /&gt;Assim, cultivar a paciência sem ódio ou ressentimento,&lt;br /&gt;Diante de qualquer um,&lt;br /&gt;É a prática de um bodhisattva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[28] Apesar dos ouvintes e realizadores solitários&lt;br /&gt;Realizarem benefício para si mesmos,&lt;br /&gt;Eles se esforçam como se colocassem fogo em seus cabelos.&lt;br /&gt;Fazer esforços dos quais nascem&lt;br /&gt;As boas qualidades que beneficiam a todos os seres&lt;br /&gt;É a prática de um bodhisattva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[29] As emoções e crenças obscuras&lt;br /&gt;São completamente conquistadas pela meditação analítica,&lt;br /&gt;Que foi totalmente integrada com a meditação estabilizadora.&lt;br /&gt;Compreendendo isto, praticar estados meditativos estáveis,&lt;br /&gt;Além dos quatro estados de absorção mental do reino sem forma,&lt;br /&gt;É a prática de um bodhisattva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[30] Já que a iluminação perfeita não pode ser obtida&lt;br /&gt;Apenas com cinco perfeições, sem sabedoria,&lt;br /&gt;Cultivar a sabedoria que é livre dos conceitos,&lt;br /&gt;Possuidora da pureza tríplice e dos meios hábeis,&lt;br /&gt;É a prática de um bodhisattva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[31] Se você não examinar sua confusão,&lt;br /&gt;Você pode se tornar um charlatão&lt;br /&gt;Disfarçado como um praticante de Dharma.&lt;br /&gt;Portanto, sempre examinar a própria confusão&lt;br /&gt;E então deixá-la para trás&lt;br /&gt;É a prática de um bodhisattva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[32] Devido à força das emoções e crenças obscurecidas,&lt;br /&gt;Falar das falhas dos bodhisattvas&lt;br /&gt;Cria máculas em si mesmo.&lt;br /&gt;Portanto, não falar das falhas daqueles&lt;br /&gt;Que estão no grande caminho&lt;br /&gt;É a prática de um bodhisattva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[33] As atividades do ouvir, contemplar e meditar&lt;br /&gt;Tornam-se maculadas quando discutimos sobre bens e serviços.&lt;br /&gt;Deixar o apego aos lares de amigos e benfeitores&lt;br /&gt;É a prática de um bodhisattva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[34] Ao falar de maneira rude,&lt;br /&gt;A conduta de um bodhisattva torna-se maculada&lt;br /&gt;E os outros seres sencientes são perturbados.&lt;br /&gt;Portanto, abandonar as palavras rudes&lt;br /&gt;E desagradáveis às mentes dos outros&lt;br /&gt;É a prática de um bodhisattva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[35] Uma vez acostumado aos estados densos e crenças primitivas&lt;br /&gt;E habituado às emoções obscuras,&lt;br /&gt;É difícil de revertê-las com antídotos.&lt;br /&gt;Portanto, brandindo a arma da atenção,&lt;br /&gt;Conquistar os estados mentais obscuros imediatamente quando surgirem&lt;br /&gt;É a prática de um bodhisattva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[36] Em resumo:&lt;br /&gt;O que quer que você faça, em qualquer lugar onde esteja,&lt;br /&gt;Olhe para o seu estado mental.&lt;br /&gt;Manter continuamente a consciência atenta&lt;br /&gt;Para realizar benefício aos outros&lt;br /&gt;É a prática de um bodhisattva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[37] Dedicar o mérito realizado pelos seus esforços&lt;br /&gt;Para superar o sofrimento&lt;br /&gt;De todos os seres sencientes —&lt;br /&gt;Através da sabedoria completamente pura,&lt;br /&gt;Livre dos conceitos de doador, recebedor e doado —&lt;br /&gt;É a prática de um bodhisattva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Texto do "autor":&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Namo Lokeshvara,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ininterruptamente, em ardorosa homenagem de corpo, fala e mente, inclino-me diante dos mestres supremos e do protetor Avalokiteshvara, que, cientes de que nada tem ida ou volta, trabalham unicamente para o bem de todos os seres.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os buddhas perfeitos, fonte de todo o bem e de toda a felicidade, surgem da realização do Dharma sagrado. Doutrina. Como isto vem do conhecimento e do seu exercício, passo a explicar as práticas de um bodhisattva.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Para aqueles que desejam treinar no caminho do bodhisattva,&lt;br /&gt;Apresentei estas Trinta e Sete Práticas de um Bodhisattva,&lt;br /&gt;Baseadas no significado relatado nos sutras, tantras e shastras,&lt;br /&gt;De acordo com as palavras dos seres sagrados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porém, já que é difícil para uma pessoa de baixo intelecto, como eu, compreender em profundidade a vasta conduta dos bodhisattvas, peço a paciência dos seres sagrados com quaisquer erros da lógica escrita, e assim por diante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por este mérito, possam todos os seres sencientes,&lt;br /&gt;Através da suprema bodhichitta absoluta e relativa,&lt;br /&gt;Se tornar como o senhor Avalokiteshvara,&lt;br /&gt;Que está além dos extremos do nirvana e do samsara.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8503947920113455016-4991755325998045751?l=nopobrems.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nopobrems.blogspot.com/feeds/4991755325998045751/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8503947920113455016&amp;postID=4991755325998045751&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8503947920113455016/posts/default/4991755325998045751'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8503947920113455016/posts/default/4991755325998045751'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nopobrems.blogspot.com/2010/02/ouvir-contemplar-e-meditar.html' title='OUVIR, CONTEMPLAR E MEDITAR'/><author><name>Carlos Jazzmo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00788566230433957486</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_Xt8nu0HhGj0/S6bTOb3S4WI/AAAAAAAAAGY/1ZRv0409K6s/S220/carao2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8503947920113455016.post-7157788675263565426</id><published>2010-02-14T19:30:00.009-02:00</published><updated>2010-02-14T21:36:08.693-02:00</updated><title type='text'>SAMADHANA E A MAÇÃ</title><content type='html'>&lt;br&gt;O óbvio já foi dito: o mais difícil de ser flagrado é o óbvio. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando eu era bebê, a melhor forma de me fazer relaxar e dormir era sair comigo de carro ou em qualquer outro meio de transporte. Quanto mais longo fosse o passeio ou a viagem, melhor para mim. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minhas melhores memórias de infância referem-se a viagens e à casa de meus avós. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando eu era bebê, não gostava de comer. Gostava de coisas gostosas, mas não compreendia a necessidade daquilo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde sempre, escolhi minhas próprias roupas e dizem que sempre soube combiná-las. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aprendi a cantar, do meu jeito de bebê, antes de aprender a falar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aprendi a dançar antes de aprender a andar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde muito pequeno, meus melhores amigos eram os filhos dos porteiros, das empregadas, e os meninos de rua que eu levava para dentro do colégio. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando eu era moleque, ia para a escola com brincos adesivos na orelha, só porque achava maneiro, e distribuía autógrafos para os colegas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aos onze anos de idade, comprei um exemplar de "Frankenstein", de Mary Shelley, com minha pouca mesadinha. Li o livro em uma semana. Reli em mais outra. Na terceira, eu era especialista em desenhar com excelência o rosto de Frankenstein, que vinha na capa do livro, em qualquer lugar, a qualquer hora. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda hoje sou capaz. Qualquer hora te mostro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aos sete, se não me engano, já tinha feito um curso de "escritor" na Casa de Ruy Barbosa, no Rio de Janeiro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também aos onze anos de idade, avançado no inglês e com ouvido afiado para o som do francês, resolvi aprender o hebraico e a cultura judaica. Fui rebatizado - já que era batizado no catolicismo -, fiz &lt;em&gt;bar mitsva&lt;/em&gt;, estudei o assunto por uns quatro anos. Abandonei a vida judaica também por reflexão e sentimento, ainda que fosse um mero garoto de quinze. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aos quatorze, comprei uma guitarra e, desde então, jamais me afastei da música. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aprendi outros instrumentos e sempre volto àquele onde comecei. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passei a adolescência lendo e prestando atenção à vida. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aos dezessete anos de idade, a única faculdade que me imaginava cursando era Filosofia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fui à frente no jornalismo porque aquilo me pareceu o meio-termo entre meus interesses e o "mercado". &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante a faculdade, estive o tempo inteiro envolvido com música e com grupos de estudos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todas as vezes em que me desviei do jornalismo, fosse por vontade ou por força das circunstâncias, acabei lidando com educação, normalmente educação de gente mais pobre, com programas sociais diversos e com o mercado editorial. Livros. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fui criado no meio das meninas. Minhas brincadeiras mais freqüentes na infância foram salada-mista, verdade ou conseqüência, gato mia, menino-pega-menina, menina-pega-menino, marco polo. Havia ainda a variação "menina-pega-menino-e-faz-o-que-quiser", jogo inventado no saudoso colégio Paula Barros e que nunca mais vi em lugar nenhum.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nunca mais, até chegar à idade adulta e descobrir que é assim que as coisas realmente são. Pega menino e faz o que quiser.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perdi a virgindade aos dez anos de idade, com uma empregada doméstica, mas jamais profanei qualquer coleguinha de escola. Apesar da estréia precoce, passei a adolescência inteira encostado na parede, sentindo calafrios na hora da música lenta. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todas as minhas paixões, do primeiro ao vigésimo ano de vida, foram muito mais platônicas do que carnais. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aos vintedois anos, reencontrei uma prima que não via desde os seis e por quem havia sido apaixonado. Apaixonei-me novamente e passei cinco anos com ela. Posso dizer, de certa forma, que foi com ela que perdi a virgindade novamente. Porque foi a primeira vez em que trepei amando alguém. Durante muito tempo, todas as namoradas posteriores tiveram certeza de que, um dia, eu voltaria a namorar a prima. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aos vintequatro anos, declarei-me a minha musa. Sim, tenho uma musa desde antes do ano 2000. E até hoje é a mesma. Namorei com ela por dois meses e trouxe pela vida um bilhão de dúvidas sobre a relação artista-musa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quase nasci na Inglaterra. Alguns meses de diferença. Minha primeira viagem ao exterior me ensinou que, em outras partes do planeta, até o ar é diferente. Veio daí uma paixão irrefreável por apenas sair e respirar. Sair para cada vez mais longe e respirar cada vez mais fundo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembro de cada cidade que já visitei na vida, ainda que não lembre dos nomes de algumas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho sonhos recorrentes há talvez trintedois anos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sonho que sou capaz de voar. E mesmo nos sonhos, existe a consciência de que voar é algo que eu sempre fiz. Quando o sonho começa, existe a certeza de que sou capaz daquilo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vôo de algumas maneiras diferentes: às vezes é como se eu nadasse no ar. Outras vezes, preciso de um travesseiro voador debaixo de mim, como se fizesse bodyboarding - esporte que pratiquei por anos e que hoje me traz saudades. Em breve, volto ao mar. Ainda aprendo a surfar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em outras vezes, vôo batendo os braços, como se fossem asas. Mas é sempre uma habilidade inata e é sempre algo que, estranha e angustiantemente, as outras pessoas dos sonhos não são capazes de fazer. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dado curioso é que, em certos sonhos, é parte importante da trama a reação das outras pessoas ao meu ato de voar. E é nítido também, nessas vezes, que não vôo para causar impressão. Vôo porque vôo. Assim como pássaros cantam e pessoas prestam atenção umas às outras. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cada vez que sonho que estou voando, estou um pouco mais livre. O grande vilão de meus sonhos, o grande inimigo que minha consciência me traz à noite - quando não sonho lembrando das violências que sofri na infância, algo bem mais concreto - são os fios de alta tensão. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso mesmo, o único fator que, por vezes, transforma meus sonhos em algo de pesadelo é o medo de, em pleno vôo, chocar-me com os fios de alta tensão. Isso nunca ocorreu. Nunca levei um choque. Ainda assim, é quase irritante ter o ar cortado por aquelas estruturas medonhas. Se vôo alto demais, perco contato visual com a cidade. Se vôo baixo demais, tenho que ficar calculando entre os fios e os carros que passam pelas ruas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Noite passada, eu estava voando novamente. Voando e batendo os braços. Desta vez, estava nu. Não era um manifesto, ainda que as outras pessoas estivessem vestidas, e eu não me senti nem um pouco constrangido. Assim como voar, estar nu pareceu mais do que natural. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse último sonho, lembro-me que conversava com os outros de dentro de uma piscina. Eu dentro, eles do lado de fora. Era da piscina que eu levantava vôo e era pela janela da área da piscina que eu voltava, quando me cansava de voar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meus vôos variam de altitude. Poucas vezes sonhei flutuar por sobre o quarto. Muito poucas. As cenas interiores de vôo normalmente ocorrem em salões de pé direito altíssimo, como teatros municipais, ministérios e prédios assim. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Normalmente, são vôos ao ar livre. Ou por sobre as cidades - as que conheço e as que não conheço - ou sobre a vegetação. Noite passada, tirei um cochilo sobre a copa de uma frondosa e verde árvore. Dali, desci novamente para a piscina. Nu. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há muitas vezes em que sonho com lugares em que nunca fui. E há muitas vezes em que chego a lugares e comento mesmo em voz alta: "já sonhei com isto aqui".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lugares; não situações. Lugares físicos. Cidades, prédios, esquinas.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meus pesadelos recorrentes também costumam ser padronizados: estou morando na rua, sob alguma marquise, sentindo-me completamente abandonado e refém de uma existência de bicho sofrido. Depois que, por força das circunstâncias, aprendi a ganhar o hábito de me desfazer sistematicamente de bens materiais e de relações viciosas, esse pesadelo ocorre cada vez menos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Família já ocupou mais meus sonhos. Primeiro, eram as cenas de violência pura e simples. Depois, vieram aqueles pesadelos em que você tenta correr, mas não consegue. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No momento seguinte, vieram as cenas de luta. Eu simplesmente descia a porrada em quem havia me agredido. Mas assim, em um nível de deixar no chão mesmo, engasgando-se com o próprio sangue. Essa fase foi a mais sofrida. Quando sonhava assim, acordava suado, cansado, envenenado pela raiva. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois, passei a sonhar com discussões verbais. Longas, intermináveis, exaustivas e inúteis. Até que passei aos sonhos em que eu apenas estalava a língua e dizia coisas como "você é meu pai (ou minha mãe, tia, etc.). Não devia me tratar assim. Não devia tratar a si mesmo assim. Não devia tratar ninguém assim". &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até que parei de sonhar com isso. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A cada dia ou ano que passa, fico mais certo de que, ao longo da vida, o ser humano vai perdendo contato com algo que nasceu pronto e vai incorporando valores e experiências que o deformam para algo sem nome, carente de significado e lugar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tanto pior será a experiência - e o caminho de volta - quanto menos propício for o ambiente onde ele for gerado e criado. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sei quem sou. Eu sou quem sou. Se bem que ter descoberto isso foi o mais difícil que fiz até aqui. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sou Deus. Não sou como Deus. Não perco meu tempo com isso. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ontem ocorreu-me a idéia clara de que &lt;strong&gt;imagem e semelhança &lt;/strong&gt;é muito diferente de &lt;strong&gt;identidade total&lt;/strong&gt;. Compare sua identidade a sua carteira de identidade. Você já viu alguma 3x4 que fosse... perfeita?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim como a fotinho tosca, somos &lt;em&gt;irradiações&lt;/em&gt; de algo. No caso, do inominável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Querem saber o sentido da vida? Vou arriscar: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;devolver a maçã à árvore. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tomá-la, se for o caso, estudá-la incansavelmente, até perceber que o paraíso vale muito mais a pena. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(leia: "&lt;a href="http://74.125.47.132/search?q=cache:ZJkeF9l80iAJ:www.igooh.com/notas/los-seis-tipos-de-riqueza-y-los-cuatro-pilares-del-conocimiento/+shankar+conocimiento+pilares&amp;cd=4&amp;hl=pt-BR&amp;ct=clnk&amp;gl=br"&gt;Os seis tipos de riqueza e os quatro pilares do conhecimento&lt;/a&gt;", Sri Sri Ravi Shankar).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8503947920113455016-7157788675263565426?l=nopobrems.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nopobrems.blogspot.com/feeds/7157788675263565426/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8503947920113455016&amp;postID=7157788675263565426&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8503947920113455016/posts/default/7157788675263565426'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8503947920113455016/posts/default/7157788675263565426'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nopobrems.blogspot.com/2010/02/faxina-na-casa-doze.html' title='SAMADHANA E A MAÇÃ'/><author><name>Carlos Jazzmo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00788566230433957486</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_Xt8nu0HhGj0/S6bTOb3S4WI/AAAAAAAAAGY/1ZRv0409K6s/S220/carao2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8503947920113455016.post-5991815566706113645</id><published>2010-02-13T17:59:00.009-02:00</published><updated>2010-02-14T01:09:39.624-02:00</updated><title type='text'>A PRÓTESE DE DIÓGENES</title><content type='html'>&lt;br&gt;Todo objeto é uma prótese.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Anos atrás, passei por uma cena das mais típicas da atualidade: vinha eu tomar um chope no Baixo, quando cruzei com antigos colegas de trabalho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olharam-me de cima abaixo. Analisaram cada detalhe. Sorriram empolgados, como se sorri toda vez que se está diante de uma atração qualquer, de uma curiosidade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, a partir do momento em que estamos todos inseridos em um mesmo joguinho, funcionando nos mesmos horários, com os mesmos objetivos e os mesmos valores, totalmente uniformizados, passa a ser divertido saber o que cada um está tirando dessa receita geral. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gostamos de saber da vida dos outros porque acreditamos que essa é uma pequena versão da nossa. Ouvindo sobre o que cada um está fazendo de sua trajetória, somos automaticamente - se bem que voluntariamente - levados a nos comparar com quem se apresenta. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se eu digo "tenho ido muito à praia", quem ouve pode pensar: "não tenho ido muito à praia, mas estou subindo rápido na hierarquia de minha empresa. Não vou à praia, mas nem me lembro da última vez em que precisei me preocupar com minha vida. Tenho tudo diante de mim, se bem que me esforce bastante para isso". &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A pessoa pensa isso e automaticamente procura saber como você, que vai muito à praia, resolve os outros aspectos de sua vida. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se você responde que o resto da vida vai mal, quem te ouve se sente aliviado. Sente em sua frustração a recompensa por todo o esforço que vem fazendo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se você responde que está tudo bem, a inveja é quase inevitável. Diante disso, ou a pessoa te lança alguma piada bem sarcástica ou guarda para comentar com terceiros que você é um vagabundo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando encontrei esses ex-colegas, não tardou para que me fizessem a clássica pergunta de jornalistas: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"você está aonde?". &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perguntar aonde (sic) você está é perguntar para que empresa está trabalhando. Sabemos que, no mundo de hoje, o vassalo tem orgulho de seu suserano. Se você é funcionário de uma grande empresa, é como se você fosse aquela empresa. Você veste a camisa, como tentam te convencer a fazer, e passa a lidar com o mundo como se pertencesse a alguma família real. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando me fizeram a pergunta, algo em mim trouxe à tona uma certa presença de espírito. Calmamente, respondi: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"estou aqui". &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembro que a resposta não provocou nem o mais leve sorriso. Fui interpretado como um debochado, um irresponsável. Estava nítido. Era como se a resposta dissesse, em poucas palavras, que eu não dava a mínima para empresas. Parece que deixei claro também o quão pouco estava interessado em saber "onde" aquelas mesmas pessoas estavam. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Realmente, nisso eu concedo: não estava interessado mesmo. Para mim, não faz e nunca fez qualquer diferença.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ambição profissional. Não tenho nenhuma. Foi difícil reconhecer isso a mim mesmo. Foi difícil me descolar das expectativas de terceiros. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi difícil, mas consegui: não tenho qualquer ambição profissional. E o mais curioso disso é que sou capaz de ir à cova me olhando no espelho e me parabenizando por não ter nenhuma. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Difícil exprimir o engulho que sinto ao ouvir os outros gabando-se do tempo de vida que desperdiçam, em busca de alguma recompensa futura. Seja a recompensa material, seja a recompensa de poderem dizer em público o quanto estão bem-sucedidos e passarem a ser vistos com melhores olhos por isso. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembro-me dos tempos da escola, em que colegas gordinhos - e principalmente as gordinhas - enchiam-se de adereços, estojos caros, roupas coloridas, mochilas da moda, tudo para incorporar valores que não possuíam dentro de si. Árvores de Natal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembro de um antigo colega de faculdade inventando uma propaganda perfeita:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"se você tem um pau pequeno, nós temos um carro grande". &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembro que cheguei em Brasília sem nada. Era talvez o único dali que não nadasse em dinheiro público ou em frutos de negociatas, o único que não tinha as costas esquentadas por uma certa sociedade que construiu a capital, deixou pistas estilizadas em seus monumentos e palácios e é dona de tudo (aqui e acolá). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembro que cheguei em Brasília sem um automóvel, algo que me rendeu constantes olhares arregalados e a pergunta de "como você consegue"? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda assim, no segundo dia na cidade, arranjei uma namorada. Terminamos, terminamos mal, e passei o rodo na brasólia sem quase sair de casa. No final da temporada, comecei com outra moça. Alguém que me esfregava no rosto que eu já havia conseguido. O que antes eu buscava, agora já havia conseguido. Antiga capa da Playboy, ex-mulher de diretor de banco, quatorze anos mais velha do que eu. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Semana passada, quando espalhei para os amigos um e-mail falando sobre a necessidade de arranjar um trabalho em qualquer cidade, foi essa bela e querida criatura quem primeiro me respondeu, oferecendo sua casa na capital para que eu ficasse por quanto tempo fosse necessário. Poderia até levar o Nietzsche, meu cachorro de circo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembro de comentar sobre esse envolvimento com um amigo sábio e de ter ouvido que, embora ele não soubesse quem era ela, embora não quisesse clicar nos linques de internete para descobrir, ele sentia que essa mulher seria um marco importante em minha vida. Sentia que as coisas mudariam depois daquilo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dito e feito. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vim para São Paulo pensando em muitas coisas. Uma delas foi que seria bom estar cercado de urbanização de alto nível - não por outro motivo escolhi a Avenida Paulista, onde as linhas são retas, o asfalto é perfeito, há até linhas em relevo, nas calçadas, para que os cegos saibam para onde vão - embora não saibam realmente e não estejam indo a lugar algum. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vim para cá iludido pela qualidade de vida que o dinheiro pode comprar. Passei um ano inteiro me esforçando, a fim de conseguir entrar no ritmo desta cidade e, assim, colher os frutos que ela oferece. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passei um ano inteiro correndo atrás de um prejuízo causado pelo simples fato de estar aqui. Adoro esta cidade, é a síntese de centenas de culturas e mentes, mas passei um ano financiando a própria cidade e colhendo apenas o fato de conseguir me manter nela. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você já percebeu que lugares que te cobram entrada estão te dizendo que valem mais do que você? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perceba: existe um bar funcionando. Teoricamente, o bar precisa de clientela. Logo, você é o bem mais precioso que pode adentrar a porta do estabelecimento. Acontece que você, por si só, não é suficiente. Para estar no mesmo patamar daquele lugar, você precisa ir até lá e pagar um complemento em dinheiro. O bar X vale você e mais vinte merréis. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez, caso o estabelecimento te oferecesse a chance de ser mais você, já que você está até pagando para estar ali, a coisa fizesse sentido. O que ocorre, porém, é que você paga para submeter-se às regras, ao ritmo e aos valores daquele lugar. Você paga para ser parte de algo maior, de uma entidade cujo humor, mesmo o humor, é coletivo e se sobrepõe ao seu. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais ainda: quando você paga para ser parte de algo, está na verdade pagando por um filtro. Se eu pago cinqüenta merréis para estar em algum lugar, estou garantindo que só vá encontrar pessoas que podem e estão dispostas a pagar cinqüenta reais por aquilo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem se surpreende, quando vê a modelo mais bonita do mundo namorando um medonho jogador de futebol? Talvez a moça não seja realmente uma mercenária. Talvez apenas circule pelos mesmos ambientes que o mocorongo. É evidente que, no meio da rua, a moça jamais destinaria um segundo olhar ao infeliz. Mesmo assim, mesmo assim. Quem nunca ligou a TV e ouviu alguma figura nobre da República mostrando-se o mais completo boçal, amparando-se apenas na estrutura que tem por detrás? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem nunca votou em algum coronel bronco e sanguinário da zona rural? Quem não o louva pelos lucros do agronegócio?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem não se entusiasma com a estrutura por detrás? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem já ligou a televisão em um domingo à tarde? E quem daria cinco segundos de atenção ao papo-furado do apresentador, caso o encontrasse em uma festinha? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro dia, ouvi um dos mais famosos apresentadores do país, um que monopoliza a tarde de domingo inteira, o dia em que o trabalhador está em casa e poderia receber algo que o ajudasse a subir de nível, lutando para pronunciar corretamente o nome &lt;em&gt;Iron Maiden&lt;/em&gt;. Sorte que não pago pela transmissão da TV. Moro debaixo da antena da emissora e sou presenteado com toda essa maravilha gratuitamente. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em São Paulo, passei algumas vezes por ruas caras, por lojas que ofereciam coisas que eu não seria capaz de comprar. Passei um ano refletindo sobre como eu poderia dar um salto social e me colocar em posição de desfrutar de tudo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até que ontem, quando me toquei, eu passeava pela Avenida Paulista sem camisa, de calça de ginástica, em meio a toda a elegância. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu passeava sem camisa e as mulheres me olhavam, mais do que olhavam as roupas dos outros homens. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passeava sem camisa e, mesmo assim, a massa pobre me chamava de &lt;em&gt;patrão&lt;/em&gt;. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passeava sem camisa e os policiais ficavam confusos, sempre notando minha presença, mas sem jamais interferir. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que parece ter me poupado da abordagem dos policiais foi, até onde me arrisco a comentar, a cor da pele e o grande relógio prateado que eu ostentava no pulso. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi nítido. Não preciso me justificar. As feições caucasianas e o relógio me caracterizavam como alguém apenas excêntrico, espontâneo, sofrendo de calor. E não como algum marginal que invadira o cenário de luxo e aparências da Avenida Paulista. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bastou um relógio no pulso para que até os mais cegos dos cegos percebessem que não deviam mexer comigo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque eu havia dominado aquela porra definitivamente. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltei da Amazônia meio torto. Ou melhor: voltei convicto, tendo visto na prática o que antes era pura teoria: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;parece que a natureza do homem é criar universos abaixo de si. E no momento seguinte, hipnotizar-se com sua própria criação, a ponto de não conseguir enxergar mais nada em volta. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, quando ouço alguma discussão sangrenta, cheia de veias saltadas, sobre algum assunto medíocre, olho para o céu e me lembro de que, cem metros além dali, aquelas pessoas nem podem ser vistas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, quando tentam me enredar em alguma trama de hostilidade, fofocas, venenos etc., apenas penso no tamanho do planeta, na paz dos bichos que correm por aí e concluo que nenhuma mente humana - nenhuma mesmo - é capaz de me convencer a perder meu tempo com mesquinharia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só sinto pena. Digo que sinto amor pelo homem, mas talvez sinta apenas compaixão. Dizem que é o suficiente. Para quê, eu não sei. Será que caminho para salvar minha alma? Se for por aí, que bem colherei, ao ser uma alma salva, mas condenada a conviver com toda essa tosqueira? E caso minha alma se salve de tudo e algo me puxe para outra existência, em outro lugar distante, ter deixado para trás os sofredores não terá sido a mesma coisa que fazem os próprios sofredores uns aos outros? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Senhor, ainda tenho minhas dúvidas. O senhor sabe onde me encontrar e sabe que estou atento. Mostre-me como se faz. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi um caminho longo até aqui, mas já aprendi que o melhor que posso oferecer a meu próximo é um sorriso. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não posso interferir com ações em sua trajetória. Cada um está rumando para onde está rumando. Porque escolheu rumar para lá, ainda que não tenha consciência disso. Dessa forma, interferir é desviar. Só que alguém que está trilhando um caminho e é repentinamente desviado vai fatalmente reagir. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Volto ao início do que disse: diga que está bem e perceba que quem te ouve internaliza o que você disse e se compara a isso. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diga que está mal e quem te ouve enxerga a oportunidade de estar melhor do que alguém. Não será preciso muito para que essa pessoa se coloque em posição superior, ofereça-se para ajudar, mas peça em troca sua participação em seus próprios dramas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Generosidade sempre. Dispor-se a ajudar em todas as vezes. Mas ter sempre em mente que qualquer ajuda externa, vinda dos demais, tem seu preço. Seja em dinheiro, em atenção, no que quer que a outra pessoa esteja em falta. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ser humano não é um bicho sincero. Não porque lhe falte o coração, mas porque lhe falta a auto-consciência. O ser humano está voltado para fora, para as aparências, e só é capaz de medir as coisas por seus efeitos. Mergulhados em paliativos, sofrendo, ferindo uns aos outros, todos em busca de um acalento que não virá jamais pela racionalidade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho uma prima querida que anda me aconselhando fé. Não sei em quê. Talvez ela peça fé nela mesma, e isso eu tenho. Talvez, quando pede fé, o ser humano esteja pedindo que você acredite nele - não em seus semelhantes. Aliás, quem quer ser semelhante? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou longe de ter concluído minhas reflexões. Mas sei, sinto, vivo e passo adiante que isso não importa. Não creio na sinceridade de nenhum autor que se diga propenso a escrever porque está em busca de algo. As mentes mais fervilhantes que conheço não são capazes de passar para o papel o que sentem. Porque, no caso deles, é tudo verdade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já não me fio mais no que penso para sintonizar a maneira como me sinto. Lido com minha mente como um delicioso brinquedo que a natureza me pôs nas mãos. Modelo-a como massinha. Observo a consciência dos outros como argila. Umas disformes, outras um tanto mais esculpidas. Mas é tudo terra. É tudo poeira. É tudo um estado, e não uma natureza em si. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não tenho fé em nada que não tenha nascido pronto. Não tenho fé, esperança ou interesse na cultura ou na sociedade. Acredito que qualquer feito empreendido pelo homem trará sempre em si sua mais evidente marca: a imperfeição. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diógenes era um filósofo. Possuía apenas sua túnica e o barril dentro do qual morava, a céu aberto. Certo dia, figura importante aproximou-se e perguntou: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"do que você precisa? O que deseja realmente? Pede-me o que quiseres". &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diante disso, Diógenes respondeu: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"desejo apenas que te afastes do meu sol". &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8503947920113455016-5991815566706113645?l=nopobrems.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nopobrems.blogspot.com/feeds/5991815566706113645/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8503947920113455016&amp;postID=5991815566706113645&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8503947920113455016/posts/default/5991815566706113645'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8503947920113455016/posts/default/5991815566706113645'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nopobrems.blogspot.com/2010/02/protese-de-diogenes.html' title='A PRÓTESE DE DIÓGENES'/><author><name>Carlos Jazzmo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00788566230433957486</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_Xt8nu0HhGj0/S6bTOb3S4WI/AAAAAAAAAGY/1ZRv0409K6s/S220/carao2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8503947920113455016.post-6343506264611594898</id><published>2010-02-11T13:16:00.005-02:00</published><updated>2010-02-11T23:01:17.886-02:00</updated><title type='text'>OS ASSUNTOS DOS HOMENS</title><content type='html'>&lt;br&gt;A mulher tem três estágios:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;. no primeiro, ela quer aprovação; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;. no segundo, ela quer acolhimento;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;. no terceiro, ela quer devoção. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No primeiro momento, seus problemas de homem a fazem cogitar outra pessoa. Porque te tornam menos interessante e porque mulheres querem associar-se ao mais "forte" da tribo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No segundo momento, seus problemas são muito bem-vindos. Servem para criar intimidade e cumplicidade, valores que, segundo elas, são uma via de mão-dupla. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já no terceiro momento, seus problemas são uma sentença de morte. Mulheres gostam de ser o foco de seus pensamentos, além do fato de quererem ser entretidas. Um homem com problemas não é divertido. Alguém assim as faz pensar que poderiam estar se divertindo mais em outro lugar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Érico, amigo meu das antigüidades, já comentou certa vez: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"estou sem grana para namorar".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha última mudança, de Brasília para São Paulo, custou R$ 1.500,00. Caro, não é? É que eles calculam o valor utilizando também a estimativa do seguro, caso algo ocorra com seus bens. Esse seguro é calculado com base nos valores que você mesmo informa. Ou seja: se você prezar demais por suas coisas, a transportadora lucra com isso. Quanto mais valor você der a seus bens, mais eles vão cobrar para lidar com eles.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora pedi um orçamento a algumas empresas. Mudança de Sampa para o Rio. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um amigo ofereceu o orçamento de R$ 600,00. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma outra empresa disse R$ 1.500,00. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas a transportadora Fink, uma terceira fonte, ofereceu a proposta de R$ 4.000,00. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, quatro mil reais. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eis aí uma prova concreta de que Deus não se intromete nos assuntos dos homens. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguém já parou para pensar que toda vantagem implica na desvantagem de uma segunda pessoa?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como ficaria o mundo se, em toda parte, todas as atividades fossem regidas pela ética da vantagem?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ficaria como está.   &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dê bobeira. Veja seu companheiro te passando a perna com um luminoso sorriso no rosto. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro dia, caí na besteira de comentar sobre meu lado mais... espiritual com algumas poucas amigas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde então, não há um só dia em que eu não ouça piadas que contraponham monges hindus ao desejo sexual dessas meninas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não, nada mais é sagrado. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não, não adianta pedir que parem. É mais forte do que elas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aliás, se há outra função para homens, junto a mulheres, é ter de arcar com toda a hostilidade que elas não sabem onde colocar. Hoje em dia, não conheço brincadeira mais constante do que o joguinho de ciúmes, o deboche, a hostilidade entremeada a pequenos xingamentos, só de brincadeira, e a tensões decorrentes de você simplesmente não querer brincar daquilo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas é tudo sempre brincadeira. Mulheres não costumam ser capazes de olhar para si mesmas muito abaixo da superfície. Foram ensinadas a viver das aparências. Logo, são incapazes de perceber que suas brincadeiras expõem mais sobre si do que decotes, minissaias e alisamentos japoneses. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diz-se - e compreendo - que o celibato é um ato de amor. O que tenho colhido, no entanto, é a frustração mais extremada por parte do sexo oposto. Como se, em vez de retirar-se do jogo, manter-se celibatário representasse recusá-las a todas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já formulei a teoria do amigo gay. Acredito que gays são bons amigos para mulheres porque não as põem em xeque. Um homossexual não vai pegar você, não vai pegar aquela sua amiga que te deixa inferiorizada, tamanha a robustez do bumbum, não vai criar nenhuma escala de interessância entre as meninas. O amigo gay é neutro, é café-com-leite e não deixa as inseguranças à prova. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já o heterossexual celibatário, no mundo de hoje, passa pelo esnobe da pior das espécies. Como podem lidar com um homem assim as mulheres cujo sonho é serem aprovadas, acolhidas e louvadas? É como se você as jogasse de lado. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Afinal, diz o ditado que parece cada vez mais real, "amigo de mulher é cabeleireiro". &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quatro mil reais na mudança. Mulheres debochando do que antes as caracterizava: a sensibilidade, o cuidado, a distância respeitosa das relações que as transformam em simples objeto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro dia, certa moça que se queixava da brutalidade dos homens sentenciou-me como alguém cheio de frescuras. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que será que ela quer?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Devoção. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma vez, seis anos atrás, eu estava de bob's pelo Baixo Gávea, tomando um chope na calçada, no balcão do Braseiro, quando um coroa de seus cinqüenta anos, todo vestido de branco, me interpelou e começou a conversar sobre a vida. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ali, falando sobre mulheres, lançou o termo &lt;em&gt;devoção&lt;/em&gt;. Ele disse e perguntou: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"você é um devoto?". &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Completou o pensamento com um longo suspiro, um gole no próprio chope e um reflexivo "pois é". &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amor pela verdade, isso não há ali. Mulheres querem ilusões. São viciadas em ilusões. Ainda mais hoje em dia, quando a ilusão tornou-se um valor diria até emocionante. O direito à ilusão. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando ouvir dizer que algum padre, monge ou sacerdote de qualquer espécie é homossexual, veja se foi uma mulher quem disse. Se tiver sido, apenas afague sua testa, sorria e vá se ocupar de algo que possa dar certo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quatro barão na mudança. Mulheres lutando para ocupar a vitrine.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não tenho a mais tênue sombra de dúvida: Deus não se intromete nos assuntos dos homens. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8503947920113455016-6343506264611594898?l=nopobrems.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nopobrems.blogspot.com/feeds/6343506264611594898/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8503947920113455016&amp;postID=6343506264611594898&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8503947920113455016/posts/default/6343506264611594898'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8503947920113455016/posts/default/6343506264611594898'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nopobrems.blogspot.com/2010/02/os-assuntos-dos-homens.html' title='OS ASSUNTOS DOS HOMENS'/><author><name>Carlos Jazzmo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00788566230433957486</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_Xt8nu0HhGj0/S6bTOb3S4WI/AAAAAAAAAGY/1ZRv0409K6s/S220/carao2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8503947920113455016.post-6520067515858052753</id><published>2010-02-06T15:43:00.002-02:00</published><updated>2010-02-06T18:18:19.266-02:00</updated><title type='text'>SONHOS</title><content type='html'>&lt;br&gt;Meu sonho é virar diplomata e rodar o mundo oitocentas vezes, fazendo algum bem às pessoas que realmente precisam e sem nunca mais ter de pensar em grana. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu sonho é uma vida simples, ocupando o tempo com meu próximo, algo que já aprendi na pele que sempre retorna em forma de felicidade e paz de espírito. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obrigado, Mangueira. Por duas vezes, vivi com você. Estou aberto à terceira. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu sonho é me dedicar a minha arte, até que, sem pensar no assunto, ela comece a me sustentar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu sonho é sentar em um sofá, em uma casa de sítio, desfrutar prazeres simples e pensar apenas em arte e no que há de mais elevado - quando não estiver plantando em minha horta auto-sustentável ou colhendo dela tudo de que preciso. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu sonho é viver chapado no meio do mato. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu sonho é me livrar das últimas coisas que me prendem a necessidades sem-sentido, assumir a posição de lótus e nunca mais me levantar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu sonho é morar de frente para a praia, ir à praia de manhã e à noite, trocar as noitadas pelo vai-e-vem das ondas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu sonho é casar, ter filhos e só pensar no universo que criei dentro de casa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu sonho é ganhar o que me falta de auto-estima e me manter celibatário para sempre, livre dos jogos de sedução, rejeição e auto-afirmação. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu sonho é que se acendam luzes nas cabeças de meus familiares. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu sonho é não mais olhá-los como família, mas apenas como pessoas, gente sofrida e que ilude a si mesma e aos outros o tempo inteiro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu sonho é que amor queira dizer amor, que ajuda queira dizer ajuda, que preocupação queira dizer preocupação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu sonho é que aquele que ajuda não se enxergue automaticamente em posição de poder ou superioridade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu sonho é que o ajudado não seja visto jamais como um inferior. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu sonho é que se troquem mais amor, mais favores, mais interesse pelo outro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu sonho é que não se nivelem por baixo, passando à frente apenas o pouco amor que receberam. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu sonho é que não se contentem com pouco. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu sonho é que vivam pensando na vida, e não nos olhares de terceiros. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu sonho é que se amem mais. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu sonho é ser acolhido pela família. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu sonho é não depender deles para nada, visto que todo presente vem com a cara, o preço e as marcas de quem o ofereceu. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu sonho é viver por quanto tempo seja possível, sem jamais abrir mão da vida ou do caráter em nome de ganhar mais tempo ou luxo sobre a Terra. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu sonho é morrer exatamente no momento em que for apropriado; nem um segundo antes, nem uma dose de remédio depois.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já até estou pronto. Se for agora, que seja enfim. Entrego-me inteiro, aqui.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu sonho é jamais depender da indústria farmacêutica para nada; já aprendi que há agentes nessa vida cujo interesse mais sincero é nossa doença, nossa miséria e nossa dependência. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A tecnologia para tratar de todos já está disponível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu sonho é não devotar um segundo de vida que seja àqueles que se alimentam justamente da vida, do tempo, da ocupação que lhes dispenso. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu sonho é que todos vivam em paz como escolherem, sabendo que tudo é uma escolha. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu sonho é que todos aqueles que se referem "às coisas como são" dêem uma viajada por aí e constatem que as coisas não são as obras das pessoas, e que, acima dessas obras, existe o mundo real, a natureza, os sentimentos de verdade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu sonho é que percebam que abrir mão da vida em nome do dinheiro já é em si um prejuízo incalculável. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Otimismo? A doença do "ótimo"? O canto do mendigo? A cegueira que chama de bom o mínimo que terceiros deixaram para trás?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pessimismo? A mazela da limitação visual? Aquela que flagra apenas o que não dá certo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Realismo? A visão estreita do homem, que chama de realidade qualquer teatrinho que montem diante de si?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mude-se para o Sudão. Em algum momento, uma pessoa mais velha vai tentar te convencer a cortar fora o clitóris de sua namorada. Afinal, ali, é assim que as coisas são. "Sejamos realistas", alguém vai dizer. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Idealismo? A opinião de que a idéia é anterior à realidade? O domínio do ego, da lucidez limitada, da razão, sobre a essência das coisas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não. Mas não mesmo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que cada um compreenda que, por mais esperto que seja, sempre será capaz de apreender apenas o que já tem dentro de si. Quem te vê como louco tem dentro de si a loucura necessária para identificá-la em você. Quem te vê como vagabundo tem dentro de si o desejo de vagabundear, embora não tenha culhão suficiente para admiti-lo. O princípio é extensivo e ilimitado no tempo e no espaço. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esperança, não tenho nenhuma. Esperança pressupõe que as coisas acontecem por mágica, e não fruto de algum processo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fé no ser humano, tenho menos ainda. Trata-se o homem de um bicho, sujeito às regras gerais da selva, alcançando por vezes, com esforço, apenas quando se dispõe, um mínimo de sentimento, por baixo de seu estreito e mesquinho instinto de sobrevivência. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho amor pelo homem, sou um homem, mas não tenho fé. Não esperança. Absolutamente nenhuma. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já aprendi que qualquer espécie de mudança, progresso ou evolução acontece por vontade. Por interesse. E qualquer dessas coisas só existe de dentro para fora. É o homem que muda, se encontra entre outros que mudam, e aí o contexto geral é alterado. Não acredito em revoluções, em leis, em novas ordens. Tudo, mesmo a tão clamada PAZ, parte de dentro. Mas não está na natureza humana, segundo vejo, qualquer desejo divino. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não está ali também qualquer desejo mortal. Vejo o homem, a criança, como uma página em branco, sujeita às conclusões a que chegaram os mais velhos. Ensinem um menino a ser um caçador e assim ele será. Ensinem-no a ser um fazendeiro e assim ele será. Ensinem-no que ele mesmo é um cão e esperem para ver como ele vai agir.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esperança, nenhuma. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenhos sonhos. No máximo, tenho sonhos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E tenho a eternidade por cima, cobrindo qualquer dificuldade de compreender o que já passou da fase de ser entendido: está aí para ser desfrutado. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No presente. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No presente, estou mudando novamente. De trabalho, de cidade, o meio do caminho está mudando. Não o fim, mas o meio. Encaro as incógnitas que tenho diante de mim como lições a serem aprendidas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo é neutro. Não há novidade boa, não há novidade ruim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em relação aos próximos dias, não sei o que vai acontecer. Sei, no entanto, a que coisa estou ligado: a minha vida. Abaixo disso, o que precisar ser deixado pelo caminho será abandonado sem que eu olhe uma única vez para trás. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Confio na força que faz tudo acontecer. Aguardo para ver que papel me está sendo destinado. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Faço minha parte, que é procurar manter os olhos abertos e o coração fervilhante. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Confio apenas na força. Presente em mim mesmo e presente em todas as coisas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apenas na força, eu confio. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8503947920113455016-6520067515858052753?l=nopobrems.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nopobrems.blogspot.com/feeds/6520067515858052753/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8503947920113455016&amp;postID=6520067515858052753&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8503947920113455016/posts/default/6520067515858052753'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8503947920113455016/posts/default/6520067515858052753'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nopobrems.blogspot.com/2010/02/sonhos.html' title='SONHOS'/><author><name>Carlos Jazzmo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00788566230433957486</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_Xt8nu0HhGj0/S6bTOb3S4WI/AAAAAAAAAGY/1ZRv0409K6s/S220/carao2.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8503947920113455016.post-3996129078587906538</id><published>2010-02-05T17:35:00.003-02:00</published><updated>2010-02-05T18:09:49.565-02:00</updated><title type='text'>BORBOLETAS SOBRE MIM</title><content type='html'>&lt;br&gt;Tem uma borboleta morando comigo há mais de um mês. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pode não ser a mesma sempre. Já até a vi acompanhada, namorando sobre o microondas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até ano passado, eu matava esses bichos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi uma última delas, laranja, fluorescente, tão grande que me fez pensar que aquilo devia ter sentimentos, que me fez mudar de idéia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, toda vez que vou ou volto de viagem, há pelo menos uma borboleta morando comigo. Laranjas, marrons, pretas... Às vezes são várias. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fazem-me inclusive boa companhia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já houve vez em que eu concluísse algum pensamento tosco de maneira pessimista, adentrasse a cozinha e fosse surpreendido pelo bater das asas em meu rosto. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Coisas assim têm me feito acordar novamente para o que importa nesta vida. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nunca mais despejarei uma borboleta que se aproxime de mim. Podem morar comigo sempre que precisarem. Sempre haverá espaço. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É conhecimento geral, então não cito autores:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A borboleta é um símbolo da alma, pois da mesma forma que abandona a crisálida para voar, o espírito se liberta do corpo físico para ganhar espaço infinito. Representa também o renascimento, a ressurreição e a imortalidade. No Japão, está associada à mulher. A metamorfose de seu ovo para lagarta e depois para crisálida e borboleta indica as etapas da alma para a iluminação. E duas borboletas juntas indicam felicidade matrimonial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O poder da borboleta é como o ar, é a habilidade de conhecer a mente e de mudá-la, é a arte da transformação. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Podemos estar no primeiro estágio, onde a idéia nasce, mas ainda não é uma realidade. É o estágio do ovo, o ponto de criação de uma idéia;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O segundo estágio, da larva, é onde temos que tomar uma decisão;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O terceiro estágio, do casulo, é o desenvolvimento do projeto, é fazer para realizar;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O estágio final, a transformação, é deixar o casulo e voar; é a realização.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Percebendo onde estamos, dentro desse processo, podemos seguir em frente. Use o ar e os poderes mentais. Tenha clareza mental e procure organizar um projeto. Assim, você subirá o próximo degrau de sua vida. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A psicanálise moderna vê na borboleta um símbolo de renascimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O termo grego &lt;em&gt;psyche&lt;/em&gt;, originalmente, tinha dois significados: um deles era alma; o outro, borboleta, que simbolizava o espírito imortal. Na mitologia grega, a personificação da alma é representada por uma mulher com asas de borboleta. Segundo as crenças gregas populares, quando alguém morria, o espírito saía do corpo em forma de borboleta. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É o símbolo da alma liberta de seu invólucro carnal, como na simbologia cristã, e transformada em benfeitora e bem-aventurada. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para os mexicanos, os guerreiros mortos acompanham o Sol na primeira metade do seu curto visível, até o meio-dia. Depois, os guerreiros descem à terra sob a forma de borboletas ou colibris. Essa associação se deve ao fato da analogia da borboleta com a chama. O deus do fogo asteca (HUEHUETEOTL) levava como emblema um peitoral chamado borboleta de obsidiana. Também é o símbolo do sol negro, pois atravessa o mundo subterrâneo durante seu curso. É o fogo oculto, ligado à noção de sacrifício, morte e ressurreição. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A mariposa é símbolo da alma à procura do divino, consumida pelo amor místico, como a borboleta, que, irresistivelmente atraída pela luz, queima suas asas. É também símbolo de uma humanidade que anseia levantar vôo para as alturas do amor e que, em uma noite fria, clama por mais asas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8503947920113455016-3996129078587906538?l=nopobrems.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nopobrems.blogspot.com/feeds/3996129078587906538/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8503947920113455016&amp;postID=3996129078587906538&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8503947920113455016/posts/default/3996129078587906538'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8503947920113455016/posts/default/3996129078587906538'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nopobrems.blogspot.com/2010/02/borboletas-sobre-mim.html' title='BORBOLETAS SOBRE MIM'/><author><name>Carlos Jazzmo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00788566230433957486</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_Xt8nu0HhGj0/S6bTOb3S4WI/AAAAAAAAAGY/1ZRv0409K6s/S220/carao2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8503947920113455016.post-6801887489087415181</id><published>2010-02-03T14:42:00.008-02:00</published><updated>2010-02-03T15:14:04.028-02:00</updated><title type='text'>O MITO DA CAVERNA</title><content type='html'>&lt;br&gt;Quero chamar Platão e José Saramago. Vamos brincar de Zorba, o grego, trocar idéias e caminhar descalços por aquela porra toda. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No dia em que o escritor conseguir realmente pôr para fora toda a náusea, toda a ânsia, toda a inquietude e o desejo de contribuir, terá escrito sua última linha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sou compositor e sei que música é diferente. Música, você vai buscar lá em cima. Já a literatura, essa vem lá de baixo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diferente de outros, o escritor só vai em frente porque fracassa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fracassa diariamente. Fracassa a cada ponto final. A cada frase. A cada palavra ou letra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existe um ensinamento hindu que é assim:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;imagine que estejamos juntos, à noite, sob um céu estrelado. Imagine que eu me vire para você e diga "olhe aquela estrela".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não vai adiantar que eu aponte a estrela. Você não a verá. Você vai perguntar "qual delas?".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora imagine que eu diga "olhe aquela estrela, em cima daquele galho de árvore". A estrela não tem nada a ver com a árvore. Uma está no céu, outra está na Terra. Ainda assim, com a referência da árvore, talvez você veja a estrela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muito se fala e nada se diz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É tanto artista e tão pouca arte. É tanto discurso e tão pouco conteúdo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Difícil preocupar-se com a estética de um texto, quando seu coração está voltado apenas para seus efeitos. Difícil rasgar o peito e oferecer um pedaço de seu coração a cada amigo, a cada amigo desconhecido, a cada irmão, a cada semelhante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já aprendi há tempos: mesmo a maior das verdades, quando ouvida de fora, transforma-se apenas em mais um conceito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falar para quê? Para ser visto de fora como escritor e, aí sim, ser capaz de dar algum valor a mim mesmo? Passei dessa fase.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para nutrir a ilusão de que, organizando idéias racionais, estou cada vez mais próximo da verdade? Passei dessa também.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para apresentar-me ao mundo e, a partir de minha obra, reunir em volta de mim as pessoas que podem ser mais convenientes ou que podem servir para justificar o que penso, oferecendo uma imagem no eterno espelho do ser humano? Já afoguei Narciso nessa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo o que o ser humano precisa ler, ouvir ou compreender - para além do que é capaz de reunir na própria experiência da vida, como sabem bem os shivaístas - já foi dito por meu bom e amado Platão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A imagem que segue foi extraída da &lt;em&gt;wikipedia&lt;/em&gt;, assim como o pequeno texto. Não a uso por acaso.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_Xt8nu0HhGj0/S2mr_fygiuI/AAAAAAAAAFw/IkQcZdsJLhw/s1600-h/caverna.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5434063532752669410" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 315px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_Xt8nu0HhGj0/S2mr_fygiuI/AAAAAAAAAFw/IkQcZdsJLhw/s320/caverna.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Antes de mais nada, acredito que posso me privar de comentar com o quê, no chamado "mundo contemporâneo", a imagem se parece.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em segundo lugar, ter ido à &lt;em&gt;wikipedia&lt;/em&gt; - e não a fontes mais pedantes - em busca desse texto serve para mostrar a todos que o conhecimento está disponível. Deixar sua consciência nas mãos de terceiros e lidar com o mundo sob a ótica do "é assim que as coisas são" passa a ser apenas uma opção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você pode optar pelo que quiser. É uma pena, no entanto, que sua ignorância, seu não-saber, force minha própria vida um pouco para baixo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, infelizmente, estamos todos amarrados. Talvez, no fundo, resida aí meu egoísmo em dividir as coisas que já sei ou já aprendi: estou tentando melhorar meu próprio universo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez você faça parte dele. Talvez não. Talvez seja "apenas" um leitor. Talvez eu faça parte de seu universo, mas não o contrário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De qualquer forma, depois de descobrir em boa medida quem sou realmente, passa a ser opção minha só ocupar lugares limpos e dourados nas consciências dos que me cercam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segue Platão, com um extrato da obra &lt;strong&gt;A República&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O mito da caverna, por Platão&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Sócrates&lt;/strong&gt; – Agora imagina a maneira como segue o estado da nossa natureza relativamente à instrução e à ignorância. Imagina homens numa morada subterrânea, em forma de caverna, com uma entrada aberta à luz; esses homens estão aí desde a infância, de pernas e pescoços acorrentados, de modo que não podem mexer-se nem ver senão o que está diante deles, pois as correntes os impedem de voltar a cabeça; a luz chega-lhes de uma fogueira acesa numa colina que se ergue por detrás deles; entre o fogo e os prisioneiros passa uma estrada ascendente. Imagina que ao longo dessa estrada está construído um pequeno muro, semelhante às divisórias que os apresentadores de títeres armam diante de si e por cima das quais exibem as suas maravilhas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Glauco&lt;/strong&gt; – Estou vendo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Sócrates&lt;/strong&gt; – Imagina agora, ao longo desse pequeno muro, homens que transportam objetos de toda espécie, que os transpõem: estatuetas de homens e animais, de pedra, madeira e toda espécie de matéria; naturalmente, entre esses transportadores, uns falam e outros seguem em silêncio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Glauco&lt;/strong&gt; - Um quadro estranho e estranhos prisioneiros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Sócrates&lt;/strong&gt; - Assemelham-se a nós. E, para começar, achas que, numa tal condição, eles tenham alguma vez visto, de si mesmos e de seus companheiros, mais do que as sombras projetadas pelo fogo na parede da caverna que lhes fica defronte?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Glauco&lt;/strong&gt; - Como, se são obrigados a ficar de cabeça imóvel durante toda a vida?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Sócrates&lt;/strong&gt; - E com as coisas que desfilam? Não se passa o mesmo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Glauco&lt;/strong&gt; - Sem dúvida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Sócrates&lt;/strong&gt; - Portanto, se pudessem se comunicar uns com os outros, não achas que tomariam por objetos reais as sombras que veriam?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Glauco&lt;/strong&gt; - É bem possível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Sócrates&lt;/strong&gt; - E se a parede do fundo da prisão provocasse eco sempre que um dos transportadores falasse, não julgariam ouvir a sombra que passasse diante deles?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Glauco&lt;/strong&gt; - Sim, por Zeus!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Sócrates&lt;/strong&gt; - Dessa forma, tais homens não atribuirão realidade senão às sombras dos objetos fabricados?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Glauco&lt;/strong&gt; - Assim terá de ser.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Sócrates&lt;/strong&gt; - Considera agora o que lhes acontecerá, naturalmente, se forem libertados das suas cadeias e curados da sua ignorância. Que se liberte um desses prisioneiros, que seja ele obrigado a endireitar-se imediatamente, a voltar o pescoço, a caminhar, a erguer os olhos para a luz: ao fazer todos estes movimentos sofrerá, e o deslumbramento impedi-lo-á de distinguir os objetos de que antes via as sombras. Que achas que responderá se alguém lhe vier dizer que não viu até então senão fantasmas, mas que agora, mais perto da realidade e voltado para objetos mais reais, vê com mais justeza? Se, enfim, mostrando-lhe cada uma das coisas que passam, o obrigar, à força de perguntas, a dizer o que é? Não achas que ficará embaraçado e que as sombras que via outrora lhe parecerão mais verdadeiras do que os objetos que lhe mostram agora?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Glauco&lt;/strong&gt; - Muito mais verdadeiras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Sócrates&lt;/strong&gt; - E se o forçarem a fixar a luz, os seus olhos não ficarão magoados? Não desviará ele a vista para voltar às coisas que pode fitar e não acreditará que estas são realmente mais distintas do que as que se lhe mostram?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Glauco&lt;/strong&gt; - Com toda a certeza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Sócrates&lt;/strong&gt; - E se o arrancarem à força da sua caverna, o obrigarem a subir a encosta rude e escarpada e não o largarem antes de o terem arrastado até a luz do Sol, não sofrerá vivamente e não se queixará de tais violências? E, quando tiver chegado à luz, poderá, com os olhos ofuscados pelo seu brilho, distinguir uma só das coisas que ora denominamos verdadeiras?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Glauco&lt;/strong&gt; - Não o conseguirá, pelo menos de início.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Sócrates&lt;/strong&gt; - Terá, creio eu, necessidade de se habituar a ver os objetos da região superior. Começará por distinguir mais facilmente as sombras; em seguida, as imagens dos homens e dos outros objetos que se refletem nas águas; por último, os próprios objetos. Depois disso, poderá, enfrentando a claridade dos astros e da Lua, contemplar mais facilmente, durante a noite, os corpos celestes e o próprio céu do que, durante o dia, o Sol e sua luz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Glauco&lt;/strong&gt; - Sem dúvida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Sócrates&lt;/strong&gt; - Por fim, suponho eu, será o sol, e não as suas imagens refletidas nas águas ou em qualquer outra coisa, mas o próprio Sol, no seu verdadeiro lugar, que poderá ver e contemplar tal qual é.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Glauco&lt;/strong&gt; - Necessariamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Sócrates&lt;/strong&gt; - Depois disso, poderá concluir, a respeito do Sol, que é ele que faz as estações e os anos, que governa tudo no mundo visível e que, de certa maneira, é a causa de tudo o que ele via com os seus companheiros, na caverna.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Glauco&lt;/strong&gt; - É evidente que chegará a essa conclusão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Sócrates&lt;/strong&gt; - Ora, lembrando-se de sua primeira morada, da sabedoria que aí se professa e daqueles que foram seus companheiros de cativeiro, não achas que se alegrará com a mudança e lamentará os que lá ficaram?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Glauco&lt;/strong&gt; - Sim, com certeza, Sócrates.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Sócrates&lt;/strong&gt; - E se então distribuíssem honras e louvores, se tivessem recompensas para aquele que se apercebesse, com o olhar mais vivo, da passagem das sombras, que melhor se recordasse das que costumavam chegar em primeiro ou em último lugar, ou virem juntas, e que por isso era o mais hábil em adivinhar a sua aparição, e que provocasse a inveja daqueles que, entre os prisioneiros, são venerados e poderosos? Ou então, como o herói de Homero, não preferirá mil vezes ser um simples lavrador, e sofrer tudo no mundo, a voltar às antigas ilusões e viver como vivia?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Glauco&lt;/strong&gt; - Sou de tua opinião. Preferirá sofrer tudo a ter de viver dessa maneira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Sócrates&lt;/strong&gt; - Imagina ainda que esse homem volta à caverna e vai sentar-se no seu antigo lugar: Não ficará com os olhos cegos pelas trevas ao se afastar bruscamente da luz do Sol?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Glauco&lt;/strong&gt; - Por certo que sim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Sócrates&lt;/strong&gt; - E se tiver de entrar de novo em competição com os prisioneiros que não se libertaram de suas correntes, para julgar essas sombras, estando ainda sua vista confusa e antes que seus olhos se tenham recomposto, pois habituar-se à escuridão exigirá um tempo bastante longo, não fará que os outros se riam à sua custa e digam que, tendo ido lá acima, voltou com a vista estragada, pelo que não vale a pena tentar subir até lá? E se alguém tentar libertar e conduzir para o alto, esse alguém não o mataria, se pudesse fazê-lo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Glauco&lt;/strong&gt; - Sem nenhuma dúvida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Sócrates&lt;/strong&gt; - Agora, meu caro Glauco, é preciso aplicar, ponto por ponto, esta imagem ao que dissemos atrás e comparar o mundo que nos cerca com a vida da prisão na caverna, e a luz do fogo que a ilumina com a força do Sol. Quanto à subida à região superior e à contemplação dos seus objetos, se a considerares como a ascensão da alma para a mansão inteligível, não te enganarás quanto à minha idéia, visto que também tu desejas conhecê-la. Só Deus sabe se ela é verdadeira. Quanto a mim, a minha opinião é esta: no mundo inteligível, a idéia do bem é a última a ser apreendida, e com dificuldade, mas não se pode apreendê-la sem concluir que ela é a causa de tudo o que de reto e belo existe em todas as coisas; no mundo visível, ela engendrou a luz; no mundo inteligível, é ela que é soberana e dispensa a verdade e a inteligência; e é preciso vê-la para se comportar com sabedoria na vida particular e na vida pública.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Glauco&lt;/strong&gt; - Concordo com a tua opinião, até onde posso compreendê-la.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Platão, A República, v. II p. 105 a 109)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8503947920113455016-6801887489087415181?l=nopobrems.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nopobrems.blogspot.com/feeds/6801887489087415181/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8503947920113455016&amp;postID=6801887489087415181&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8503947920113455016/posts/default/6801887489087415181'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8503947920113455016/posts/default/6801887489087415181'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nopobrems.blogspot.com/2010/02/o-mito-da-caverna.html' title='O MITO DA CAVERNA'/><author><name>Carlos Jazzmo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00788566230433957486</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_Xt8nu0HhGj0/S6bTOb3S4WI/AAAAAAAAAGY/1ZRv0409K6s/S220/carao2.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_Xt8nu0HhGj0/S2mr_fygiuI/AAAAAAAAAFw/IkQcZdsJLhw/s72-c/caverna.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8503947920113455016.post-2382129238748012304</id><published>2010-01-28T12:52:00.004-02:00</published><updated>2010-01-28T13:29:17.944-02:00</updated><title type='text'>FROWNING AT THE FACE OF GOD</title><content type='html'>&lt;br&gt;Arquiteto? A mulher é a prova concreta de que Deus é escultor. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O grande problema do mercado de trabalho é que ele é a união de duas das piores coisas do mundo: mercado e trabalho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para ser pior, só se fosse banco de mercado de trabalho. Ou banco de engarrafamento de mercado de trabalho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que você está fazendo da vida? Eu sei: construindo uma pirâmide. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já foi ao Egito? É um mistério a maneira como cada escravo punha uma pedra daquelas no lugar, não é? Devia levar o dia inteiro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse faraó devia ser um sortudo mesmo. Se todo mundo se dispunha a dedicar a vida a pôr uma pedra em seu monumento... Talvez isso em si seja a prova concreta de sua superioridade divina em relação aos demais. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hum, acho que entendi. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O dia tem vinte e quatro horas. Você dorme durante oito, sobram dezesseis. Oito dessas você gasta colocando pedras no monumento do faraó. Nas outras oito, você cuida de manter seu corpo sadio, para carregar mais pedras no dia seguinte, e agradece ao faraó por umas três horinhas de anestesia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pão e circo fazem um palhaço subnutrido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou ainda por entender. Se eu aceitar o joguinho que outras pessoas criaram antes que eu nascesse, se partir do que os outros partem e disser que as coisas são como são - embora as coisas só passem a ser quando pessoas as fazem -, preciso me conformar com a idéia de que a natureza me jogou aqui, pronto, igual a qualquer outro, mas há pessoas acima da natureza que me encaixam em uma pirâmide. Na posição de escravo, é claro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aceitar que sou um escravo. Aceitar que, em nome de ter direito ao que me foi entregue pronto, preciso devotar todo meu tempo a quem não me deu chongas de pitibiribas - e me toma diariamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez estejam certos mesmo. Talvez haja gente naturalmente acima de mim. Talvez o nome certo da grana seja &lt;em&gt;god&lt;/em&gt;. Porque nela sim, não há quem não confie. Talvez seja &lt;strong&gt;G&lt;/strong&gt;rana &lt;strong&gt;A&lt;/strong&gt;cima de &lt;strong&gt;D&lt;/strong&gt;eus e do &lt;strong&gt;U&lt;/strong&gt;niverso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez o escultor não tenha usado argila realmente. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez tenha criado o mundo depois do almoço, desenrolando um áspero papel higiênico. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez o tenha delegado a espíritos mais baixos, seus próprios escravos, encarregados de limpar-lhe as sujeiras. Talvez seja como a família real brasileira, que, detentora das vidas de milhões, entregou tudo na mão dos limpa-bostas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez seja tudo realmente uma pirâmide. Uma pirâmide em que só o que sobe são as pedras. Lá no alto, fica o limpa-bostas da vez, ilhado, comandando os escravos em direção a seu próprio ego. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez seja mesmo um escultor. Arquitetos precisam prezar pela estabilidade constante da obra. Precisam prezar pela harmonia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só artistas são inconseqüentes assim. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8503947920113455016-2382129238748012304?l=nopobrems.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nopobrems.blogspot.com/feeds/2382129238748012304/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8503947920113455016&amp;postID=2382129238748012304&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8503947920113455016/posts/default/2382129238748012304'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8503947920113455016/posts/default/2382129238748012304'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nopobrems.blogspot.com/2010/01/frowning-at-face-of-god.html' title='FROWNING AT THE FACE OF GOD'/><author><name>Carlos Jazzmo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00788566230433957486</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_Xt8nu0HhGj0/S6bTOb3S4WI/AAAAAAAAAGY/1ZRv0409K6s/S220/carao2.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8503947920113455016.post-5126047879247532644</id><published>2010-01-24T16:27:00.004-02:00</published><updated>2010-01-24T16:31:06.328-02:00</updated><title type='text'>AMOR</title><content type='html'>&lt;br&gt;- Posso ser sincera? Não vai me achar kitsch?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Como assim você diz kitsch? Como é kitsch? É o quê?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Quando estou com você, até o céu é mais azul.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Quando estou a seu lado, esqueço todos meus pobrema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O bom é que eu nem preciso me esforçar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu não acredito em esforço. A natureza não se esforça para nada. Para ela, tudo é natural. É nós é que inventamos sub universos toscos e aí precisamos correr atrás de fazer eles funcionar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Nossa, você sabe muito. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Sobre o quê?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8503947920113455016-5126047879247532644?l=nopobrems.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nopobrems.blogspot.com/feeds/5126047879247532644/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8503947920113455016&amp;postID=5126047879247532644&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8503947920113455016/posts/default/5126047879247532644'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8503947920113455016/posts/default/5126047879247532644'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nopobrems.blogspot.com/2010/01/amor.html' title='AMOR'/><author><name>Carlos Jazzmo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00788566230433957486</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_Xt8nu0HhGj0/S6bTOb3S4WI/AAAAAAAAAGY/1ZRv0409K6s/S220/carao2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8503947920113455016.post-3314316383574595213</id><published>2010-01-22T12:29:00.003-02:00</published><updated>2010-01-22T13:17:14.444-02:00</updated><title type='text'>ANTICLÍMAX</title><content type='html'>&lt;br&gt;A vida em sociedade, nos termos atuais, de onde eu vejo, resume-se a uma gincana em que o único prêmio é o dinheiro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estudamos em colégios formais até por volta dos quinze anos. Aí começa a fase de decidir que pequeno pedacinho do conhecimento humano vai servir para te definir pelo resto da vida. Você é bom em português? Já pensou em estudar Direito? Não estude Letras, porque professor ganha muito mal. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você é bom em matemática? Já pensou em fazer Engenharia? Não faça Matemática, porque matemáticos acabam dando aulas em colégios. Você vai acabar tão mal quanto aquela pessoa que, sem outras opções, acabou condenada a ensinar você. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passado esse momento, vem o fatídico segundo grau, que hoje já tem outro nome e que daqui a dois anos terá ainda outro nome, embora nada mude realmente. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegando ao segundo grau, talvez dividam seus amigos em turmas de Humanas, Tecnológicas e Biomédicas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você e seus amigos serão divididos e cada um de vocês será objetivamente encaminhado a sua área de saber. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não que fosse necessária essa compartimentação. O fato é que, depois do segundo grau, você vai encarar um vestibular, algo bastante concorrido. Sendo assim, é bom que você esteja preparado para passar no vestibular referente a sua área. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre para o segundo grau e passe três anos, dos quinze aos dezoito, aprendendo apenas o que vai te fazer passar naquelas provas. Esqueça qualquer visão geral, esqueça qualquer esforço para abrir sua cabeça, ganhar alguma perspectiva sobre o mundo: você está ali, durante três anos, pensando no vestibular. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Encerrada esta fase, começa a busca por uma vaga em uma boa faculdade. Se você tiver passado a vida inteira pagando por escolas minimamente decentes, talvez consiga ingressar em uma faculdade gratuita. Feito isso, dispensado de pagar suas mensalidades, você está livre para preparar-se para o pós-faculdade. Não precisa perder tempo com despesas agora. Basta pensar no lucro vindouro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma vez na faculdade, você passará cerca de quatro anos aprendendo o necessário para ingressar no mercado de trabalho. Não será preparado para ser um cidadão, não será preparado para ser um companheiro, não será preparado para ser um crítico, um pensador, um teórico. Você será preparado para tornar-se um técnico, alguém cuja otimização visa apenas ao lucro. Ora, se você estudou até aqui, algum objetivo você tinha e precisa alcançar: a grana. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por que mais alguém passaria a vida estudando, se não para ser rico? Não é essa a equação? Conhecimento = lucro. Aprendemos o máximo para lucrar em cima dos que não sabem tanto quanto nós. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se você, por outro lado, veio de um lar que não podia pagar por sua instrução, é provável que ingresse em uma faculdade paga. Neste caso, o lucro fica com o dono da faculdade, cujos filhos estão sendo preparados para cobrar as mensalidades dos seus próprios filhos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Feito o curso pago, com muito esforço, normalmente acompanhado de um emprego que você precisa manter, mesmo que esse emprego não te acrescente absolutamente nada além de dinheiro - dinheiro que vai para o dono da faculdade -, seu destino será o mesmo daqueles que cursaram faculdades gratuitas: o preparo técnico e objetivo e o mercado de trabalho. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não há outro motivo para se estudar, além de arranjar um bom emprego, por mais que esse emprego não tenha absolutamente nada a ver com seus interesses, talentos ou aptidões. Aqueles que formatam a sociedade na qual vivemos gostam de dizer que o homem deve se dedicar ao que lhe fala ao coração. Na realidade, porém, sabemos o tamanho da falácia e sabemos muito bem que poucos são os privilegiados que podem realmente dedicar-se ao que lhes interessa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Concluído seu curso, é a hora de arranjar um emprego. Se conseguir um emprego fixo, parabéns: tudo o que você poderia aspirar dentro desse sistema medíocre já foi alcançado. Se você tem um emprego fixo, basta receber ordens e cumprir pequenas e limitadas obrigações. Fazendo isso, você tem a segurança, a garantia de que estará vivo no mês seguinte. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Empregos fixos são cada vez mais raros. Aqueles mesmos espertos que moldam nossa maneira de viver, que são donos tanto das faculdades quanto das empresas e dos supermercados onde você deposita parte do seu salário, esforçam-se por diminuir cada vez mais suas garantias. Alegam que isso barateia o emprego e o expande em direção a mais pessoas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Curioso é notar que, ao longo das décadas, as garantias diminuem, mas os contrastes sociais se ampliam e a concentração dos lucros é cada vez maior. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você já parou para pensar nos efeitos concretos de nosso novo ritmo de vida? Já parou para pensar que, se anos atrás você produzia X, hoje, com a internet, o blackberry, o celular etc. você produz cinco vezes mais e está ocupado quase vintequatro horas por dia?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você pode achar interessante esse ritmo alucinante. Mas pense: para onde está indo o resultado de tanta produção? Nos últimos anos, sua renda cresceu no mesmo ritmo de sua produção?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho certeza de que não. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você já percebeu que os valores negociados entre grandes empresas e nas bolsas de valores são de ordem de grandeza absurdamente maior do que os valores que passam por sua mão? Já percebeu que são cada vez maiores?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em nome de quem você está produzindo? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Moro em um apartamento alugado. Negociei com uma imobiliária (não com o proprietário) o valor de um aluguel. Pediram-me até declaração de renda, extrato bancário, esmiuçaram minha vida até o limite. Tudo acertado, renda comprovada, mesmo assim, uma vez por ano, recebo um documento cínico de uma empresa de seguros que me suga R$ 1.500,00 sem o menor constrangimento. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na tal declaração de bens que me foi pedida, cheguei a listar bens da família. Valores que ultrapassavam qualquer ordenado de qualquer funcionário daquela empresa. Pela lógica, portanto, seriam eles que deveriam provar-se dignos de negociar comigo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas não é assim. Como aqueles pobres e estelionatários da empresa de seguros vivem do dinheiro que sugam de mim - já que o grosso dos lucros fica com seus patrões - não há constrangimento mesmo. São até capazes de discursar sobre a importância e a legitimidade de sua função. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O dono da imobiliária, que todo ano me põe em contato com esses parasitas, acha natural também: afinal, é um advogado. Estudou por anos, aprendeu que é assim que as coisas funcionam, decorou todas as brechas da lei e já encontrou sua própria e mesquinha maneira de ganhar a vida. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aí você argumenta tudo isso e vem algum cínico dizer: é assim que as coisas são feitas. Existem setores inteiros da economia que vivem disso. Mude as regras e gere uma enormidade de desemprego no mercado. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Aí você viaja pelo país, vê a enormidade de terras ociosas, vê o povo da Amazônia vivendo bem de pescar, plantar e colher, compara com o estado das favelas nas cidades, com a chamada "violência urbana", e pensa: a quem estão querendo enganar? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem consegue me convencer de que, para qualquer um que não sejam os bandidos, a maneira como a coisa é feita hoje gera mais "empregos" do que seriam possíveis caso apenas deixassem as pessoas viver em paz e não se utilizassem de leis cínicas e parciais para negar o que a natureza já apresenta pronto e óbvio?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando você sai do primário, você é automaticamente lançado em um caminho que visa a extrair de seu ambiente o máximo de vantagens possível. Você é treinado para ser mais um bandido. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na tal sociedade em que vivemos, é absurdo matar em nome de Deus. Já em nome do dinheiro... Quem, ainda hoje, é capaz de relativizar o valor da propriedade privada? O valor da vida, já esse, basta citá-lo para parecer um fanático. O valor da compaixão, esse nem se cita mais. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que vale é a grana. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltei de uma temporada na Amazônia. Ainda não consigo pôr para fora tudo o que vi e senti. Ainda estou chocado ao ver que, voltando a São Paulo, o símbolo nacional do progresso, da modernidade, gasto mais dinheiro com aluguel e contas do que comigo mesmo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É isso mesmo: mais da metade do que ganho por mês é destinado a apenas manter-me aqui. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais da metade do que ganho é destinado a manter São Paulo como está.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na floresta, bastaria pescar um peixe para estar "no lucro". Aqui, se você pesca um peixe, calculam-se juros, riscos, prêmios (os bandidos da companhia de seguros gostam desse termo) e, no fim, você tem um peixe e meio a pagar aos infelizes. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Onde você quer chegar? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu confesso que, de minha parte, não sei mais. Não acredito nesta sociedade, não simpatizo com a mentalidade que é criada, não consigo mais assistir à TV, flagro cada mentira das propagandas partidárias gratuitas, lembro de Einstein dizendo, revoltado, que uma das piores invenções do diabo tinha sido os juros compostos - a menina dos olhos dos bancos - e nada me instiga a me esforçar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiz uma faculdade de jornalismo, mas já tenho elementos suficientes para concluir que fui apenas adestrado a mentir, a despistar, a falar do abajur enquanto as cortinas pegam fogo e a garantir a manutenção de um sistema de mentiras. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sou aquele que assina um texto mentiroso e que garante que você vá ler o texto seguinte, no dia seguinte. Meu sonho de formado é trabalhar na única empresa que tem audiência considerável. A empresa que, sozinha, concentra 80% da publicidade do país. E a publicidade, vocês sabem, é o que mantém, sozinho, os lucros e a manutenção dessas empresas. Não é venda de jornal, não é assinante, não é nada: são as empresas que pagam a publicidade e com as quais a direção negocia diariamente. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em minha turma de faculdade, os mais bem-sucedidos eram aqueles que apareciam na tela da TV. Não que dissessem algo de valor - ou mesmo algo de sua própria cabeça. O valor daquelas pessoas era conseguir tornar-se o rostinho da emissora. Passeie pelos corredores de uma empresa de televisão, converse com os jornalistas-estrelas e surpreenda-se ao descobrir que nem os próprios textos são eles que escrevem. Puxe um aprensentador de telejornal para um canto e faça uma arguição: veja se ele sabe sobre o que está falando. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele sabe colocar a voz, sabe que tom de pancake fica melhor em seu rosto, mas a coisa pára por aí. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Armas, petróleo e imprensa. Mensagem hermética. Isso é o que manda no mundo. Um faz as máquinas girarem, outro garante o avanço à força das empresas sobre territórios outros e o terceiro garante o discurso que embasa todo o absurdo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pesquisem. Não sou capaz de resumir uma vida de pesquisas a uma leviana frase de blogue. Mas pesquisem. Pesquisem as "fundações" que há por aí. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Armas, petróleo e imprensa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou de volta da Amazônia. Estou em crise. São Paulo perdeu o sentido, assim como uma boa parte do planeta. O lado bom é que estou cada vez mais objetivo. O lado ruim é que estou nitidamente me isolando. Não sei o que vai restar. Não sei, não sei mesmo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8503947920113455016-3314316383574595213?l=nopobrems.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nopobrems.blogspot.com/feeds/3314316383574595213/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8503947920113455016&amp;postID=3314316383574595213&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8503947920113455016/posts/default/3314316383574595213'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8503947920113455016/posts/default/3314316383574595213'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nopobrems.blogspot.com/2010/01/anticlimax.html' title='ANTICLÍMAX'/><author><name>Carlos Jazzmo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00788566230433957486</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_Xt8nu0HhGj0/S6bTOb3S4WI/AAAAAAAAAGY/1ZRv0409K6s/S220/carao2.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8503947920113455016.post-1479713680328453278</id><published>2010-01-19T01:17:00.003-02:00</published><updated>2010-01-19T01:23:07.241-02:00</updated><title type='text'>VOLTEI DA AMAZÔNIA</title><content type='html'>&lt;br&gt;Voltei da Amazônia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Posso dizer que mantive o orgasmo mais longo de minha vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quinze dias?&lt;br /&gt;A eternidade?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora estou sentindo os chacras vibrarem, robustos, porém exauridos, como naquele momento em que você vira para o lado e, pedindo arrego, acende um cigarro e volta a pensar no táxi e no dia seguinte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois comento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obrigado, meu deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu tive a prova concreta de que há coisas maiores e mais fascinantes do que nós.&lt;br /&gt;Agora eu sei.&lt;br /&gt;Eu vi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8503947920113455016-1479713680328453278?l=nopobrems.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nopobrems.blogspot.com/feeds/1479713680328453278/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8503947920113455016&amp;postID=1479713680328453278&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8503947920113455016/posts/default/1479713680328453278'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8503947920113455016/posts/default/1479713680328453278'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nopobrems.blogspot.com/2010/01/voltei-da-amazonia.html' title='VOLTEI DA AMAZÔNIA'/><author><name>Carlos Jazzmo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00788566230433957486</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_Xt8nu0HhGj0/S6bTOb3S4WI/AAAAAAAAAGY/1ZRv0409K6s/S220/carao2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8503947920113455016.post-5567968866392278075</id><published>2010-01-03T15:28:00.008-02:00</published><updated>2010-01-03T16:45:11.613-02:00</updated><title type='text'>O ANO DA MARMOTA</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Salve o duplo jubileu&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_Xt8nu0HhGj0/S0DT5ka_UdI/AAAAAAAAAFo/MaNDlkyovQM/s1600-h/groundhog.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5422566937336959442" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 274px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_Xt8nu0HhGj0/S0DT5ka_UdI/AAAAAAAAAFo/MaNDlkyovQM/s320/groundhog.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Segundo o novo horóscopo chinês, 2010 podia muito bem ser o &lt;strong&gt;ano da marmota&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dois de janeiro de 2010. Passadas vintequatro horas desde o bom e velho êxtase de mais um Ano Novo, já ouço falar em Carnaval.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, da maneira como vivemos, o ano novo dura sempre vintequatro horas. Depois disso, retomam-se todos os ciclos repetitivos que unem as pessoas em sociedade. Volta-se então ao ano velho de sempre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dois de janeiro de 2010. Após invadirem o Iraque e desmantelarem uma cultura que vem desde a Mesopotâmia, o povo iraquiano é governado por uma série de empresas particulares - as mesmas que financiavam o ditador que resolveram enforcar em praça pública.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dois de janeiro de 2010. A televisão diz que seguranças particulares de uma dessas empresas dispararam contra um aglomerado de iraquianos. Os seguranças foram absolvidos. Legítima defesa. Legítima defesa no país do outro, agindo como polícia em cima do outro. Com o aval de quem?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ano novo. Ano novo aqui, no Iraque, nos EUA, na televisão. Ano novo para todos. Todo o planeta vivendo a mesma experiência. O dia da confraternização universal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em torno de quê?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você torce para algum time? Talvez torça. Nasceu torcendo para ele? Se tivesse nascido em outro país, torceria para aquele mesmo time?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas é seu time, certo? É parte de você. Toda vez que ele ganha, você fica feliz. Toda vez que perde, você sofre. Igualzinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se alguém ameaça seu time (ou seu país), você fica convicto de que precisa reagir. Mesmo que sua reação gere um confronto ainda maior ali à frente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como fugir dessas coisas? Como ser elevado, nobre, cristão, pacifista, em um mundo onde você olha em volta e só enxerga agressão?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A resposta a isso já foi dita há milhares de anos, mas parece complicada demais para que o homem comum a compreenda (o homem parece mais afeito mesmo ao deboche):&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;"seu universo é um jogo de sua consciência". &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso é coisa de Shiva. Abri o blogue citando a frase. Parece incompreensível, não é?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Será que Shiva dizia que é tudo ilusão? Que este computador que tenho à frente não é real?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não, não é nada disso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A coisa é simples: por que você tem medo do terrorista? Porque ele ameaça seu país. Mas por que logo o seu país? O que fez seu país para merecer isso?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez não importe. O que te importa é que é seu país. E dado que há um conflito, é seu papel zelar por que seu lado saia vitorioso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda que sua vitória deixe milhões de pessoas fazendo beicinho, esperando o momento de revidar, naquele momento, sua vitória valeu a pena.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora pense: você sabe que vive em um planeta, não sabe? Você sabe que estamos todos fisicamente ligados, não sabe? Então por que insiste em defender a vitória de um "lado" sobre outro?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pelo que diabos você está competindo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que universo falho e limitado é esse com o qual você se identifica?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E por que não vai além dele?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dia dois de janeiro e já ouço falar em Carnaval.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ano passado, dedicado a estudar assuntos gerais, como política, imprensa, história, sofri por 365 dias, tentando encontrar alguma chave que nos tirasse a todos da realidade cada vez mais primitiva que vivemos por aqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem entrar no mérito de dizer que tudo é conseqüência de algo e que não lamento nem por um segundo pela miséria em que vive a humanidade - miséria causada por sua própria arrogância, que não consegue tratar a própria ignorância como algo a ser combatido - mas sim protegido e mascarado, envolto em paliativos, tornou-se claro aqui que minha aventura pessoal &lt;strong&gt;não&lt;/strong&gt; é a aventura imposta a todos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fisicamente, estou aqui, neste lugar maravilhoso, ainda que dominado por seres medíocres que não merecem o paraíso em que nasceram. Se forem adiante na estupidez e acabarem com o oxigênio, meu corpo se asfixiará. Se soltarem mais algumas de suas bombas infernais, meu corpo se esfacelará. Se dominarem os alimentos e me impuserem um regime de trabalho extremo demais para que eu os alcance, morrerei de fome.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda assim, 2010 traz a novidade: eu compreendi a frase de Shiva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu universo é um jogo de minha consciência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, meu único objetivo é aproveitar cada segundo de paz que se apresenta para pensar e inventar meu futuro, que, também está claro, passa muito mais por sentimentos do que por idéias. Passa muito mais por experiências do que por conflitos. Passa muito mais por lugares do que por pessoas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pessoas passaram a ser como outros seres; como cães, gatos, cavalos, bois... Apenas animais que esforçam-se para manterem-se vivos. Diante de uma ameaça, recuam. Diante do conforto, cedem. Diante do banquete, entopem-se até morrer pela boca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A diferença entre os bichos talvez resida na famosa &lt;strong&gt;razão&lt;/strong&gt;. Mas essa, ando encarando como uma ausência. Encaro a razão como um sofrimento. Como uma tentativa do homem de alcançar uma plenitude pela qual todos os outros seres parecem já ter passado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ano passado, assisti a um filme antigo sobre a vida de Descartes. A uma certa altura da história, um amigo recomendava ao filósofo: "Calvino já dizia que, quando você se dedicar ao que realmente lhe fala à natureza, sua inquietação intelectual vai ceder automaticamente".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pessoas são corações ambulantes, ainda que narcotizados, carregando cérebros desligados, preguiçosos e auto-indulgentes. São sofredores que chamam de amor as mais egoístas tentativas de assumir a posse sobre terceiros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São bichos, como eu, ainda que, em sua maioria, desinteressados de evoluir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No rol das fantasias coletivas, do jogo de consciência que se difunde e ganha ares de senso-comum, já se até abandonou o conceito de &lt;em&gt;evolução&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para o povo daqui, só o que evolui é o equipamento. É a máquina. O ser humano tornou-se um pretenso deus tão cego, mas tão cego, que é capaz de suicidar-se para dar à luz sua criação. Apenas para afirmar-se Deus. Deus do quê, eu não sei. Já que a matéria já tem seu próprio Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É o século, o milênio da marmota.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim como no filme brilhantemente estrelado por Bill Murray, em que todo dia era o mesmo dia, todos em volta parecem não perceber. Como se cada dia que nasce no relógio digital, à cabeceira da cama, fizesse soar a campainha do ponto zero.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O homem dorme e acorda como se houvesse acabado de nascer. Nada retém, nada constrói, nada é capaz de propor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ando tentando expor fisicamente o que me parece cada vez mais claro. Dizem que o tempo é uma espiral. Utilizo-me da idéia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Penso que nossa consciência perfaz ciclos. Ciclos mais abrangentes ou mais estreitos, variam de caso em caso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Percebo que a maioria das pessoas tem uma consciência que faz ciclos um tanto estreitos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como assim?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;. a noção de passado delas é mais curta, assim como a sacação de que haverá sempre um futuro cheio de conseqüências para seus atos. Desta forma, ficam presas às surpresas, aos acasos, às coincidências que parecem surgir do nada. São como cães em noite de reveillon. Cada explosão que se ouve é como se fosse a primeira; e cada nova explosão contraria a fé cega de que a anterior seria a última.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como se diz sobre a invenção da República no Brasil, "o povo assiste bestializado";&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;. a capacidade para perceber o tédio é menor, já que sua consciência reinicia o ciclo toda hora (já que o ciclo é curto). Sendo assim, fica mais difícil notar as coisas se repetindo e se eternizando;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;. a capacidade de obedecer e funcionar automaticamente é maior, já que pequenas tarefas repetitivas acabam se encaixando mais facilmente em seus ciclos de consciência;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;. a capacidade para pensar no planeta como um todo é bem menor, já que a consciência lida com esferas mais estreitas, como o "meu" time, a "minha" família, a segurança do "meu" país...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste ponto, cito Einstein: "uma mente que se abre para uma idéia nova jamais retorna a seu tamanho original";&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;. a capacidade para aceitar sistemas e valores é muito maior, já que, com uma consciência estreita, a pessoa não é capaz de "erguer a cabeça acima do nível da água e perceber o que há além". Diante do desconforto, o argumento mais freqüente acaba sendo "este é o menos pior dos males. Antes disso, era ainda pior".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;. a capacidade de promover mudanças é praticamente nula, já que, sem noção de passado, de futuro, sem o domínio sobre os processos repetitivos do ser humano, a figura não tem como propor absolutamente NADA.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É o ano da marmota. Preciso alugar aquele filme novamente e lembrar qual era a chave. Porque ficar lidando com as pessoas como se fossem marionetes, papagaios que repetem sempre os mesmos dramas, os mesmos conflitos e os mesmos erros parece realmente uma piada de mau-gosto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Feliz dia novo.&lt;br /&gt;A cada ano, temos 365 novas chances de começar a viver.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trezentas e sessenta e cinco vidas por ano.&lt;br /&gt;Basta aproveitar uma delas.&lt;br /&gt;Tatue no corpo para não se esquecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8503947920113455016-5567968866392278075?l=nopobrems.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nopobrems.blogspot.com/feeds/5567968866392278075/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8503947920113455016&amp;postID=5567968866392278075&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8503947920113455016/posts/default/5567968866392278075'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8503947920113455016/posts/default/5567968866392278075'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nopobrems.blogspot.com/2010/01/o-ano-da-marmota.html' title='O ANO DA MARMOTA'/><author><name>Carlos Jazzmo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00788566230433957486</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_Xt8nu0HhGj0/S6bTOb3S4WI/AAAAAAAAAGY/1ZRv0409K6s/S220/carao2.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_Xt8nu0HhGj0/S0DT5ka_UdI/AAAAAAAAAFo/MaNDlkyovQM/s72-c/groundhog.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8503947920113455016.post-5086050603630053036</id><published>2009-12-24T12:57:00.009-02:00</published><updated>2009-12-24T14:46:23.139-02:00</updated><title type='text'>PÉ NA ESTRADA</title><content type='html'>&lt;br&gt;Mais um ano que se vai e a sensação que fica é de que foi tudo apenas ensaio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=DC8oFe5bkeY"&gt;O Trenzinho do Caipira, Heitor Villa-Lobos&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tem um tempo que não penso mais no tempo. Tenho o tempo a meu favor, como se cada segundo que se anuncia representasse espaço extra para viver, para criar, para construir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora é partir para o interior de Minas Gerais, depois voltar, escrever por três dias e seguir para a Amazônia. Sou quase capaz de sentir o cheiro das águas do Solimões. Cheiro de mato, de chuva, de mistério, de encontro com o princípio de tudo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ano de 2009 não se pareceu com nenhum outro. Ao menos para mim. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho certeza de que 2010 será ainda mais impressionante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_Xt8nu0HhGj0/SzOH2WAubcI/AAAAAAAAAFg/Bz10W4Moy2M/s1600-h/qqq.PNG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 300px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_Xt8nu0HhGj0/SzOH2WAubcI/AAAAAAAAAFg/Bz10W4Moy2M/s400/qqq.PNG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5418824144348147138" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;"&lt;strong&gt;A arte vem de um profundo senso de direção interior. Ela começa com uma reavaliação de sua própria vida, de uma busca pela fonte dos impulsos, o mistério de tudo. Eu me julgo um realista emocional. Emoção é o que quero retratar. O realismo é apenas a minha maneira de fazê-lo&lt;/strong&gt;" - &lt;em&gt;Steve Hanks (1949 - ...)&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8503947920113455016-5086050603630053036?l=nopobrems.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nopobrems.blogspot.com/feeds/5086050603630053036/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8503947920113455016&amp;postID=5086050603630053036&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8503947920113455016/posts/default/5086050603630053036'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8503947920113455016/posts/default/5086050603630053036'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nopobrems.blogspot.com/2009/12/2010-pe-na-estrada-da-vida.html' title='PÉ NA ESTRADA'/><author><name>Carlos Jazzmo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00788566230433957486</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_Xt8nu0HhGj0/S6bTOb3S4WI/AAAAAAAAAGY/1ZRv0409K6s/S220/carao2.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_Xt8nu0HhGj0/SzOH2WAubcI/AAAAAAAAAFg/Bz10W4Moy2M/s72-c/qqq.PNG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8503947920113455016.post-7476068432464939585</id><published>2009-12-22T16:00:00.006-02:00</published><updated>2009-12-22T20:10:48.880-02:00</updated><title type='text'>THE TWILIGHT ZONE</title><content type='html'>&lt;br&gt;Sou daqueles insanos que acreditam ser possível conversar com Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_Xt8nu0HhGj0/SzEi0xuzWVI/AAAAAAAAAFA/mQE8D9HLupw/s1600-h/tedioso.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 226px; height: 320px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_Xt8nu0HhGj0/SzEi0xuzWVI/AAAAAAAAAFA/mQE8D9HLupw/s320/tedioso.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5418150116801599826" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Não aqueles papos verbais de pergunta e resposta, mas sim questões sinceras, que surgem da própria experiência com a vida, e que são elucidadas pela própria vida, basta que estejamos atentos. Tem gente que fala em "sinais". Deixo a terminologia aos que ainda não sacaram que &lt;em&gt;vocabulário&lt;/em&gt; é o que menos importa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ano passado, resolvi aprender um pouco sobre mapa astral. Não sou capaz de dizer que creio ou não naquilo. O importante é que acredito ter entendido a lógica por detrás. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se você entende algo de música, sabe o que é um acorde. Um acorde é um conjunto de notas que, reunidas, resultam em uma outra nota, composta, cheia de sutilezas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acordes têm tônicas. Um acorde de dó maior tem o dó como tônica. Tem ainda o mi como uma terça maior (se fosse menor, seria o mi bemol), um sol como quinta, e pode ter uma sétima, por exemplo, sendo um si ou um si bemol. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando você pega um acorde maior e diminui meio tom da terça, ele se transforma em acorde menor. Existe uma frase, em uma letra de um jazz malandro, que explica bem o que isso significa: "there's such a change from major to minor everytime you say goodbye".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que a frase diz é que toda vez que a figura se afasta, o humor do compositor torna-se triste. Um acorde menor é, em princípio, triste. Um maior é alegre. Isso é ciência mesmo; peça para um amigo demonstrar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muito bem. Agora troquemos notas musicais por pessoas. Pense em dois amigos muito próximos. Mesmos gostos, mesma aparência física, apenas um senso de humor diferente. Fulano é bem leve e simpático, como um acorde maior, e Ciclano é também simpático, embora tenha um certo sarcasmo que sempre arranha um pouco. Uma certa amargura que sempre o torna um tanto contrito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Algo como uma quinta diminuta. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um mapa astral nada mais é do que uma reprodução do céu no momento em que nascemos. A idéia é que a posição dos astros compõe acordes também, embora, em princípio, não sejam acordes sonoros. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em princípio? Sim... Basta que se atribua um valor musical a cada astro, a cada planeta, assim como um valor para cada casa do mapa, e você tem uma música pessoal. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se seu mapa difere de quase todos os outros, isso é apenas um reflexo do fato de que você difere dos outros. E assim, atribuindo-se valores musicais a cada caractística sua, determinada pelo mapa, você tem sua canção astral. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O engraçado é que Hermeto Paschoal já teve essa sacada também. Ou algo bem parecido. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ano passado, passei algum tempo aprendendo sobre os astros. E uma das coisas que percebi foi que minhas maiores dificuldades na vida estavam estranhamente expressas ali. Aprendi até sobre o valor de Júpiter e Saturno. Em termos simples, Júpiter atrai e Saturno afasta. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando falo em afastamento, tenho a consciência de que mesmo nossas características mais horrorosas são parte nossa. Sendo assim, são algo que deve ser examinado com cuidado, e não apenas ignorado ou temido. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando você descobrir o que te diz a posição de Saturno em seu mapa, não fuja. Não se esconda, não opte por dizer que é tudo besteira e, principalmente, não corra como um louco para os braços de Júpiter. Porque Saturno cobra a conta. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ter vindo para São Paulo da maneira como fiz foi algo ousado. Analisando meu mapa, um irmão que hoje está em Brasília - quase que trocou de lugar comigo - me avisou:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"se eu fosse você, no ponto em que está, iria para algum lugar onde há arte, música, poesia, movimento, e voltaria logo depois, com os olhos fixos em suas certezas. Não se afaste de sua rotina de asceta. Se você for em direção a Júpiter, vai encontrar pessoas saturnianas". &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dito e feito. Após aprender que, em meu mapa, Júpiter está junto com meu ascendente, juntei mais informações e descobri que, teoricamente, minha porção física, material, imediatamente reconhecível pela sociedade, seria algo que me traria vantagens. Segundo o mapa, posso confiar em minha personalidade mais superficial para ganhar destaque. Além do fato de que aquela posição de astros indicava um caráter de auto-didatismo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que é verdadeiro também.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sendo assim, caso eu mergulhasse de cabeça em meus encantos mais imediatos, talvez seguisse-se a isso um breve período de total euforia, sucedido por um bem mais longo de profundo sofrimento. Como acontece toda vez que resolvo ignorar a dureza que está sendo manter-me aqui e decido cair de cabeça na música - que foi o que me trouxe. Sempre que faço isso, ou fico doente depois, ou surge um louco imprevisto que me atrasa o trabalho, ou os contratantes têm dor-de-dente e só me pagam depois de dois meses... É estranho, mas, toda vez que creio estar por cima da carne seca e, estudadamente, me coloco como um arrogante com o caminho livre, surge algum imprevisto. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando faço o contrário, quando recuso a diversão mesmo quando talvez pudesse desfrutá-la, deixando as obrigações acumularem-se um pouco para o dia seguinte, tudo volta a funcionar como mágica. Sou acordado para receber dinheiro, trabalhos outros aparecem, mulheres gostosas se oferecem, é como o sonho do pica-pau. Mulheres, dinheiro, iate... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Certa vez, ano passado, ainda em Brasília, eu estava meditando. Sábado à noite e eu estava em casa, trancado - ou nem estava ali realmente. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meditei, parei e liguei a TV. A programação tinha tudo a ver. Assisti um pouco e fui descendo os canais. Cheguei ao canal 3, que passava um filme caseiro em que apareciam amigos meus. Assisti ao filme até o final, imóvel, tomado pela estranha sensação de estar vendo de olhos abertos um dos vários destinos que me aguardavam pela vida. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se eu quisesse, poderia fazer a curva e vir para Sampa, atrás do pequeno fragmento de realidade que flagrei em filme. Se preferisse, poderia ignorar o que vi e me manter onde estava, privilegiando outras partes da minha personalidade, compondo minha música de uma determinada maneira, sonhando com Paris, com a Suíça, assistindo à mágica ser feita pela TV. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltei ao canal original. Pensei por alguns minutos, assistindo a um programa de entretenimento em que um certo malandrinho de banda de rock exibia uma bela e recente tatuagem de flor-de-lótus no peito, cantando sobre o Retorno de Saturno. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A flor, vocês sabem, simboliza a beleza nascendo do lodo. A elevação que se consegue através do ouvir, contemplar e meditar, abrindo mão de distrair-se com as monstruosidades que o ser humano resolveu chamar de &lt;em&gt;vida&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assisti por alguns minutos e resolvi voltar ao canal 3. O filme começava novamente.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Optei por vir. Não por impulso, não por misticismo, mas por ver concluída uma centena de reflexões. Então apenas vim. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegando aqui, tudo se revelou como mágica. Saí para procurar apartamento e acabei no bairro japonês, sendo recebido como um filho por um idoso senhor grego chamado Christos. Quase fui morar lá. Além de Christos, talvez eu fosse o único ocidental naquele bem-cuidado cortiço. O grego quase pediu que eu ficasse ali. Quando cumprimentei-o em sua língua natal, ele prontamente me dispensou de qualquer documentação ou depósito-fiança. Apenas perguntou se eu tinha problemas com a lei. E confiou em minha resposta, apertando-me a mão e beijando-me a bochecha.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Recusei o convite porque já tinha planos. Em outro bairro, havia um prédio que me interessava. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vim procurar um apartamento para alugar neste prédio aqui e o encontrei de primeira. Na verdade, ainda que esta seja uma cidade e uma região bastante concorrida, no dia em que vim procurar apartamento, havia simplesmente &lt;em&gt;cinco&lt;/em&gt; unidades vagas. Bastaria que eu escolhesse uma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Visitei os cinco. Acabei escolhendo um, ridiculamente mais barato do que os outros e estranhamente voltado para um jardim secreto, nos fundos de uma mansão vizinha, onde, apesar da extrema proximidade à Avenida Paulista, o que vejo é o topo das copas das árvores, os passarinhos que não param de cantar por um segundo sequer e as belas antenas de TV, réplicas da Torre Eiffel, iluminadas de cobre, de ouro, de prata.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deixei minha casa de vidro, na capital, diante de um pequeno jardim, sobre a copa das árvores, e caí em algo bastante parecido, se bem que &lt;em&gt;exatamente&lt;/em&gt; debaixo da antena de TV que me apareceu naquele sábado, na abertura do tal programa. Não era mais Paris; apenas as réplicas da Torre - três réplicas diferentes, que vejo de qualquer ângulo da casa. Não era a Suíça também, estampada na foto de viagem que eu deixava sempre sobre minha cabeceira candanga, mas era o Edifício Suíço.  &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Vim parar exatamente no ponto físico que vi pela TV, naquele sábado. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cheguei aqui e envolvi-me emocionalmente com a mesma amiga que aparecia no tal filme. Cheguei aqui e arranjei exatamente o emprego que profetizei a um amigo que poderia conseguir: escrever em casa e enviar por e-mail. Cheguei aqui e encontrei este apartamento. Aluguei-o. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aluguei-o e trouxe minhas poucas coisas. Chegando aqui, descobri que não havia luz elétrica. Chamei eletricista, porteiro, a coisa toda. Ninguém decifrava o enigma. Por que apenas minha casa não tinha luz? Fomos consultar alguns registros do prédio e descobrimos que este apartamento &lt;strong&gt;não existia&lt;/strong&gt;. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cheguei a ouvir a pergunta: "o senhor tem certeza de que seu apartamento tem este número? Não existe este apartamento no prédio". &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seguiram-se duas semanas. Fiz um longo périplo pela administração paulista, até descobrir que o apartamento não tinha registro na companhia elétrica, nem na prefeitura, e ninguém acreditava que eu estivesse morando aqui. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiquei a um fio de ter de provar que eu mesmo era real. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de alguns dias, o enigma foi resolvido: antes de mim, havia um rapaz morando aqui. Este rapaz, que ninguém soube localizar, não usava eletricidade. E esse rapaz desocupara o imóvel na mesma semana em que eu, em Brasília, decidi vir para cá. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que tal? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma das reflexões que me ocorreram em Brasília, por conta do mapa astral, foi a seguinte: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;certo. Então eu tenho alguns talentos inatos, algumas dificulades concretas em certas áreas da vida, e, até aqui, tenho me saído bem. Já percebi que certas coisas a que me dedico, embora ainda não tenham sido as coisas que me falam mais fundo ao coração, têm trazido bons resultados. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ora, se meus talentos &lt;em&gt;periféricos&lt;/em&gt; têm sido reconhecidos e recompensados, se por toda parte há algum louco que me considera diferente ou especial em algum sentido, o que aconteceria caso eu resolvesse investir no &lt;em&gt;centro&lt;/em&gt; de mim mesmo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, porque já descobri que sou, entre outras coisas, um artista. Não sou um banqueiro, por exemplo. Mesmo assim, sou relativamente ótimo em guardar e economizar minha grana. O que ocorreria então, caso eu decidisse investir na arte e em outros assuntos igualmente centrais para mim? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É isso o que estou vivendo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ontem, mesmo três quilos acima do peso ideal, mesmo com um dente quebrado, mesmo sem ter dormido o necessário na véspera, fiz um trabalho de modelo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois é. No mundo de hoje, uma das profissões mais cultuadas. Algo que diferencia as pessoas comuns de uma casta fisicamente superior. Uma casta que, em uma sociedade rasa como a nossa (ou a deles?), é realmente um verdadeiro Olimpo. Gente bonita, descolada, invejada, cobiçada, que aparece na mídia, que tem um endosso da indústria para sentir-se bem. E eu ali. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acordei às seis da manhã, arrastei-me para baixo do chuveiro e tomei um táxi até Pinheiros. Chegando à agência, conheci mais dois companheiros, além da produtora. Um deles chamava-se Marco, tinha 26 anos, psicólogo, muito quieto e observador. No final do dia, pegou meu telefone porque é um baixista procurando um guitarrista. E eu sou um guitarrista sem baixista. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O outro era o Cláudio. É sobre ele que vou me alongar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns minutos depois, apareceu Douglas, 20 anos, vendedor e igualmente gente-fina. Não foi preciso absolutamente nada para que os três tornassem-se meus novos amigos, assim como todos com os quais tratei. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Da produtora, em Pinheiros, entramos em uma van e seguimos para apanhar o fotógrafo, a maquiadora e todos os assistentes. Já ali, duas boas surpresas: assim que nos viu, a maquiadora fixou os olhos em mim. Fixou e não os tirou. Por alguns momentos, minha espinha congelou. Dias antes, a produtora havia pedido que eu não tirasse minhas longas e vastas barbas. Disse textualmente: "você foi aprovado de barba". Ali, no entanto, o olhar da make-up girl me dizia que eu seria obrigado a tirá-la. Foi divertido trocar olhares por dois minutos e brincar de conhecê-la e de adivinhar o que ela queria dizer. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fotógrafo foi a segunda surpresa. Profissional, anos de carreira, uma das maiores estrelas da revista &lt;strong&gt;Playboy&lt;/strong&gt;. Pois é, depois de namorar uma belíssima playmate e de brincar sobre estágios na revista, agora eu estava no papel do objeto. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de bastante engarrafamento - São Paulo &lt;strong&gt;já&lt;/strong&gt; entrou em colapso; é só a população que vive em negação, hipnotizada pelo ritmo modorrento -, chegamos à locação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Belíssima mansão na Granja Viana. Não conhecia aquele pedaço e confesso que não curti. A casa, sim, era um oásis, no primeiro e escaldante dia de verão, mas a localidade lembrou-me os condomínios absurdos de Brasília, pequenas Mecas da auto-indulgência construídas no meio do &lt;strong&gt;nada&lt;/strong&gt;. Detestaria morar ali. Prefiro uma cobertura interessante em algum prédio bem-localizado. Ou então uma casa no campo mesmo. Esse meio-termo da burguesia entediada é que não me pega de jeito nenhum. Penso sempre no &lt;em&gt;Show de Truman&lt;/em&gt;. Penso em ratinhos correndo na esteira, dentro de uma caixa de vidro. Acho feio. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A locação, uma belíssima mansão. Entre trocas de roupas e testes de luz, eu desfilava por ali, sem camisa, o peito peludo orvalhado de suor, os olhos fotofóbicos amparando-se sob os belos óculos escuros que ganhei da já citada playmate. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cláudio era o típico modelo de terno. Aqueles caras grisalhos que fazem propaganda de bancos, de supermercados elegantes, de relógios. Aquele tipo de modelo que passa &lt;em&gt;credibilidade&lt;/em&gt;. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Santista, ainda residindo em Santos, amigo do pessoal do Charlie Brown Jr. e companheiro no gosto pela fumaça. Começou na carreira aos 31 anos. Agora, aos 41, era um camarada forte, musculoso, branco, olhos claros, cabelos curtos, barba por fazer, uma espécie de versão bem-cuidada de mim mesmo, em um de meus possíveis futuros. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não foi por força minha, mas, desde o primeiro instante, Cláudio fixou-se em mim e começou a contar sua vida inteira. Hoje, posso dizer que conheço (na pele) a rotina de um modelo profissional masculino. Vivi um pedacinho da experiência em tempo real, no mundo físico, enquanto ouvia sobre todo o resto. Uma espécie de curso intensivo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma espécie de mini-vida, vivida em apenas um dia. Um presente divino, prefiro encarar assim. Cecilia Sereia como um instrumento. Como somos todos, aliás - podem me espancar, mas vou morrer dizendo isso: somos instrumentos. Uns mais afinados, outros um tanto menos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cheguei à mansão com alguns bons dedos de barba pendendo abaixo do queixo. Não era minha faceta mais profética, mas, eu sabia, era algo um pouco além do que costumo ver em catálogos de moda. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não deu outra. Provei uma roupa, jogaram uma espécie de echarpe em cima de mim - eu era o modelo mais... oriental, vai - e decidiram que eu estava... oriental... demais. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lá fomos nós ao banheiro, eu e a maquiadora. A isso, seguiu-se um doloroso processo com tesoura e mil pedidos de "desculpa, não se preocupe, só vou tirar um pouquinho, está tudo bem com você? Jura? Me desculpa?". &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiz as fotos com barba de modelo. Aquele sutil desenho de pêlos que parece estar na moda. Parece que é a vingança das mulheres. Agora teremos todos de estar depilados como elas. Daqui a uns cinco anos, Vera Fischer e Cláudia Ohana serão encaradas como encaramos hoje os longos cabelos dos hippies. Dentro de alguns anos, pêlos serão peça de museu. Serão um verdadeiro manifesto. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei sobre o resultado das fotos. Não sei se serei chamado novamente. Desta vez, consegui salvar a parte essencial da barba, a que mais demora para crescer. Mas e na próxima? Será que a vida vai me apresentar uma situação em que terei de optar entre vender ou não minha barba pelo preço de um cachê de modelo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Será que Deus vai me fazer essa piada? Será que aquele trecho do meu mapa diz algo sobre barba? Justo a barba, algo que a vida me deu em relativa abundância? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Justo a barba, minha maior vaidade estética?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E se essa situação ocorrer, será uma piada ou um presente? Será que terei de vender a barba justo quando não tiver mais nada a vender e o aluguel estiver atrasadíssimo? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois é. Já cheguei a um ponto em que percebi haver uma lógica muito grande por trás de tudo. Assim como o tempo é apenas uma distância grande demais para ser vista a olho nu, creio que a compreensão sobre a lógica da vida dependa de você tê-la vivido primeiro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até aqui, sou uma espécie de criança curiosa, abrindo portas e olhando atentamente através da penumbra. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Terminadas as fotos, a dona da agência comentou: "ficaram ótimas. Parece que foram feitas... na Noruega". &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gabriela Kunoichi Chan Haru Takahashi já disse: "é, modelo, quem mandou nascer exótico?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei. Não me considero exótico. É só que resolvi pegar os acordes todos e encher de sextas e nonas. Reforçar a dissonância. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aí, quando eu toco, o roquenrou realmente parece básico. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E olha que eu apenas &lt;em&gt;toco&lt;/em&gt;. É neguim que compõe através de mim. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Ó, *, és infinitamente bondoso, generoso e misericordioso&lt;/em&gt;. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Melhor que Mozart.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu camarada &lt;a href="http://www.fotolog.com.br/luther_666"&gt;Luther Blisset&lt;/a&gt; disse hoje com grande propriedade: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"A arte já não deve expressar as paixões do velho mundo, mas contribuir para inventar novas paixões: em vez de traduzir a vida, deve ampliá-la".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8503947920113455016-7476068432464939585?l=nopobrems.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nopobrems.blogspot.com/feeds/7476068432464939585/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8503947920113455016&amp;postID=7476068432464939585&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8503947920113455016/posts/default/7476068432464939585'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8503947920113455016/posts/default/7476068432464939585'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nopobrems.blogspot.com/2009/12/twilight-zone.html' title='THE TWILIGHT ZONE'/><author><name>Carlos Jazzmo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00788566230433957486</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_Xt8nu0HhGj0/S6bTOb3S4WI/AAAAAAAAAGY/1ZRv0409K6s/S220/carao2.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_Xt8nu0HhGj0/SzEi0xuzWVI/AAAAAAAAAFA/mQE8D9HLupw/s72-c/tedioso.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8503947920113455016.post-4378931929014378906</id><published>2009-12-18T16:25:00.005-02:00</published><updated>2009-12-18T17:44:09.687-02:00</updated><title type='text'>PLANETA COMÉRCIO</title><content type='html'>&lt;br&gt;Ontem, por pura obrigação, acompanhei por dez minutos a questão sobre o encontro de Copenhagem, na Dinamarca. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, a discussão sobre o que é melhor: manter o lucro de algumas empresas, que teriam um custo muito alto para parar de destruir o planeta, ou salvar a espécie humana. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, porque, a menos que estejam mentindo e falando sobre fenômenos cíclicos, a humanidade está ameaçada e já se sabe que a causa são as emissões de poluentes, feitas em 90% dos casos por grandes empresas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os outros 10% referem-se à poluição causada pelos &lt;strong&gt;produtos&lt;/strong&gt; dessas empresas. Produtos que, mesmo tendo sido flagrados, não se cogita parar de produzir nem por um segundo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos dez minutos em que estive a par do assunto, ouvi duas informações gritantemente desconexas:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. o único acordo de peso promovido até aqui foi o Tratado de Kioto. Esse tratado foi assinado em torno de todo o planeta, mas os EUA ficaram de fora. Agora, Copenhagem é uma segunda tentativa de acordo em menos de dois meses. No último, os EUA se recusaram a participar. Neste, recusam-se a ceder. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. a maior empresa de comunicação do país, que não passa um dia sequer sem citar o governo dos EUA como se fosse o governo mundial, diz que &lt;strong&gt;apesar&lt;/strong&gt; dos esforços dos EUA, não houve ainda acordo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cheguei até a ver o palhaço Schwarzenegger, o exterminador do presente, dizendo que não podemos esperar nada de governos. Não? Que diga isso à grande imprensa. Que diga a todos que fizeram papel de palhaço ao votar no fantoche do &lt;strong&gt;yes, we can&lt;/strong&gt;. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora eles &lt;strong&gt;não&lt;/strong&gt; podem, não é?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vi também o desgovernador Serra, responsável pela lei anti-fumo. Um grande avanço para o planeta. Serra estava ali, garantindo as imagens de arquivo para a campanha presidencial de 2010. Enquanto isso, São Paulo vai muito bem, obrigado. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei quanto aos amigos, mas eu não tenho mais nem paciência para a estupidez humana. Nos tempos em que discutíamos questões ditas &lt;em&gt;ideológicas&lt;/em&gt;, havia uma série de argumentos para defender que a tal empresa de comunicação não fazia parte do grupo de empresas que estranhamente saíam sempre ganhando. Na época, a empresa apenas refletia o &lt;em&gt;bom-senso&lt;/em&gt; de sua direção.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas e agora? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até outro dia, Barack Obama era o cavalheiro que vaselinava os discursos, mas mantinha toda a política de seu antecessor: manteve a invasão ao Afeganistão, manteve o caos do Iraque, continuou de gracinha com a Coréia do Norte, manteve a prisão de Guantánamo, manteve a ajuda aos banqueiros golpistas que destruíram a economia do país (e da população), manteve as políticas de saúde que excluíam os mais pobres e não mudou absolutamente nada no cenário internacional. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era apenas mais um &lt;strong&gt;Senhor da Guerra&lt;/strong&gt;. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até que a ilibada comissão do Prêmio Nobel resolveu laureá-lo com o Nobel da Paz. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Elevou-se então a polêmica pelo planeta. Nobel pelo quê? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Logo surgiram algumas vozes, inclusive a da já citada empresa de comunicação, alegando que o prêmio referia-se ao &lt;strong&gt;futuro&lt;/strong&gt;. Referia-se à personificação da esperança da humanidade, o senhor Barack Hussein. Disseram que o prêmio sinalizava uma mudança de caminhos. Algo que logo poderíamos todos testemunhar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Semana passada, no entanto, Obama recebeu o prêmio. E discursou dizendo que manteria todas as guerras e que a guerra era uma maneira legítima de promover a paz. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ouvi isso na mesma empresa, que não trouxe contexto nenhum, não debateu nada e fechou mais uma matéria como se falasse sobre um Messias. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi preciso menos de um mês para que mais uma mentira fosse deixada pelo caminho e ninguém se desse conta disso. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante pelo menos quinze anos, acompanhei o noticiário político nacional e internacional. Passei dois anos na capital do Brasil, estudando a fundo a nossa política e a política dos pelegos, que realmente crêem que nossa capital está em outro país. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até que desisti. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Volto a levar o noticiário internacional a sério quando cada menção a país estrangeiro vier acompanhada da seguinte informação:&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;strong&gt;é uma democracia?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;A Arábia Saudita, por exemplo, não é. E é "aliada" do "Ocidente". Por que será?&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Dubai não é uma democracia. Nem Abu-Dhabi. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você vê esses lugares como sinônimo de terroristas e ditadores?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou os enxerga como economias dinâmicas que podem oferecer bons negócios? Por que será?&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Enquanto a informação sobre o tipo de governo for tirada da manga apenas para tratar de países que não se dobram de olhos fechados ao livre comércio (ou à liberdade de um certo grupo de empresas para dominarem territórios outros), considero tudo conversa para boi dormir.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Pensem no Iraque. Até o dia X, o Iraque era uma ditadura não só &lt;em&gt;aliada&lt;/em&gt; como ainda &lt;em&gt;financiada&lt;/em&gt; por alguns países. Exatamente como o temível Taliban. Até que o ditador iraquiano engrossa o jogo. Aí &lt;strong&gt;invade-se&lt;/strong&gt; o país do sujeito, &lt;strong&gt;enforca-se&lt;/strong&gt; o sujeito em praça pública, com transmissão integral pela TV, e loteia-se o país inteiro entre empresas daqueles mesmos países. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, o Iraque é quase um território privado. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou esperando uma novidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se você mora no Brasil e esteve aqui durante o último ano, certamente ouviu falar sobre o sistema de castas da Índia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, a expressão é &lt;em&gt;ouviu falar&lt;/em&gt;, já que você foi informado sobre como a sociedade indiana encara &lt;strong&gt;hoje&lt;/strong&gt; o sistema. Não lhe foi levada nenhuma informação sobre a &lt;strong&gt;razão&lt;/strong&gt; que havia por trás daquilo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não que fosse difícil explicar. Não levaria nem um bloco de capítulo de novela. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Duvida? Olha só: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;imagine que seu pai seja um açougueiro. Agora imagine que você nasça com dotes artísticos. Será que você será um açougueiro? Ou será um artista?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois é: o mundo é feito daqueles que trabalham com os braços (de Brahma), somados aos que trabalham com a voz (de Brahma), somados aos que trabalham com as pernas (de Brahma)...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mundo tem de tudo. E é necessário que cada coisa seja respeitada e preservada. O açougueiro, o artista, o soldado, o comerciante...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que aconteceria se todos fossem artistas? Quem cuidaria da louça? E se fossem todos guerreiros? Quem cuidaria dos mortos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sou um comerciante. Não nasci assim. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sou um comerciante, não sou um guerreiro, e a &lt;strong&gt;RAZÃO&lt;/strong&gt; não me leva a aceitar que qualquer infeliz tenha mais direito ao planeta do que eu. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda assim, qualquer criança de cinco anos já conhece os conceitos de vantagem, competição, ameaças, segurança... Só não sabe tocar um piano. Só não sabe olhar para si mesma e perceber que já está viva. Enquanto não surgir alguém que lhe diga o quanto ela vale, ela não será &lt;strong&gt;nada&lt;/strong&gt;. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E como o valor das pessoas, hoje, está diretamente ligado ao tempo durante o qual elas podem apenas consumir, obedecer e &lt;strong&gt;votar&lt;/strong&gt; sem pensar em nada, parece que todos nascerão e morrerão objetos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda sobre política, até aqui, já está perfeitamente claro para mim o seguinte: se um líder qualquer abre as pernas para essas mesmas empresas atuarem, ninguém cita a maneira como ele governa. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Se, por outro lado, ele fecha as pernas, o "mercado" pressiona, até que se canse e declare guerra. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Essa sim, no nosso planeta, é a concorrência de verdade: a guerra. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A única liberdade que está sendo de fato defendida é a liberdade de certas empresas atuarem sem qualquer controle e tornarem-se nosso novo &lt;em&gt;governo&lt;/em&gt;. Já são as mesmas pessoas que dirigem empresas e países. Caso concreto? Robert MacNamara foi retirado da direção da GM e alçado a Secretário de Defesa (ou ataque?) dos EUA. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro caso concreto? Empresas são expulsas dos EUA porque emporcalham tudo e são bem recebidas no México, já que um governo corrupto e sócio daquelas empresas não teria por que impedi-las. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sócio? Como assim? Bem, sem entrar na intimidade de ninguém, basta pensarmos: quem é que financia as campanhas políticas por aí? Quem é que garante a imagem dos candidatos antes, durante e após as eleições? Não são essas mesmas empresas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa sim, no nosso planeta, é a concorrência de verdade: a guerra. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;O resto são grupos de empresários reunindo-se e decidindo que quinhão do mundo vai ficar com cada um. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pense: como uma quitanda pode &lt;strong&gt;competir&lt;/strong&gt; com o grupo Pão de Açúcar? E qual o problema de o mercado ser inteiro dominado pelo Pão de Açúcar? Nenhum, a não ser o imenso fluxo de dinheiro que fica garantido para que essas mesmas figuras possam nos iludir com todo o seu padrão de qualidade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Qual o problema de colocar o planeta nas mãos de um mesmo grupo, além do fato de que esse grupo vai nos usar como for mais conveniente?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Aqui, não existe mais política; só existe economia.&lt;/strong&gt; Os últimos dinossauros que tentam fazer política, levando em conta a totalidade das pessoas, são atacados como se fossem fanáticos religiosos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E enquanto isso, os verdadeiros fanáticos abrem mão de sua parcela humana e livre para ascenderem em uma hierarquia que só os leva - e a todos nós - cada vez mais para baixo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pior do que o sistema de castas da Índia é o sistema de castas de uma certa sociedade discreta, que coloca no patamar mais alto aqueles com maior capacidade para diminuirem os demais. E para abrirem mão de si mesmos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É assim que é feito. Provas? Procure-as. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando olho para Barack Obama, vejo a pilha de livros que ele deve ter lido, entregues ordenadamente por algumas figuras &lt;strong&gt;acima&lt;/strong&gt; dele. Um catecismo mesmo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não preciso visitar a biblioteca da Casa Branca para saber.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho certeza de que Obama adora Henry Kissinger, embora não goste de Aristóteles. Se levasse o grego a sério, não seria do time que crê que a verdade é apenas uma mentira colorida e com alto padrão de qualidade. Se lesse Aristóteles, concordaria que a falta de noção descende da ignorância. Mas gente assim jamais se crê ignorante. Gente assim é vaidosa, quer ter &lt;strong&gt;poder&lt;/strong&gt; e acredita que a verdade está do lado de quem vence o duelo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como na Idade Média mesmo. O pensamento desse povo vem de lá. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sei também que Obama deve desprezar Platão. O &lt;em&gt;mito da caverna&lt;/em&gt;, de Platão, é seguramente o primeiro exemplar do que hoje é chamado de &lt;strong&gt;teoria de conspiração&lt;/strong&gt;. Se os amigos conhecem o texto, acredito que concordem comigo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para usar os termos difundidos pela bobagem oficial, Platão é o primeiro autor conspiratório da História.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obama deve gostar de Madame Blavatsky, de Samael Aun Weor, de Albert Pike, aquelas figuras do século XIX que emergiram das trevas, trazendo um arremedo do conhecimento oriental, e converteram tudo em mentira, manipulação e dominação. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Teorias racistas são apenas um exemplo. E percebam que o grande mérito de Obama é ser negro. Raça, certo? A própria Klu Klux Klan, cujo fundador tem uma estátua em Washington, pronunciou-se oficialmente, dizendo que Barack "não é realmente negro, mas apenas metade". &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E qual o apelo do presidente junto ao povo? Ora, ele é negro! É preciso mais do que a cor da pele para rotular alguém?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Piedade dos negros. O produto de menor valor. O objeto complexado, que morre de emoção com qualquer afago. Tão vaidoso quanto qualquer branco. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Black is beautiful?&lt;/em&gt; Não, amigo. &lt;em&gt;Black is black&lt;/em&gt;. &lt;em&gt;As beautiful as any other &lt;strong&gt;COLOR&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou negro não é mais cor também? É a afrodescendência comemorando o Dia da Consciência &lt;strong&gt;Negra&lt;/strong&gt;. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que importa é o rótulo. É a embalagem. Hoje, isso é ponto pacífico. Com uma boa embalagem, todos ficam satisfeitos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A mesma pura vaidade que leva um negro a votar em alguém apenas por ser também negro leva uma Hillary Clinton a ameaçar militarmente toda uma América Latina, apenas pelo fato de ser &lt;strong&gt;mulher&lt;/strong&gt;. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sei que Hitler lia essas pessoas. Sei de onde o infeliz tirou boa parte de suas idéias. Foi desses autores que ele tirou toda sua simbologia mágica. E foi das teorias, da &lt;strong&gt;RAZÃO&lt;/strong&gt; dessa gente, que se criou o Terceiro Reich. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vocês já ouviram falar nos bravos U.S. Mariners, certo? Aqueles que aparecem nos filmes, salvando a humanidade dos piores monstros. Aqueles, os únicos do filme que têm o dia-a-dia registrado, que têm nomes próprios e histórias que deixaram para trás, na Carolina do Norte, namoradas sardentas que nos levam a nos identificar com eles. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, porque os soldados inimigos não têm nome, não têm honra, não têm nem mãe.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sabiam que o quartel-general dos Mariners é um prédio em forma de &lt;strong&gt;suástica&lt;/strong&gt;? Nunca viram isso, certo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas deve ser pura coincidência. Assim como a estátua de Pike. É que todas as minorias merecem seu espaço mesmo. A começar pelos negros do Mississipi. Oquei. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falando sobre o Quarto Reich, cito algo interessante: quando recebeu o risível Nobel da Paz, o presidente Obama argumentou que "pacifistas não seriam capazes de derrotar as tropas de Hitler". &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já eu tomo a liberdade de pedir a palavra ao fantoche Uncle Tom e dizer que pacifistas não teriam &lt;strong&gt;criado&lt;/strong&gt; Hitler, por maiores que fossem os lucros previstos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto custa a sua mente? Menos do que uma assinatura de TV a cabo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto vale a sua vida? Depende. Varia entre o nada e a cotação oficial do dólar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8503947920113455016-4378931929014378906?l=nopobrems.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nopobrems.blogspot.com/feeds/4378931929014378906/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8503947920113455016&amp;postID=4378931929014378906&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8503947920113455016/posts/default/4378931929014378906'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8503947920113455016/posts/default/4378931929014378906'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nopobrems.blogspot.com/2009/12/planeta-comercio.html' title='PLANETA COMÉRCIO'/><author><name>Carlos Jazzmo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00788566230433957486</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_Xt8nu0HhGj0/S6bTOb3S4WI/AAAAAAAAAGY/1ZRv0409K6s/S220/carao2.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8503947920113455016.post-6952859982240257374</id><published>2009-12-17T17:50:00.005-02:00</published><updated>2009-12-17T19:37:26.508-02:00</updated><title type='text'>MEU POP ARTESANAL</title><content type='html'>&lt;br&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_Xt8nu0HhGj0/SyqLkRGC5TI/AAAAAAAAAE4/BV42mIMhF_k/s1600-h/gravador.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 300px; height: 262px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_Xt8nu0HhGj0/SyqLkRGC5TI/AAAAAAAAAE4/BV42mIMhF_k/s320/gravador.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5416294957046752562" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comprei um gravador digital. Agora posso gravar qualquer idéia no mesmo momento em que ela surja. E depois de gravar, posso jogá-la direto para o mundo inteiro.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitos amigos são ligados em música. Alguns têm banda, muitos tocam algum instrumento. Quem se inclui nesse pessoal sabe que, para fazer música, não é preciso nenhuma frescura. Não é preciso luvinha, joelheira, faixinha no cabelo, escova progressiva, porres de vinho barato... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é preciso fazer pose de mau, ou de andrógino, ou de doidão. Não é preciso imitar ninguém, não é preciso ter ídolos, não é preciso reafirmar o ódio pela banda do amigo "rival". Não é preciso tribo. Aliás, que atraso são as tribos. Que atraso são as estéticas que te transformam em audiência, não em palco ou atração. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas disso tudo, Andy Warhol já tratou, quando flagrou a vocação da indústria pop para a cópia descarada. A pirataria artística, que é a norma, diferente da pirataria tecnológica, que é o crime.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para fazer música, basta que você tenha um instrumento, sente-se com ele diante da TV por algumas horas diárias e, um dia, como em um passe de mágica, seus dedos encontrarão sozinhos o lugar certo para que emitam as notas mais perfeitas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não, não existe aquele papo de "tenho dedos curtos demais para tocar violão". Isso é mentira. Eu mesmo tenho dedos curtos, mas isso não me impede de reinventar minha técnica o tempo inteiro. Em minha última banda, o outro guitarrista, Peter Glitter, amigo de adolescência, tinha os dedos ainda mais curtos do que os meus. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas eu tinha uma &lt;strong&gt;Gibson Les Paul&lt;/strong&gt; e ele tinha uma &lt;strong&gt;Gibson SG&lt;/strong&gt;. Logo, quem se lembraria dos dedos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu primeiro instrumento na vida foi uma guitarra. Uma Innsbruck, nacional, com apenas um captador, que movia-se pelo instrumento sobre pequenos trilhos. Sim, era isso mesmo: o captador andava. E não, não era bonito, não era uma boa idéia, não ficava maneiro e o som não era legal. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Custou o que hoje seriam o quê? Uns 50 merréis? De qualquer forma, foi na Innsbruck que comecei a tocar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comprei a guitarra no final de 1991, de uma vizinha do meu avô Pedro. Foi meu avô quem me deu também meu primeiro amplificador. A marca era Sanmi. Nunca mais a vi em lugar nenhum. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O amp era na verdade um console de lata, de cerca de 30cm de largura, e acoplava-se a um conjunto de falantes do arco da velha. Lembro até hoje da alegria que senti ao ouvir o pessoal da clássica banda The Kinks dizendo que tinha descoberto a distorção quando um falante se rasgou. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Descobri a distorção antes de descobrir os Kinks. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na época, eu era um adolescente metaleiro. As bandas que eu ouvia pareciam basear-se não em acordes, mas em &lt;em&gt;riffs&lt;/em&gt; de guitarra. Um riff é um pequeno trecho melódico que se repete ao longo da canção. No metal, os riffs são quase tudo. Sendo assim, antes que eu soubesse fazer uma posição de &lt;em&gt;mi menor&lt;/em&gt;, já sabia tocar e chegava mesmo a inventar alguns riffs espertos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um ano depois da guitarra, viajei ao Nordeste. Em Alagoas, fiz alguns amigos que me chamaram para uma jam. Já que eu vinha do Sul, era cabeludo, vestia-me de negro e tinha uma guitarra, tudo indicava que eu seria uma boa aquisição. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembro da surpresa dos amigos quando descobriram que eu só sabia improvisar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns anos mais tarde, mudei de instrumento. Comprei uma Jackson, americana, com alavanca Floyd Rose e tudo o que um farofeiro possa imaginar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em dois anos de brincadeira, eu não agüentava mais a alavanca e já torcia o nariz para todos os efeitos que havia comprado. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando ajudei a montar o Los Hermanos, eu já não tocava guitarra há séculos. Ali, era a época da descoberta do jazz. Então eu resolvi comprar um saxofone tenor, a fim de me transformar em John Coltrane. Em uma semana, aprendi a fazer as notas. A partir dali, foi passar horas infinitas no salão de minha antiga casa, apenas soprando e acompanhando os discos clássicos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aprendi a tocar Duke Ellington com ele mesmo. Quando tirei minha carteirinha de saxofonista profissional na mafiosa Ordem dos Músicos do Brasil (OMB), foi isso o que expliquei. Quando me perguntaram onde aprendi a tocar, respondi sem titubear: "Com Duke Ellington, John Coltrane e Dexter Gordon". &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dexter Gordon tinha um disco de baladas que me influencia até hoje, seja qual for o estilo que faça, seja qual for o instrumento de escolha. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deus, para mim, na música, é Chet Baker. Ainda assim, o trompete que tenho aqui parece difícil demais. Talvez, daqui a uns anos, eu aprenda a tocá-lo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já consegui o mais difícil, que foi assistir a uma meia dúzia de aulas de canto (em Brasília) e ouvir comentários doces sobre o que antes me causava timidez patológica: soltar a voz, como meu amado Chet. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora cansei do roque meio que totalmente. Então acabo passando bastante tempo agarrado ao violão. Tem isso também: há cerca de quatro anos, resolvi investir no violão. Comecei a ouvir música brasileira com mais atenção e descobri que precisaria reaprender a tocar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu novo mestre? João Gilberto. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não, não tento tocar como ele. Tento ir além. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, assim como os White Stripes me ajudaram a perceber que o formato de &lt;em&gt;quatro fabulosos&lt;/em&gt;, eternizado pelos Beatles, podia ser muito útil à propaganda, mas, musicalmente falando, passou a parecer mais uma imitação do que uma necessidade verdadeira, João Gilberto me levou ainda mais adiante. Dessa forma, montar outra banda com cinco ou oito pessoas já me soaria desnecessário. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pensando sobre o resultado então, focando exclusivamente no que se ouve, João Gilberto já deixou claro que duzentos ritmistas socando tambores podem ser substituídos por um bom polegar fazendo a marcação na hora certa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E ainda teve Baden Powell, mostrando que apenas uma corda solta soa como toda uma orquestra em uníssono. A partir daí, pareceu-me claro que meu caminho seria explorar a banda que existe dentro de mim. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Continuo munido de minha Les Paul, meu amp hoje é uma miniatura de Marshall, algo que mede cerca de 20cm de altura, e tudo volta ao ponto de onde comecei. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abandonei os acordes que aprendi, descobri alguns tantos outros - pelo menos um por música - e o que aparece de mais diferente mesmo são essas unhas miseráveis, que agora preciso deixar em um tamanho indecente. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, são minhas palhetas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah, a teoria. Falar sobre música é como dançar sobre arquitetura. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas agora tudo vai ficar claro: sempre que uma melodia surgir em minha alma, sempre que minha voz desenhar escalas sobre acordes tortos e dissonantes, serei capaz de apenas esticar o braço e botar para funcionar minha multinacional particular; meu novo filho, que será carregado para todos os cantos, assim como eu fazia com meus bonecos do G.I. Joe, antes que encontrasse o verdadeiro habitat de minhas mãos: as cordas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As cordas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As cordas e as curvas, é claro. &lt;br /&gt;De ambas, curto muito tirar um som. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8503947920113455016-6952859982240257374?l=nopobrems.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nopobrems.blogspot.com/feeds/6952859982240257374/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8503947920113455016&amp;postID=6952859982240257374&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8503947920113455016/posts/default/6952859982240257374'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8503947920113455016/posts/default/6952859982240257374'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nopobrems.blogspot.com/2009/12/meu-pop-artesanal.html' title='MEU POP ARTESANAL'/><author><name>Carlos Jazzmo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00788566230433957486</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_Xt8nu0HhGj0/S6bTOb3S4WI/AAAAAAAAAGY/1ZRv0409K6s/S220/carao2.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_Xt8nu0HhGj0/SyqLkRGC5TI/AAAAAAAAAE4/BV42mIMhF_k/s72-c/gravador.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8503947920113455016.post-2256555035998491441</id><published>2009-12-15T21:18:00.009-02:00</published><updated>2009-12-15T21:49:24.936-02:00</updated><title type='text'>HERSHEY'S COM CASTANHA DE CAJU</title><content type='html'>&lt;br&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_Xt8nu0HhGj0/Sygev6lrdFI/AAAAAAAAAEw/T2lhM-gi4p8/s1600-h/hersheys.bmp"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 320px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_Xt8nu0HhGj0/Sygev6lrdFI/AAAAAAAAAEw/T2lhM-gi4p8/s320/hersheys.bmp" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5415612360442999890" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Para os apreciadores do bom cacau, &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;aqueles que sabem estar diante da mais preciosa uva, a uva morena, coro em arriscar, este espécime traz um dos melhores resultados na relação custo-benefício. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É consistente, bom de mastigar, ainda que derreta no palato mais deliciosamente do que outros similares disponíveis no mercado. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A castanha vem em boa quantidade, em pedaços bem pequenos, apenas o suficiente para conferir textura à cremosidade que instantaneamente se instala sobre a língua atiçada do verdadeiro &lt;em&gt;connaisseur&lt;/em&gt;. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uva morena (...).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8503947920113455016-2256555035998491441?l=nopobrems.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nopobrems.blogspot.com/feeds/2256555035998491441/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8503947920113455016&amp;postID=2256555035998491441&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8503947920113455016/posts/default/2256555035998491441'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8503947920113455016/posts/default/2256555035998491441'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nopobrems.blogspot.com/2009/12/hersheys-com-castanha-de-caju.html' title='HERSHEY&apos;S COM CASTANHA DE CAJU'/><author><name>Carlos Jazzmo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00788566230433957486</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_Xt8nu0HhGj0/S6bTOb3S4WI/AAAAAAAAAGY/1ZRv0409K6s/S220/carao2.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_Xt8nu0HhGj0/Sygev6lrdFI/AAAAAAAAAEw/T2lhM-gi4p8/s72-c/hersheys.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8503947920113455016.post-7229678220204741541</id><published>2009-12-15T14:41:00.010-02:00</published><updated>2009-12-15T15:26:50.265-02:00</updated><title type='text'>MEU CORO NÃO É ESSE AQUI</title><content type='html'>&lt;br /&gt;Hoje descuidei mais uma vez e acabei perdendo cinco minutos com notícias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que vi não vem ao caso. Escrevo aqui para que qualquer palavra - qualquer uma - povoe minha mente e o espaço que criei na internet, roubando o lugar que seria ocupado pelos nomes e fatos que são indignos de serem pronunciados por minha boca ou registrados por minha pena.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não vem ao caso o que li. Não vem ao caso em quem estou pensando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, mais uma vez, firmo o pé e digo aos quatro ventos que, em minha casa, não entram. Em minha vida, suas mentiras não colam. E em meu universo, aquela fração de segundo em que o homem comum, desinformado, tenta aliviar-se de seu sofrimento e sorrir, transformando a própria desgraça em piada, solidarizando-se com quem o transforma em zumbi, merece apenas a citação-lembrete de que isso realmente é feito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não vim ao mundo a passeio. Mas não vim também bater palma para maluco dançar. Eis aqui alguém que não faz parte do rebanho e que já flagra a mentira no momento em que é difundida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como comentei hoje com um amigo de adolescência e vida adulta, ex-companheiro de banda, em uma maravilhosa conversa pela internet, não acredito mais no ser humano. Aliás, não o reconheço mais como ser humano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto a mim, encaro a mim mesmo como uma peça de museu. Uma &lt;em&gt;eletrola&lt;/em&gt; fora de época, fadada a passar seu tempo útil olhando em volta, admirada com um universo de cds. Ou de mp3. Admirada com o fato de que nem há mais uma espécie que a acompanhe pela vida toda. As espécies alternam-se e mantêm apenas seu caráter de objeto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sou uma eletrola que passou a irradiar freqüências, em vez de apenas reproduzi-las. Sei que não revelo tendência, movimento ou mutação alguma. Não creio que haja tantos como eu, não creio que ser como eu seja algo a ser aspirado - uma vez que meu caminho é exatamente isso; meu caminho - e confesso não me sentir obrigado a fingir que admiro todos à minha volta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não admiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Admiro toda a criação. Admiro tudo o que existe. Mas admiro por existir. Reconheço-me como parcela de tudo o que existe e admiro o que me completa exatamente por não ser eu. Se fosse eu, não me completaria. Apenas repetiria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda assim, toda casa tem um quarto, uma sala e um banheiro. Não é porque o banheiro é essencial que vou fazer minha cama ali.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu coro não é o dos descontentes. Meu coro é o dos que não perdem tempo olhando para baixo. Meu coro é o dos que voam, ainda que o vôo seja solitário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Totalmente solo, o vôo nunca é. Sempre há as raridades, os elementos gêmeos, os irmãozinhos que, não podem evitar, dedicam-se a encontrar o mínimo que seja de alimento para o que pretendem manter de divino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, o ser humano - se é que ainda podemos chamar assim as mentes perdidas que vejo em volta - tem tanta abertura para o divino quanto para o infernal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, o homem, em sua natureza, é tão anjo quanto demônio. Tudo depende de onde vai se investir. Tudo depende dos botões que você vai apertar. Tudo depende das cordinhas que vão ser puxadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu coro não é esse aqui. Meu coro vem mais de cima. Vem mais do alto. Meu coro é o dos que voam e que, mesmo com as asas cortadas, com o corpo ferido, sabotado, assassinado sem deixar pistas, fecham os olhos e seguem em frente, exatamente como faziam enquanto eram prisioneiros da ignorância daqueles que, mesmo encarnando apenas parcela do universo, tentam pintar tudo de sua cor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seguem em frente porque é disso que são feitos: de seguir em frente. Não de andar em círculos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu coro não é esse aqui. Eu desisto disso aqui. Desisto oitocentas vezes, deixo para quem quiser. Meu corpo, eu daria de presente, como muitos já deram, se acreditasse que isso serviria para algo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sou Jesus. Não tenho o mínimo para ser messiânico: não tenho mais a fé no homem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho amor pela humanidade; assim como uma mãe ama um filho assassino. Mas não daria a vida pelo homem, porque o homem já não vive mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu coro é o dos que nem pensam, porque sabem que no final o que importa é sentir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu coro não é o dos que tentam convencer, porque sabem que olhos, cada um tem os seus. Não adianta que cantem algo que eu nunca vi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aquele que diz a verdade nivela-se com os mentirosos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu mesmo já disse em uma canção:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;manhã cedinho, tudo já foi dito&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;agora só falta sentir&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu coro não é esse aqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu coro é o dos que voam. Voam por natureza, não por anseio ou objetivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voam porque são livres.&lt;br /&gt;Voam porque são feitos disso: voam, são feitos do vôo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_Xt8nu0HhGj0/SyfBgQy-WsI/AAAAAAAAAEg/l6YuP9gtjTc/s1600-h/ninho.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5415509836945054402" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_Xt8nu0HhGj0/SyfBgQy-WsI/AAAAAAAAAEg/l6YuP9gtjTc/s400/ninho.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8503947920113455016-7229678220204741541?l=nopobrems.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nopobrems.blogspot.com/feeds/7229678220204741541/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8503947920113455016&amp;postID=7229678220204741541&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8503947920113455016/posts/default/7229678220204741541'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8503947920113455016/posts/default/7229678220204741541'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nopobrems.blogspot.com/2009/12/meu-coro-nao-e-esse-aqui.html' title='MEU CORO NÃO É ESSE AQUI'/><author><name>Carlos Jazzmo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00788566230433957486</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_Xt8nu0HhGj0/S6bTOb3S4WI/AAAAAAAAAGY/1ZRv0409K6s/S220/carao2.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_Xt8nu0HhGj0/SyfBgQy-WsI/AAAAAAAAAEg/l6YuP9gtjTc/s72-c/ninho.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8503947920113455016.post-1046514489506331029</id><published>2009-12-12T22:49:00.010-02:00</published><updated>2009-12-12T23:27:54.561-02:00</updated><title type='text'>RESPEITO A NATUREZA</title><content type='html'>&lt;br /&gt;- mas você é de Sampa?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A pergunta já me soa estranha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existe um termo muito chique - sim, porque se algo neste planeta é chique, prefiro que sejam os franceses - que é o &lt;em&gt;depayser&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depayser = A. Transporter quelqu'un hors du pays, du lieu où il est ordinairement implanté. (Quasi-)synon. déraciner; anton. enraciner, rapatrier.=B. Changer le décor habituel ou les habitudes de quelque chose ou quelqu'un=C. Au fig. Déconcerter quelqu'un en le transportant dans un cadre inhabituel, en modifiant ses habitudes. (Quasi-)synon. dérouter, désorienter, égarer; anton. acclimater, familiariser. La vie du grand séminaire ne me dépaysa nullement. Elle était bien telle que je l'avais imaginée (BILLY, Introïbo, 1939, p. 38)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em bom brasileiro, &lt;em&gt;depayser&lt;/em&gt; é algo como desorientar-se territorialmente. Trocar tantas vezes de país que você perde as referências culturais, principalmente as que você associava ao que chamava de lar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ai lov Reeou, mas, sempre que volto ao Rio, sinto-me visitando algo que nem mesmo é real. Toda vez que volto à colorida Guanabara, sinto como se eu e todos que estão ali, há séculos, fôssemos meros coadjuvantes. O Rio é a prova concreta de que o ser humano é apenas algo que brotou sobre a crosta da Terra. Quase um mofo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Palavra que eu curto. O &lt;strong&gt;mofo&lt;/strong&gt;. É verde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São Paulo já é diferente. São Paulo, vista de dentro, é o &lt;em&gt;streaming&lt;/em&gt; e a engrenagem exposta. Vista de cima, são as veias saltadas da Terra, latejando brancas, vermelhas, amarelas e azuis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Qualquer história vivida no Rio tem a cidade como protagonista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas ela queria papo e perguntou se eu era de Sampa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- mas você é de Sampa?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- não, eu nasci no Rio, mas estava morando em Brasília. Estou aqui há menos de um ano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- ah, então a gente nem vai se conhecer... Que peninha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- ...bom, eu não tenho raízes plantadas no chão, mas respeito a natureza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8503947920113455016-1046514489506331029?l=nopobrems.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nopobrems.blogspot.com/feeds/1046514489506331029/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8503947920113455016&amp;postID=1046514489506331029&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8503947920113455016/posts/default/1046514489506331029'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8503947920113455016/posts/default/1046514489506331029'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nopobrems.blogspot.com/2009/12/respeito-natureza.html' title='RESPEITO A NATUREZA'/><author><name>Carlos Jazzmo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00788566230433957486</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_Xt8nu0HhGj0/S6bTOb3S4WI/AAAAAAAAAGY/1ZRv0409K6s/S220/carao2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8503947920113455016.post-5391575102361874097</id><published>2009-12-11T18:22:00.008-02:00</published><updated>2009-12-11T22:02:30.658-02:00</updated><title type='text'>PROFISSÃO: MODELO</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_Xt8nu0HhGj0/SyKuxsGFngI/AAAAAAAAAEQ/6zQc4wAjZrc/s1600-h/golfinho.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5414081870726274562" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 326px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_Xt8nu0HhGj0/SyKuxsGFngI/AAAAAAAAAEQ/6zQc4wAjZrc/s400/golfinho.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Acho que os amigos estão familiarizados com minha noção de destino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se não estiverem, procurem na internet por um texto chamado &lt;em&gt;A Fila Anda&lt;/em&gt;. Publiquei-o no Portal Literal, ano passado, quando ainda estava em Brasília. O título, quem deu foi Cecilia Giannetti. Porque o texto era um e-mail que mandei para ela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Façam isso ou estudem um pouco de Cabala. Minha visão se parece bastante com a dos mestres originais. Acabei descobrindo isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O principal sobre destino é que existem vários. Como no aeroporto, onde você lê &lt;em&gt;destinos&lt;/em&gt;. Escolha um e mande brasa. Cansou? Escolha outro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando eu tinha cerca de quatro anos, fiz minha estréia nas passarelas. A piada veio quase pronta: desfilei na Sociedade Hípica Brasileira. Não, não como um cavalo selvagem, um puro-sangue eroticamente perfeito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi como menino mesmo. Subi na catwalk montado em meu cavalinho-de-pau - meu primeiro cachê - e deixei a haute-couture babando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ali, eu era um pequeno infante, loirinho e roliço. Quem cuidou de minhas roupas foi Fernanda Abreu. Ela mesma. Fernanda Abreu já me viu completamente nu. E já tocou em mim também.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nas últimas setenteduas horas, traduzi 128 páginas. Ralei como um cavalo, parando apenas para a alfafa. De ontem para hoje, consegui dormir bonito, mas, na véspera, foi das duas às seis da matina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ontem sentei aqui às seis e quinze. Levantei no início da noite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo indicava que seria um dia normal, dentro da normalidade que estabeleci para mim mesmo há menos de um ano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo indicava. Até que recebi um e-mail engraçado, pedindo que eu enviasse algumas fotos charmosas. Minha sister do peito, Cecilia Sereia, foi quem fez o papel de cafetina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje eu estava preso no trânsito, tentando chegar da Avenida Paulista até Pinheiros. Teoricamente, distância que se faz de bicicleta. Mas em São Paulo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saí de casa às três da tarde, dois livros prontos debaixo do braço, rumo à editora. Caminhei a Paulista quase toda a pé, coisa que já se tornou rotina. Desta vez, fui a pé porque o trânsito parecia a caixa registradora das montadoras de automóvel. Ou do governador, é claro. Lotado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segui caminhando até a Frei Caneca. Ali, dobrei à direita e apanhei um táxi na transversal. Cheguei à editora às quatrimeia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No caminho, eu e o companheiro taxista conversávamos sobre o caos, é evidente. Mal comentei que os paulistas estavam tão acostumados a perder a vida em engarrafamentos que não aceleravam nem quando o sinal abria; e estavam tão resignados em desperdiçar o dom divino de estarem vivos que já começavam a trabalhar dentro dos automóveis e...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;tocou meu telefone.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O único que tenho. Tenho esse celular, mas é apenas por causa dos amigos. Não tenho um fixo. Digo: tenho, porque a Telefonica me obriga a ter, mas não o uso. Mesmo quando a própria Telefonica me importuna no celular, explico que não é da conta deles que eu não use a outra linha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o telefone tocou e eu me senti o Maluf.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atendi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Oi, Carlos, é a Camila. Você não me conhece. Quem me passou seu contato foi a Cecilia. Estou ligando para dizer que a agência aprovou você. No dia 21 deste mês, você tem uma sessão de fotos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois é. Em 2001, eu escrevi um romance. Em certa passagem, o protagonista resolvia conhecer o mundo de glamour da moda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dois anos depois, o romance serviu para que eu montasse uma banda de rock chamada &lt;strong&gt;Glamourama&lt;/strong&gt;. Muitos dos amigos que conquistei surgiram nessa fase.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora é a vida real que confirma o livro. Confesso não me achar um modelo de beleza. De qualquer forma, como o nome da ocupação é apenas &lt;em&gt;modelo&lt;/em&gt;, posso ser um exemplo de mau-comportamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora escrevo aqui e paro por um segundo, pois meu telefone toca novamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Oi, Carlos, é a Camila de novo. Estou ligando para pedir que você mantenha a barba. Você foi aprovado de barba.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ah, que bom, Camila. Eu estava mesmo preocupado. Fiquei com medo que vocês me pedissem para tirá-la. E isso eu não pretendia fazer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não, não tire. Deixe a barba, por favor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Certo. E os cabelos? Estava pensando em cortar ainda hoje. &lt;strong&gt;Posso?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seguiu-se a isso uma breve discussão sobre como eu os cortaria, citando fotos do meu &lt;em&gt;buque&lt;/em&gt; - hahahaha - e discutindo sobre ângulos, até que a convenci de que usaria apenas a máquina que tenho aqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, eu corto o cabelo e a barba com a mesma máquina, sozinho, em casa. Há alguns anos, decidi que não precisaria mais de um barbeiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E olha que eu sou modelo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda falando sobre destino, este ano tem sido a prova para minhas teorias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 2007, eu embarcava para Brasília, a fim de fazer cursos e aprender mais sobre política. Durante os dois anos em que fiquei lá, estudei assuntos sérios como um modelo estuda expressões faciais diante do espelho. Estudei, pesquisei, observei, e passei o tempo quase todo trancado em um pequeno apartamento, cujas paredes não eram nada além de lâminas de vidro, que iam do teto até o chão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passei dois anos sentado em um colchão, de pernas cruzadas, em um ambiente de luz. Literalmente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até que, chegando a um determinado ponto de meu isolamento e de minhas reflexões, voltei a fazer arte. Sim, todas distrações cortadas pela raiz, o que meu íntimo trouxe à tona foi &lt;strong&gt;arte&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei se os amigos conhecem a Capital Federal. Certamente conhecem a fama. Brasília convive com um karma complicado. Basta que seu nome seja pronunciado para que se pense em coisas... Em coisas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A última canção que me lembro de ter ouvido sobre a cidade não era muito elogiosa. E a música que vi ser feita ali não falava da cidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estranho... Quando dei por mim, tinha composto uma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O primeiro resultado concreto está aqui, nas palavras e no endereço de meu brother Ricardenrique, o &lt;a href="http://www.fubap.org/apira/"&gt;Gas&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Surrupiei um parágrafo, em que ele considera a tal canção, &lt;em&gt;Quarta-feira em Brasa&lt;/em&gt;, como a melhor música nacional deste ano. E uma das vinte melhores &lt;strong&gt;do mundo&lt;/strong&gt;. Que honra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;A melhor música nacional ficou mesmo com &lt;/em&gt;&lt;a href="http://www.myspace.com/carlosjazzmo" target="_blank"&gt;&lt;em&gt;Carlos Jazzmo &lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;, superando os ótimos discos da Céu, do Otto, do Cidadão Instigado e da Lulina. “Quarta-feira em Brasa” é resultado da experiência de um carioca morando durante um ano numa kitinete localizada acima do Rock’n Roll , hoje loja de açaí (sinal dos tempos). O registro é impecável e ganha imediatamente status de cult. Uma mistura de Viníciu de Moral com Vincent Gallo. Que bela música, Brasília!&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;E que agradecido eu sou, por ser personagem de uma história - a vida - que me permite reinventá-la duas vezes por minuto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Repito o que digo há dois anos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;o ser humano é um personagem distraído e parcialmente auto-consciente.&lt;br /&
